quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O que é o Forum Social Mundial

O que é o Fórum Social Mundial?
O FSM é um espaço de debate democrático de idéias, aprofundamento da reflexão, formulação de propostas, troca de experiências e articulação de movimentos sociais, redes, ONGs e outras organizações da sociedade civil que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital e por qualquer forma de imperialismo. Após o primeiro encontro mundial, realizado em 2001, se configurou como um processo mundial permanente de busca e construção de alternativas às políticas neoliberais. Esta definição está na Carta de Princípios, principal documento do FSM.

O Fórum Social Mundial se caracteriza também pela pluralidade e pela diversidade, tendo um caráter não confessional, não governamental e não partidário. Ele se propõe a facilitar a articulação, de forma descentralizada e em rede, de entidades e movimentos engajados em ações concretas, do nível local ao internacional, pela construção de um outro mundo, mas não pretende ser uma instância representativa da sociedade civil mundial. O Fórum Social Mundial não é uma entidade nem uma organização.

Forum Social Tematico 2012 MMF estará presente realizando oficina de Midia social feminista

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Palavras de ordem

todo el mundo quiere gobernar sobre la libertad en la elección opinando nuestra sexualidad de nuestro cuerpo si quieren casarse o tener hijos o no no se detiene si quiero hacer el aborto si quiero casarme si quiero besar a las chicas baiji el mundo sabe lo que realmente quiere dejar de entrar en mi vida ... mis opciones son ir a la mierda a mi manera

Prêmio Agente Jovem de Cultura


O Ministério da Cultura publicou nesta quarta-feira, 14, no Diário Oficial da União (DOU), o edital Prêmio Agente Jovem de Cultura: Diálogos e Ações Interculturais. Por meio da Secretaria de Cidadania Cultural, o MinC vai premiar 500 iniciativas de jovens entre 15 e 29 anos. As inscrições para a premiação estarão abertas de 15 de dezembro de 2011 a 31 de janeiro de 2012.

O edital é uma parceria entre o MinC – que investirá R$ 2,9 milhões – e os ministérios da Saúde (R$ 1 milhão) e do Desenvolvimento Agrário (R$ 600 mil), além da Secretaria-Geral da Presidência da República/Secretaria Nacional de Juventude (R$ 500 mil).

Podem concorrer ao prêmio iniciativas existentes e já concluídas nas áreas de comunicação, tecnologia, pesquisa, formação cultural, produção artística, intercâmbio e sustentabilidade. Cada selecionado irá receber premiação no valor de R$ 9 mil. Os premiados poderão se inscrever de acordo com a faixa etária: serão 200 bolsas para jovens entre 25 e 29 anos, número igual para aqueles que têm entre 18 e 24 anos e outras 100 para os jovens de 15 a 17 anos. As inscrições poderão ser feitas pela internet, por meio do SalicWeb, ou pelos Correios.

O edital terá duas fases: habilitação das propostas (análise documental eliminatória) e seleção (eliminatória e classificatória). Os projetos serão avaliados a partir dos seguintes critérios: criatividade, inovação e boas práticas;
impacto social da iniciativa; comprovação da qualidade e efetividade das estratégias de comunicação e de estratégias que promovam o empoderamento para o autocuidado; sustentabilidade valorização da cidadania e da diversidade cultural brasileira.

Para a secretária de Cidadania Cultural do MinC, Márcia Rollemberg, é importante identificar e valorizar o que vem sendo feito por jovens que trabalham com a cultura no Brasil. “Esse prêmio é o primeiro passo de um processo de ação mais ampla e permanente, que vai envolver trabalhos de fortalecimento da formação do agente jovem de cultura, incluindo bolsas de formação, com uma parceria, também, do Ministério da Educação (MEC)”, diz a secretária.

Clique aqui e acesse todas as informações sobre o edital.
Leia mais:
MinC anuncia edital para a participação de jovens que produzem cultura no país
(Fonte: Ascom/MinC)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

I Congreso Internacional de Comunicación y Género

El I Congreso Internacional de Comunicación y Género pretende reunir a todos aquellos interesados en detectar, analizar y comprender los discursos de género que, a veces de manera más difusa y otras más directamente, atraviesan todos los ámbitos y estamentos de nuestra sociedad. Éste quiere ser un encuentro para transferir los resultados de investigadores en la materia y compartir informaciones y aprendizajes con profesionales de distintos ámbitos que se interesan por cuestiones de género y por la imagen que de este asunto ofrecen los medios de comunicación.
Este encuentro tendrá lugar los días 5, 6 y 7 de marzo de 2012 en la Facultad de Comunicación de la Universidad de Sevilla y desde el comienzo de su gestación, nace con la voluntad de pensar de nuevo la igualdad, una igualdad no concebida como un camino que se recorre en la dirección marcada por un modelo masculino, sino como algo que debe darse desde el momento mismo de pensar. Es decir, lo que aquí se pretende es pensar la igualdad desde la igualdad misma, diseñando modelos de convivencia de acuerdo a las miradas de las mujeres y alejándonos de la construcción de “subjetividades masculinizadas” que son el resultado de una mala comprensión de la igualdad.
La identidad de género atraviesa todos los ámbitos de la actividad humana y, en este contexto, las relaciones e interacciones entre ambos géneros deben darse sin la supremacía de uno sobre otro, y más si tenemos en cuenta que no hay razones ni justificaciones reales y objetivas que avalen dicha supremacía. Así, atendiendo al hecho de que la comunicación abarca las expresiones culturales que codifican nuestros sistemas simbólicos (la religión, la literatura, la filosofía, el arte, la antropología, el derecho, la ciencia, la psicología, la sociología…), este congreso se propone reflexionar sobre las identidades de lo masculino y lo femenino teniendo en cuenta los discursos de género que se transmiten a través de dichas expresiones de lo humano.
Con el objeto de promover la asistencia del alumnado de los últimos cursos que estuviera interesado en estas temáticas se está trabajando para convalidar la asistencia y aprovechamiento de esta actividad con 3 créditos de libre configuración.
Los ejes temáticos sobre los que girará este congreso, serán:
La construcción y comunicación de las identidades de género a través de la literatura, la filosofía, la historia, la religión y la mitología.
El marco legislativo internacional, nacional o local en materia de igualdad de género y su aplicación a las políticas de comunicación social.
La mujer en la vida social, política y económica y su representación en los media.
Identidades femeninas en el contexto multicultural y de las tres culturas del mediterráneo y su reflejo en los medios de comunicación.
La mujer en el discurso cultural y social de los medios de comunicación. Proyecciones de las identidades femeninas en los distintos formatos comunicativos.
El reflejo social de la identidad femenina a través del cine.
La identidad femenina en las nuevas tecnologías: internet, videojuegos…
Comunicación y violencia de género: perspectivas del periodismo actual. Logros y retos.
El tratamiento mediático de las mujeres de especial vulnerabilidad social. Mujeres migrantes, mujeres con discapacidades, mujeres maduras.
Silencios y desviaciones: los temas no tratados por los medios de comunicación sobre la identidad femenina o los temas maltratados en la práctica informativa.

Morte de negros por homicídio subiu 23,4% em oito anos

A taxa de mortalidade de negros por homicídio no Brasil registrou aumento de 23,4% em 2010 em relação a 2002. A informação faz parte do Mapa da Violência 2012: os novos padrões da violência no Brasil realizado pelo Instituto Sangari e divulgado esta semana pelo Ministério da Justiça. Em um recorte feito por raça e cor, o estudo mostra que enquanto pessoas brancas são cada vez menos vítimas de homicídios, as ocorrências registram cada vez mais o crescimento dos assassinatos contra negros.
Segundo o Mapa, em 2002, o número de vítimas negras era de 26.952. Em 2006, o índice foi de 29.925 e de 33.264, em 2010. Destas, 15.008 mortes foram registras na Região Nordeste somente no último ano, onde 1.846 aconteceram em Alagoas e 1.699 Paraíba, os estados com os maiores índices do país. Os quantitativos dessa população entre os anos estudados foram obtidos a partir de projeções realizadas pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE).
Em relação aos brancos, as taxas representaram queda na última década, de 18.852 para 13.668. O número de vítimas que era de 20,6 em cada 100 brancos, em 2002, passou a ser de 15,0 o que representa uma queda da ordem de 27,5%.
Intencionalidade – Nos últimos 30 anos, 1.091.125 pessoas foram vítimas de morte por agressão propositada no país. De acordo com Julio Waiselfisz, diretor de pesquisas do Instituto Sangari, o estudo comparou os dados aos maiores conflitos internacionais do último século. “Comprovamos que no Brasil, sem conflitos de qualquer ordem, mata-se mais gente que muitos conflitos armados no mundo. É como se, só por homicídios, tivéssemos matado a mesma população vítima da Bomba Atômica”, explica.
Para Eloi Ferreira de Araujo, presidente da Fundação Cultural Palmares, a situação é grave, pois os dados tratam de uma situação específica de mortalidade onde as principais vítimas são negras e jovens. “Os dados mostram a necessidade de ações emergenciais por parte do Estado. Não podemos deixar que esses números continuem crescendo”, afirma. “A juventude negra precisa de igualdade de direitos e oportunidades para mudar, sair desta condição de vulnerabilidade”, ressaltou.
Lógica homicida – Em entrevista coletiva na terça-feira, 14 de dezembro, Waiselfisz apresentou uma nova realidade em relação a lógica da violência homicida no Brasil. Segundo ele, os padrões de mortes violentas mudaram radicalmente nos últimos dez anos “A violência era previsível. Hoje os homicídios surpreendem aos pesquisadores com fatos inesperados”, ressaltou o especialista.
Waiselfisz comenta que há poucos anos era possível saber o que aconteceria no ano seguinte, em que estados e em que locais seriam registrados acréscimos de violência. Com as mudanças detectadas por meio do Mapa atual, será necessário que o Estado pense novas políticas para o combate à violência e a redução do índice de mortes propositadas. Uma das mudanças na lógica homicida foi que este tipo de violência, que era centrado nos grandes pólos urbanos, passou a migrar para o interior dos estados.
Em números absolutos, os homicídios documentados pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM/MS) passou de 45.360 para 49.932 entre os anos de 2000 a 2010. Enquanto as capitais registraram queda no número de assassinatos – 32339 para 28797 – as regiões de interior apontaram o crescimento de 8.114 homicídios no número de casos. O dado que em 2000 era de 3.021 mortes passou para 21.135 registradas em 2010.Palmares

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

16 DIAS DE ATIVISMO

A Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, realizada de 25 de novembro a 10 de dezembro, tem sido utilizada no mundo todo por pessoas comprometidas com a eliminação de todas as formas de violência contra as mulheres, como importante estratégia para promover a sensibilização sobre a violência baseada no gênero como uma violação aos Direitos Humanos e convoca todas as pessoas e instituições a se comprometerem com essa luta.

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23 de Novembro de 2011, 15:10
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Por que 16 dias?

O período de 25 de novembro a 10 de dezembro foi escolhido como foco de ação da campanha por compreender algumas datas significativas na luta pela erradicação da violência contra as mulheres e garantia dos direitos humanos. No Brasil, a Campanha começa mais cedo: 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, para destacar a dupla discriminação sofrida pelas mulheres negras.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Conferências de Políticas para as Mulheres

4º CONFERÊNCIA ESTADUAL DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES "ENID BACKES"
Autonomia e Igualdade para as Mulheres Gaúchas

Dias 21, 22, 23 de Outubro de 2011 - Hotel Continental- Porto Alegre/RS

PROGRAMAÇÃO

21 DE OUTUBRO DE 2011 - SEXTA-FEIRA

14h- Inicio do Credenciamento.
18h30min- Abertura Oficial.
19h30min- Leitura e Aprovação do Regulamento da Conferência.
20h30min- Lançamento do Livro "Lei Maria da Penha, comentada em uma perspectiva de Gênero Jurídico-Feminista".
21h - Coquetel de Confraternização.

22 DE OUTUBRO DE 2011 - SÁBADO

9 horas - Seminários Temáticos

1- Enfrentamento a todas as formas de violência contra as Mulheres e Meninas
2- Autonomia Econômica e Igualdade no Mundo do Trabalho, com Inclusão Social
3- Saúde das Mulheres, Direitos Sexuais e Reprodutivos
4- Participação das Mulheres nos Espaços de Poder e Decisão
5- Fortalecimento da Gestão de Políticas para as Mulheres: O desafio da Institucionalidade

12 horas - Almoço

13 horas - Encerramento do Credenciamento

13h30min - Retorno aos Seminários Temáticos

17 horas - Apresentação da Síntese das Discussões dos Seminários

19h30min - Jantar de confraternização

23 DE OUTUBRO DE 2011 - DOMINGO

9 horas - Apresentação de Vídeo

10 horas - Eleição das Delegadas à III Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres

11 horas - Encerramento

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Mulher é condenada a dez chibatadas por dirigir na Arábia Saudita

Jeddah (Arábia Saudita) - A Justiça da Arábia Saudita condenou uma mulher a levar dez chibatadas por dirigir. No país existe uma lei que impede que mulheres dirijam carros. A mulher, identificada apenas como Shema, foi considerada culpada por conduzir um carro na cidade de Jeddah em julho.

Após o caso ganhar as manchetes, um grupo de ativistas que faz campanha para que as mulheres tenham permissão para dirigir. Nos últimos meses várias mulheres desrespeitaram a lei para tentar pressionar o governo.

Outras duas mulheres devem ser julgadas neste ano, acusadas do mesmo crime.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Conferencia da Juventude

A Comissão Organizadora da 2ª Conferência Nacional de Juventude se reuniu pela quarta vez no dia 28 de julho, em Brasília, para discutir a mobilização dos estados e municípios. Os membros da Comissão Organizadora pretendem intensificar o trabalho nos estados a fim de garantir uma ampla convocação das etapas municipais e a realização de conferências que sejam, na prática, um espaço de interlocução entre a sociedade civil e o governo, respeitando e valorizando a pluralidade e diversidade dos movimentos e organizações juvenis. De acordo com o balanço apresentado no encontro, todos os 27 estados da Federação já convocaram suas conferências estaduais e cerca de 300 prefeituras já fizeram a chamada oficial das conferências municipais.



Um dos desafios dessa Conferência é garantir que todas as etapas ofereçam estrutura para receber a juventude como um todo, respeitando sua rica diversidade. Na reunião do Comitê Executivo, realizada na quarta-feira (27/7), o grupo vivenciou isso, na prática, com a visita do estudante Paulo Henrique Rodrigues da Silva, que é presidente do grêmio estudantil do Colégio Estadual Benedito Brás, no município Americano do Brasil, em Goiás. Paulo Henrique, que é surdo, participou da discussão do Comitê e manifestou seu interesse em se engajar e contribuir em todo o processo da segunda Conferência


A reunião da Comissão Organizadora contou, ainda, com uma saudação do presidente recém-eleito da União Nacional dos Estudantes, Daniel Iliescu, que esteve no local e se comprometeu a mobilizar toda a rede de estudantes do país, para que realizem as conferências livres e participem com protagonismo das etapas municipais e estaduais. Na ocasião, o presidente do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), Gabriel Medina, passou alguns informes do Encontro de Alto Nível das Nações Unidas sobre a Juventude, do qual participou, junto com a secretária nacional de Juventude, Severine Macedo, em Nova Iorque, nos dias 25 e 26 de julho. No Encontro, o Brasil assinou, com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) um Termo de Cooperação voltado para a política de juventude.


A 2ª Conferência Nacional de Juventude acontecerá em Brasília, no período de 9 a 12 de dezembro. As etapas incluem as conferências estaduais e do DF, que devem ser realizadas de 1º de setembro a 31 de outubro; as conferências municipais, regionais e territoriais, que começaram em 1º de junho e seguem até 18 de setembro; as conferências livres, agendadas para o período de 1º de junho a 30 de setembro; e a consulta aos povos tradicionais, prorrogada para o dia 15 de outubro.


Veja as datas das respectivas Conferências nos 27 estados da Federação:


ACRE – 21 e 22 de setembro. ALAGOAS – 23 e 24 de setembro. AMAZONAS – 28 a 30 de outubro. AMAPÁ – 28 a 30 de outubro. BAHIA – 28 a 30 de outubro. CEARÁ – 5 e 6 de novembro. DISTRITO FEDERAL – 28 e 29 de outubro. ESPÍRITO SANTO – 27 a 30 de outubro. GOIÁS – 29 e 30 de outubro. MARANHÃO (data não definida). MINAS GERAIS – 28 e 29 de outubro. MATO GROSSO DO SUL – 21 e 22 de outubro. MATO GROSSO – 6 e 7 de outubro. PARÁ – 14 e 15 de outubro. PARAIBA – 28 a 30 de outubro. PERNAMBUCO – 30 de outubro a 1º de novembro. PIAUÍ – 20 a 22 de outubro. PARANÁ – 14 a 16 de outubro. RIO DE JANEIRO – 28 a 30 de outubro. RIO GRANDE DO NORTE – 27 a 29 de outubro. RONDÔNIA (data não definida). RORAÍMA – 28 a 30 de outubro. RIO GRANDE DO SUL – 15 e 16 de outubro. SANTA CATARINA (data não definida). SERGIPE – 28 e 29 de outubro. SÃO PAULO – 29 e 30 de outubro. TOCANTINS – 21 a 23 de outubro.


Além de Rio Branco, que já realizou a sua Conferência, muitas capitais já agendaram os seus encontros. São elas: Maceió (30 de agosto); Manaus (22 e 23 de agosto); Salvador (14 e 15 de setembro); Fortaleza (19 e 20 de agosto); Brasília (29 de outubro); Vitória (26 e 27 de agosto); Goiânia (14 e 15 de setembro); São Luis (12 e 13 de agosto); Belo Horizonte (10 de setembro); Campo Grande (19 de agosto); Cuiabá (27 e 28 de setembro); Recife (18 a 20 de agosto); Teresina (12 e 13 de agosto); Curitiba (15 e 16 de agosto); Rio de Janeiro (16 a 18 de setembro); Natal (23 e 24 de agosto); Porto Velho (26 e 27 de agosto); Florianópolis (31 de agosto); São Paulo (10 de setembro) e Palmas (20 de agosto).
A juventude negra já começaram a se reunir para elencar pauta de reinvidicações e de necessidades do grupo.
Foto: google

terça-feira, 16 de agosto de 2011

ORGULHO HETERO O QUE VOCE ACHA ?

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta terça-feira (2) o projeto de lei 294/2005, do vereador Carlos Apolinário (DEM), que institui, no município, o Dia do Orgulho Heterossexual. O projeto depende apenas de sanção do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, para virar lei.

Parte dos 39 vereadores presentes se manifestou contra o projeto, mas como não houve pedido de votação nominal a posição não foi considerada.

No semestre passado, o impasse em torno desse projeto impediu os vereadores de votar outros projetos individuais. Para superar o impasse, houve acordo pela aprovação nesta terça-feira.
saiba mais

* Câmara de SP discute aprovação do Dia do Orgulho Heterossexual

O texto propõe que a data deverá ser comemorada todo terceiro domingo do mês de dezembro. O projeto estabelece que a data passará a constar do calendário oficial do município e afirma que caberá à Prefeitura de São Paulo "conscientizar e estimular a população a resguardar a moral e os bons costumes".

Autor do projeto, o vereador Carlos Apolinário afirmou que o projeto não é contra a comunidade gay. "Faço um apelo pelo respeito à figura humana dos gays", afirmou. Apolinário disse que o projeto foi apenas uma forma de se manifestar contra "excessos e privilégios" destinados à comunidade gay. Ele afirmou que um dos privilégios é a realização da Parada LGBT na Avenida Paulista enquanto a Marcha para Jesus foi deslocada para a Zona Norte da cidade.

Principal adversário do projeto, Ítalo Cardoso lamentou a decisão da Câmara, mas disse que não pediu votação nominal desta vez para não impedir a tramitação do projeto. "Se pedisse (votação nominal), o projeto não passaria. Cada vereador deve ser responsável pelo que vota", afirmou.

Antes da votação, Cardoso exibiu aos vereadores um vídeo com a reportagem sobre o pai que foi agredido em uma festa no interior de São Paulo apenas porque estava abraçado ao filho. Os agressores confundiram os dois com um casal gay.

Após a votação, ele criticou o projeto. "Não sei no que esse projeto ajuda. A Parada LGBT não é privilégio. A culpa de a Marcha ter sido transferida da Avenida Paulista não é culpa dos gays nem responsabilidade dos gays", afirmou. Segundo o vereador, gays ainda são discriminados em São Paulo em imobiliárias, feiras, dentro do ônibus e em delegacias.

Manifestaram-se contra o projeto a bancada do PT, formada por 11 vereadores, dois vereadores do PC do B e, individualmente, os vereadores Claudio Fonseca (PPS), Claudio Prado (PDT), Gilberto Natalini (sem partido), Juscelino Gadelha (sem partido), Roberto Tripoli (PV) e Eliseu Gabriel (PSB)

29 DE AGOSTO DIA DA VISIBILIDADE LÉSBICA

29/08 - Segunda-Feira - VISIBILIDADE LÉSBICA no LARGO GLÊNIO PERES
12h - Concentração para 5a. Marcha Lésbica de PORTO ALEGRE, montagem das bancas e início da panfleteação no Largo Glênio Peres;
- 16h - 5a. Marcha Lésbica de POA pelas ruas do Centro da cidade;
- 17h - Panfleteação na Esquina Democrática;
- 18h - Ato Político no Glênio Peres;
- Após, até às 22h - Show de Encerramento da 3a. Jornada Lésbica Feminista de 2011 - Apoio Venezianos Pub Café

IV Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres

IV Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres
DIAGNOSTICOS E DESAFIOS
DE 11 A 12 DE SETEMBRO NA CAMERA DE VEREADORES DE PORTO ALEGRE

quarta-feira, 29 de junho de 2011

FISL TECNOLOGIA QUE LIBERTA


HOJE DIA 29.06.11 COMOÇOU O 12º FISL ENCOTRO NACIOLNAL DE SOFTWARE LIVRE NA PUC E VAI ATÉ O O DIA 2 DE JULHO ESSE ENCONTRO DESENVOLVE DIVERSAS VERSOES TECNOLOGICAS DIGITAIS E TAMBEM TRABALHA COM A CUÇTURA DIGITAL COM MESTRES E GRIOS E TAMBEM TRABALHA COM A DIVERSIADE DE GENERO ETC...
ESSE ENCONTRO DE GRANDE IMPORTANCIA PARA A SOCIEDADE POIS NOS MOSTRA UM MEIO NÃO CAPITALISTA E UMA COMUNIÇÃO LIVRE E ALTERNATIVA...


TEXTO

TUSILÉ SOARES

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O significado do 13 de maio

O significado do 13 de maio

13 de maio – Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo


O dia 13 de maio é o “Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo”. Vasta bibliografia (livros, revistas, jornais, boletins, manifestos, etc.) registra o 13 de maio como Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo, ao longo dos 25 anos de existência da data e dos 26 de nossa organização. Mesmo outras formas organizativas que lidam com a questão racial criadas por determinados governos, por partidos políticos, pela igreja, pelo movimento sindical, por mesquitas ou Ong’s reconhecem esta data já cunhada na história do povo negro, na sociedade brasileira. Como exemplo, podemos citar o Grupo de Trabalho para Estudos Afro-Brasileiros, da Secretaria de Estado de Educação, do Estado de São Paulo, que talvez por ser um órgão no estado “instituiu-o em 1986, como Dia de Debate e Denúncia contra o Racismo na rede de ensino oficial, conforme Resolução SE nº 95/96. Embora acrescentando a palavra Debate respeitou-a com a nova conotação dada a data pelo Movimento Negro Unificado - MNU. Sabemos da existência de setores e segmentos recalcitrantes em admitir/adotar as datas criadas pelo Movimento Negro Unificado – MNU. Contudo, apesar delas terem sido pensadas pelo MNU, hoje, após inúmeras atividades, próprias ou em parceria, realizadas durante estes anos, tornou-se patrimônio de todas organizações e entidades do movimento negro e das demais formas organizativas que implementam ações políticas e políticas públicas para debelar o racismo e suas manifestações: a discriminação racial e o preconceito racial. Uma demonstração disto é fato de que nos “Cadernos de Pesquisa” Raça Negra e Educação, editado pela Fundação Carlos Chagas, em novembro de 1987, Nº 63, encontramos, na página 136, uma citação de Gevanilda Gomes dos Santos, do Grupo Negro da PUC/SP, onde ela diz que: “Fora da universidade nossa experiência como palestrista em escolas de 1º e 2º graus da rede estadual de ensino era abordando a temática negra por ocasião do 13 de maio - Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo...” Para além, encontramos eco nas citações por parte de estudiosos/as, pesquisadores/as, sociólogos/as, antropólogos/as, etc., tais como: Martiniano J. Silva (1995), Clóvis Moura, João Batista de Jesus Félix, Nilma Lino Gomes entre outros/as. A data passou a constar de Agenda Cultural Afro-Brasileira – 1888-1988, editada pela e Secretaria de Estado da Cultura do Estado de São Paulo, através da Assessoria de Cultura Afro-Brasileira e da Agenda Escolar 1988, da Editora Salesianas. Em publicação, editada também em 1988, intitulada “Movimento Negro Unificado - MNU” 1978-1988 – 10 anos de luta contra o racismo, nas páginas 40 e 41 consta que em documento apresentado no Simpósio em apoio à luta pela autodeterminação e independência do Povo Namíbio -, em San Jose da Costa Rica, ocorrido de 16 a 19 de agosto de 1983 a data é mencionada. Como podemos constatar não resta dúvidas ou questões sobre esta data já consagrada popularmente.
Bi Olorun ba fe!

Adomair O. Ogunbiyi

ATO CONTRA HOMOFOBIA O MMF APOIA ESSA LUTA

quarta-feira, 11 de maio de 2011

EVENTO CULTURAL NO KILOMBO SILVA

CIRCULO DE CULTURA
TAMBORES DE ANGOLA
LANÇAMENTO DA CAMINHADA CULTURAL PELOS QUILOMBOS DO SUL

ATIVIDADES
-MESA DE AUTORIDADES REPRESENTATIVAS DOS MOVIMENTOS SOCIAIS
-SHOWS
TAMBORES DE ANGOLA E D'RUA E CONVIDADOS
LOCAL: QUILOMBO DO SILVA
DATA:04.06.2011
HORARIO:APARTIR DAS 18 HORAS
VALOR:R$ 10.00

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Evento Cultural no Quilombo Silva

Dia 4 de julho o Circulo de Cultura Tambores de Angola dara inicio á caminhada cultural pelos Quilombos do sul
Com a realização do show Tambores itinerantes
Local :Quilombo Silva ingressos a R$ 10,00
Apartir das 18hs com a formação de uma mesa de altoridades representativas.
O show contara com a presença de varios musicos convidados .

quinta-feira, 31 de março de 2011

Encontro Mulheres Livres 02 e 03 de Abril

Encontro Mulheres Livres
02 e 03 de Abril




Programação:
Dia 02/04 - sábado-


· Chegada pelas 18hs montar barracas;

· Uma breve conversa sobre o encontro;

· Preparação da JANTA ;



· Oficina da Judith com ajuda da Rose;

· Momento da Majestade.




Dia 03/04 - domingo


· Café da Manhã;

· Conversa de abertura (Curta – Vida de Maria - reflexão da importância das mulheres urbanas se reunirem);

· Momento de aproveitar o espaço eqto o almoço é preparado;

· Almoço;

· Oficina de estêncil e de poska com a Daphene;

· Fecho do encontro momento de falar mais do grupo Mulheres Livres e troca de contatos.



Horário de saída: 14hs do sábado dia 02/04
Local: Camelodromo de Porto Alegre

Importante: todas que puderem ir sábado pois iremos parar na parada 96 de Morungava, só que teremos um trecho de estrada de chão até chegar ao sítio.



segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

2 conferencia da Juventude

Portaria constitui comissão organizadora da 2ª Conferência de Juventude
O Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), comemorou nesta quarta-feira (23), a publicação da Portaria nº 27 da Secretaria-Geral da Presidência da República. O documento constitui a comissão organizadora da 2ª Conferência Nacional de Juventude o que, na prática, é o primeiro passo para a realização do maior evento de participação democrática da juventude brasileira.

São atribuições da comissão deliberar, organizar, implementar e desenvolver todas as atividades da Conferência. Entre as tarefas estão aprovar o texto-base para os debates e definir a metodologia e sistematização que deve orientar todo o processo, além de cuidar de toda a sistematização das propostas, organizar a infra-estrutura do encontro e produzir todos os relatórios de avaliação e balanço.
A Comissão será presidida pela Secretaria Nacional de Juventude e terá 33 membros, sendo 18 representantes do Poder Público e 15 representantes da sociedade civil – mais que o dobro de representantes na comissão organizadora da 1ª Conferência –, indicados pelo Conjuve. Na Internet Gabriel Medina, presidente do Conjuve, agradeceu ao ministro Gilberto Carvalho. Ele destacou o empenho e protagonismo do Conjuve na construção desse processo e reafirmou a disposição de todo o grupo para que essa seja uma Conferência ainda mais ampla e participativa que a primeira, realizada em 2008.
Leia a Portaria na íntegra:
Portaria parte I
Portaria parte II
Fonte: CONJUVE
Tags: Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), Portaria constitui comissão organizadora da 2ª Conferência de Juventude

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Aborto

Em 11 de Fevereiro de 2007 os portugueses decidiram em plebiscito que as mulheres deveriam poder abortar, por sua opção, até à 10ª semana em condições de segurança num estabelecimento de saúde autorizado.

Em 1998 tinha-se realizado um plebiscito sobre o mesmo tema em que despenalização do aborto tinha sido derrotada, pelo que até 2007 o aborto em Portugal continuava a ser crime, com exceção dos casos em que a gravidez apresentasse perigo de morte ou lesão grave para a saúde física e psíquica da mulher, em caso de malformação congênita ou doença incurável do feto ou em situação de violação da mulher. Para o plebiscito de 2007, além dos partidos politicos, organizaram-se também diversos movimentos a favor e contra a despenalização do aborto, que realizaram campanha na rua e na televisão (todos com o mesmo tempo) pelas suas posições. A vitória da posição do sim à despenalização do aborto no plebiscito de 2007 foi, por isso, produto de um amplo debate que atravessou a sociedade portuguesa. A igreja católica foi um setor fundamental na campanha do não à despenalização, que saiu fortemente derrotada neste plebiscito

Em julho do mesmo ano a lei foi posta em prática. A partir daí todas as mulheres residentes em Portugal, de nacionalidade portuguesa ou não, podem ter acesso a um aborto seguro e gratuito no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O processo é relativamente simples, uma mulher só tem que se dirigir a um hospital ou a um posto de saúde e dizer que quer fazer um aborto. Primeiro terá que ir a uma consulta prévia onde fará um breve exame médico e será informada sobre os métodos de aborto. Nessa consulta lhe é oferecido aconselhamento psicológico que ela poderá aceitar ou não. Depois seguem-se três dias de reflexão obrigatória após os quais o aborto poderá ser realizado se for comprovado por ultrassom que a gravidez tem menos de 10 semanas.

As mulheres podem optar por um aborto medicamentoso ou cirúrgico. O medicamentoso é feito com recurso a dois fármacos que em conjunto provocam e simulam um aborto em tudo semelhante a um aborto espontâneo e têm uma eficácia de 98-99%. Para além disso este processo tem a vantagem de não necessitar de internamento. Pode-se também optar pelo processo cirúrgico, feito na maioria das vezes com anestesia geral, pelo processo de aspiração por vácuo ou curetagem (raspagem). Duas semanas mais tarde a mulher deverá ir a uma terceira consulta, depois de ter feito um novo ultrassom para confirmar que a gravidez terminou e para ser aconselhada acerca do método contraceptivo que melhor se adapta a si.
A implementação da lei

Os movimentos antiescolha argumentavam que a realização de abortos no SNS iria trazer o caos aos serviços, que iria roubar recursos para dar às mulheres que queriam abortar. Não se verificou nenhum caos. Segundo Mara, médica de Medicina Geral e Familiar e cofundadora da Associação Médicos pela Escolha[1] (MPE) “podemos afirmar que a implantação da nova lei de IVG (interrupção voluntária da gravidez, ou aborto) correu bem. Para isso foi fundamental a regulamentação detalhada. Quais os estabelecimentos de saúde que podem realizar IVG, o circuito da utente, estabelecer limites no tempo máximo de espera das várias etapas, desde o primeiro contato da mulher até a consulta de planejamento familiar pós-aborto. Para otimizar a qualidade dos serviços prestados foram também realizados protocolos de atuação, quer no aborto médico como no cirúrgico”. Segundo Mara outra questão que foi muito importante para a implementação da lei foi a regulamentação da objeção de consciência, nomeadamente que “o direito à objeção de consciência que é um direito individual e não coletivo, isto é, não pode haver um Serviço de Saúde objetor de consciência, apenas médicos objetores. É importante também referir que os médicos objetores têm obrigatoriamente que encaminhar a utente a um médico que não seja objetor”.

A existência do aborto medicamentoso também facilitou a implementação do aborto pois pode ser realizado em ambulatório, não necessitando de internamento ou de tantos recursos como o aborto cirúrgico. 95,7% dos abortos feitos no SNS foi realizada pelo método medicamentoso. Há, inclusive, postos de saúde onde é possível realizar um aborto através do método medicamentoso. Para que estes postos o pudessem fazer foi apenas necessário que os médicos e enfermeiras recebessem formação, e terem que ter disponível o acesso a uma consulta de apoio psicológico.

Nem mais uma morte por aborto clandestino

Ana de 14 anos foi uma das últimas mulheres a morrer em Portugal vítima de aborto clandestino. Depois de implementada a lei que permite a interrupção da gravidez por opção da mulher não foi registrada mais nenhuma morte por aborto e as complicações graves como perfuração do útero e sépsis tornaram-se extremamente raras.

Passados 3 anos da implementação da lei a redução do número de abortos clandestinos foi drástica, havendo ainda um número reduzido, muito por falta de conhecimento da nova lei e também pelos casos em que as mulheres não conseguem fazer um aborto antes das 10 semanas. Segundo Mara dos MPE “continua a haver circulação ilegal de “cytotec” e acredito que a grande maioria dos abortos ilegais são medicamentosos, como já acontecia antes da legalização, e estes têm menos complicações que os abortos cirúrgicos, daí o grande decréscimo de complicações. Principalmente em relação a grupos mais vulneráveis (imigrantes, adolescentes) continua a ser urgente informar todas as mulheres do “novo” direito à escolha, assim como informar do acesso gratuito ao aborto e a confidencialidade de todo o processo”.

Para a Associação para o Planejamento da Família o prazo de 10 semanas é muito curto e dever-se-ia alargar o prazo para as 12-14 semanas tal como na maioria dos países europeus. Não seria o número de abortos total que iria aumentar mas sim os abortos clandestinos que seriam ainda mais reduzidos. Mara dos MPE, defende que para além disso “é excessivo que as adolescentes com menos de 16 anos, no novo quadro legal, só possam realizar IVG mediante consentimento informado dos pais (ou tutor legal), considero que qualquer mulher com uma gravidez não desejada tem autodeterminação suficiente para tomar decisões que só a ela (e a quem cada mulher desejar voluntariamente envolver) competem. É importante esclarecer que, por lei, todas as mulheres (e não só as adolescentes) que desejem realizar IVG têm acesso, sempre que desejaram, a apoio psicológico ou do serviço social, serviços que, embora não sendo obrigatórios, têm que ser sempre obrigatoriamente oferecidos e disponibilizados.”

O direito ao aborto gratuito e seguro

A principal razão da redução drástica do aborto clandestino foi o fato deste ser gratuito no SNS, permitindo assim às mulheres trabalhadoras, que não têm recursos para pagar um aborto numa clínica privada, ter acesso a um aborto seguro. Estimava-se que se realizassem por ano entre 17000 a 20000 abortos em Portugal, por opção da mulher. Em 2009 realizaram-se 18951 abortos nestas condições, destes mais de 70% foram feitos no SNS.

Esta foi uma das grandes bandeiras dos Médicos pela Escolha que sempre defenderam que tão ou mais importante que legalizar o aborto era garantir que este fosse acessível às mulheres trabalhadoras com menos recursos. São estas mulheres que mais necessidade têm de planejar a sua família e mais provavelmente poderão ter que recorrer ao aborto perante uma gravidez inesperada. 19% das mulheres que fizeram um aborto em Portugal, em 2009, eram trabalhadoras não qualificadas, 18% eram estudantes, 17% estavam desempregadas. Estas mulheres consideraram não ter as condições necessárias para criar um filho e ao contrário do que acontecia antes de 2007 puderam tomar essa decisão com dignidade, independentemente dos seus recursos econômicos.

Por um aborto raro, legal e seguro

Um dos principais argumentos dos movimentos antiescolha era que o número de abortos iria aumentar exponencialmente porque as mulheres iriam deixar de fazer contracepção e passar a usar o aborto como único método de planejamento familiar. Sabíamos que isto não era verdade, mas apenas um atestado de imbecilidade passado às mulheres, o mesmo que dizer que estas não têm capacidade de decidir sobre a sua vida sexual e reprodutiva. Tal não aconteceu nos demais países onde o aborto foi legalizado e também não iria acontecer em Portugal.

E assim foi, não houve nenhum aumento exponencial do número de abortos, as mulheres não deixaram de fazer contracepção, aliás sabemos agora que 96% das mulheres que fizeram um aborto estavam usando algum método contraceptivo (60% tomavam a pílula). Um número semelhante a tantos outros países. A contracepção, qualquer que seja, falha e uma gravidez indesejada pode acontecer a qualquer mulher. Agora esta falha pode ser comunicada ao médico assistente que poderá ver em conjunto com a mulher se havia algum erro no uso do método contraceptivo e/ou escolher um método mais adequado, havendo mesmo uma consulta exclusiva para isso.

Além disso, entre as mulheres que abortaram apenas 4% tinham feito 2 ou mais abortos na sua vida, ou seja, tal como defendíamos, as mulheres na sua grande maioria, se tiverem acesso a métodos contraceptivos, só recorrem ao aborto quando todo o resto falha.

A luta não terminou aqui

A legalização do aborto e a sua realização no SNS é uma grande vitória para as mulheres em geral e em especial para as mulheres trabalhadoras. No entanto, ainda há aborto clandestino e enquanto assim for temos que continuar a lutar para que este desapareça por completo.

É necessário que o limite legal para a interrupção da gravidez seja aumentado, não há qualquer razão científica ou ética que justifique as 10 semanas. Na prática 10 semanas é um prazo muito curto para permitir que as mulheres descubram que estão grávidas e ainda consigam passar por todo o processo até a consulta de interrupção. Nos países onde o prazo limite é maior a porcentagem de abortos realizados não aumenta, apenas diminui ainda mais o aborto clandestino.

É necessário que se desenvolvam campanhas de informação acerca da nova lei para todas as mulheres, em especial às imigrantes, dizendo-lhes que todas têm direito a um aborto gratuito desde que residam em Portugal.

Para além do tempo limite ter de ser aumentado, a interrupção da gravidez deve ser ainda mais acessível através do aumento da disponibilização do aborto medicamentoso nos postos de saúde.

Não podemos esquecer que todo este processo deve ser acompanhado pela exigência de que os métodos contraceptivos sejam gratuitos e estejam amplamente disponíveis nos postos de saúde juntamente com a disponibilização de consultas médicas e de enfermagem para ajudar as mulheres a estabelecer o método que mais lhes convém. Devemos também continuar a exigir que haja educação sexual nas escolas para que os jovens ampliem o conhecimento do seu próprio corpo e saibam como evitar uma gravidez indesejada. Para que cada vez mais o aborto se torne raro, precoce e seguro.

No entanto, enquanto houver capitalismo, o acesso gratuito a um aborto seguro para as mulheres trabalhadoras estará sempre em causa. Neste momento Portugal está fortemente atingido pela crise econômica, o governo neoliberal de serviço, do Partido Socialista, já começou a passar a fatura aos trabalhadores e entre outras medidas está fazendo um grave ataque ao SNS com cortes gigantescos no seu orçamento. Estes ataques ao Serviço Nacional de Saúde colocam em risco, entre outras coisas, a realização do aborto de forma ampla, segura e gratuita, e portanto o acesso ao aborto pelas mulheres trabalhadoras. Este ano já houve setores que falaram na necessidade de apenas o primeiro aborto ser gratuito, tendo as mulheres que pagar pelos seguintes. Para além de que mesmo numa perspectiva econômica liberal os custos do tratamento das complicações de aborto clandestino acabam por ser maiores, a dignidade e a vida de uma mulher, que pode ser a nossa irmã, a nossa mãe, a nossa amiga, a nossa namorada, a mãe dos nossos filhos, não tem preço.

Além disso, não só é necessário o acesso ao aborto para todas as mulheres como também o acesso generalizado e gratuito a todos os métodos contraceptivos. Tal não é possível porque as grandes empresas farmacêuticas querem manter os gigantescos lucros deste mercado.

Lutar pelo direito a um aborto seguro e gratuito, assim como o direito ao Planejamento Familiar, será sempre para os trabalhadores uma luta incompleta se não estiver aliada à luta pelo fim do capitalismo.
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Diana Curado - militante do Ruptura/FER, secção da LIT em Portugal; médica e a membro da Associação Médicos pela Escolha. Artigo realizado com a colaboração de Marta Luz

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

III MARCHA ESTADUAL PELA VIDA E LIBERDADE RELIGIOSA DO RS


UNIDOS SEREMOS FORTES!

A III Marcha Estadual Pela Vida e Liberdade Religiosa Será precedida por um Seminário que retirará propostas do Povo do Àsé e Movimento Negro.

Em Reunião realizada ontem dia 04/01/2011 as 18:30 no Sindisprev em Porto Alegre RS, a comissão organizadora decidiu que um seminário Precederá a Marcha que terá por objetivo discutir Temas como o Plano Nacional de Combate a Intolerância Religiosa que teve sua assinatura barrada pelo processo eleitoral, Estatuto da Igualdade Racial aprovado em 2010 do qual foram retirados Bandeiras importantes no campo da religiosidade de Matriz Africana e do Movimento Negro bem como o Estatuto Estadual que também sofreu cortes por parte da Bancada Evangélica no RS, a tarefa principal é retirar propostas e reivindicações que contribuam no combate a Intolerância Religiosa e o Racismo. O Seminário prevê a participação do Governador do Estado Tarso Genro, da Assembléia Legislativa do RS e da Ministra da Seppir Luiza Bairros e deverá acontecer no doa 21 de janeiro das 13:30 as 15:30 no Sindisprev Porto Alegre. Segundo Coordenador da Comissão Organizadora Baba Diba de Iyemonja, é urgente uma ação única que garanta que as demandas sejam atendidas como meta dos novos governos, a Intolerância religiosa e o racismo crescem em ritmo galopante em todos os setores da Sociedade brasileira. O Debate sobre cargos para o Povo Negro nos Governos é uma grande demonstração disto, que não leva em consideração trajetória, currículos nem processos coletivos de indicação prevalecendo sempre a vontade dos “sinhozinhos” além das ações dos capitães do Mato de plantão. Como sempre os brancos todos já sabem para onde vão.

Outro encaminhamento importante da Comissão Organizadora da Marcha é que os Terreiros do Estado abrirão suas portas para hospedagens solidárias para quem vier de Fora do Estado bem como do Interior, basta que contatem conosco através dos Fones 51 3333-9224 begin_of_the_skype_highlighting 51 3333-9224 end_of_the_skype_highlighting, 51 3333-9736 begin_of_the_skype_highlighting 51 3333-9736 end_of_the_skype_highlighting ou 51 99869719 begin_of_the_skype_highlighting 51 99869719 end_of_the_skype_highlighting ou e-mail liberdadereligiosars@gmail.com.

Próxima Reunião dia 11/01/2011 as 18:30 No Sindisprev – Travessa Francisco Leonardo Truda, 40 – 12º Andar – E Você é nosso convidado – Venha garantir um Estado Laico e Livre.