sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Lesbofobia, produção da “mente hetero - Por Eide Paiva

Lesbofobia, produção da “mente hetero" 1


Eide Paiva

Este anos na Bahia, em pouco mais de um mês, dois casais de jovens lésbicas foram vítimas da lesbofobia, crime de ódio em função da sexualidade feminina. 

Primeiro ataque foi contra Maiara Dias de Jesus, 22 anos e Fernanda dos Santos, 25, que moravam juntas em Camaçari, Região Metropolitana de Salvador (RMS). Ambas foram mortas a tiros quando andavam pela rua Alto da Cruz de mãos dadas. Maiara foi baleada na cabeça e Laís foi atingida por quatro tiros em várias partes do corpo. Os tiros que mataram as duas vieram de uma única pessoa, que ainda não foi identificada pela polícia. Isso aconteceu em 24/09, no momento em que parte da militância lésbica de Salvador promovia a semana da “Visibilidade lésbica” na capital e no interior do Estado. De acordo com os jornais locais, as jovens foram ameaças pelo celular dias antes do crime.
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tEXTO LBL

DIA INTERNACIONAL DAS MENINAS


O Dia Internacional das Meninas, celebrado pelas Nações Unidas pela primeira vez neste dia 11 de outubro, marca os progressos realizados na promoção dos direitos das meninas e mulheres adolescentes e reconhece a necessidade de se ampliar as estratégias para eliminar as desigualdades de gênero em todo o mundo.

Nesta ocasião, os Escritórios Regionais para a América Latina e o Caribe do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), da ONU Mulheres, da Campanha do Secretário-Geral das Nações Unidas Una-se pelo Fim da Violência contra as Mulheres e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) expressam sua preocupação com a situação de milhões de meninas e adolescentes na região, especialmente aquelas que vivem em situação de extrema pobreza ou estão sujeitas à discriminação de gênero e a outros tipos de violência.

A América Latina e o Caribe são as únicas regiões onde as taxas de gravidez na adolescência estão estagnadas ou aumentaram, apesar das taxas totais de  fecundidade estarem em declínio. Atualmente, quase uma em cada cinco crianças nasce de mães adolescentes na região, com idade entre 15 e 19 anos; no Brasil, um em cada cinco nascimentos ocorre com mães com idade entre 10 e 19 anos.


MATERIA DA UNIFEM 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Cresce participação feminina nas eleições


(Piero Locatelli, da Carta Capital) As eleições municipais de 2012 terão a maior participação feminina da história brasileira.  A proporção de mulheres entre os candidatos a vereador e prefeito subiu de 22% nas eleições de 2008 para 31% neste ano.
 
O número de mulheres subiu 73% desde a última eleição municipal, quando 81.251 se candidataram. Neste ano, serão 140.418.
 
A mudança é puxada pelas novas regras eleitorais aprovadas pelo Congresso Nacional em 2009. Até então, os partidos deveriam reservar 30% das vagas de vereadores para as mulheres. Um partido que tivesse 60 vagas, por exemplo, deveria separar 20 delas – elas poderiam, portanto, ficar "reservadas", porém vazias.
 
Com a nova redação da lei, "reservar" virou "preencher". Desde então, 30% do total das candidaturas devem ser obrigatoriamente ocupadas pelo sexo feminino.
 
No entanto, para a eleição ao Executivo (que não prevê cota), o número de candidaturas femininas é ainda mais baixo. Entre os candidatos a prefeito, só 12,47% são mulheres (1.909). Ainda assim, houve evolução em relação a 2008, quando as mulheres representavam 11,12% do total.
 
Desde a primeira eleição com cotas, em 1996, o número de candidatas cresce mais rapidamente do que o de mulheres eleitas. Resta saber se as candidaturas femininas neste ano receberão financiamento e empenho dos partidos para competir em condições iguais com os homens, como foi o caso da eleição de Dilma Rousseff , a primeira mulher presidenta eleita no Brasil em 2010.
 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

FISL 13 Meninas na tecnologia digital

O maior encontro da América Latina e um dos mais consolidados do mundo na área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), o Fórum Internacional Software Livre (fisl) chega a sua 13ª edição. O evento inicia hoje, dia 25, e seguirá até dia 28 de julho, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre e traz à capital gaúcha quase 700 palestrantes de mais de 20 nacionalidades, entre eles nomes consagrados da tecnologia mundial e cultura de rede, como o presidente fundador da Linux International, Jon Maddog Hall, e o fundador do Partido Pirata, o sueco Rick Falkvinge.

25 de Julho Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha

O Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha foi criado em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana. Estipulou-se que este dia seria o marco internacional da luta e da resistência da mulher negra. Desde então, sociedade civil e governo têm atuado para consolidar e dar visibilidade a esta data, tendo em conta a condição de opressão de gênero e racial/étnica em que vivem estas mulheres, explícita em muitas situações cotidianas.
O objetivo da comemoração de 25 de julho é ampliar e fortalecer às organizações de mulheres negras do estado, construir estratégias para a inserção de temáticas voltadas para o enfrentamento ao racismo, sexismo, discriminação, preconceito e demais desigualdades raciais e sociais. É um dia para ampliar parcerias, dar visibilidade à luta, às ações, promoção, valorização e debate sobre a identidade da mulher negra brasileira.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Dia do Orgulho Gay

MMF na luta pela igualdade e criminalizaçao da HOMOFOBIA .
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Orgulho Todos os Dias !!!!!!!!!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

RIO+20 MENINAS FEMINISTAS

O MMF ESTEVE PRESENTE NA CONFERENCIA MUNDIAL DE MEIO AMBIENTE DEBATENDO SOBRE A SUSTENTABILIDADE E DIREITOS HUMANOS ESPERAMOS OS RESULTADOS DESTA LONGA JORNADA DE DEBATES NAO PARA OS PROXIMOS 20 ANOS MAS SIM HOJE QUEM SABE O QUE OCORRERA DAQUI DUAS DÉCADAS  UMA COISA SABEMOS A POPULAÇAO SO TENDE A AUMENTAR.

O QUE SERA NOSSA ECONOMIA  ?
SERA QUE TEREMOS ALIMENTOS OU SÓ GADO NOS CAMPOS ? 
AGUA ?
NAO PODEMOS ESPERAR UMA PROXIMA CONFERENCIA PARA QUE ISSO SEJA ELABORADO QUEREMOS UM MUNDO IGUALITARIO SEM FRONTEIRAS SEM VISTOS E COM  ACESSO ...EM FIM O MUNDO É DE TOD@S NOS...

PALAVRAS DE TuSiLé SoArEs
Coordenadora MMF 

#Lutamos por justiça Igualdade e liberdade# 


MMF
RS 

Mulheres na RIO+20

Sob o slogan “Mulheres contra a mercantilização de nossos corpos, nossas vidas e a natureza!”, mais de 10 mil pessoas marcharam na manhã desta segunda-feira, 18 de junho entre o Aterro do Flamengo e o Largo da Carioca. A mobilização foi organizada pela Marcha Mundial das Mulheres (MMM), movimentos e organizações feministas, mulheres de movimentos mistos como a Via Camponesa, a Contag, a CAOI, a ANA, a CUT e outras organizações feministas e inaugurou a jornada de mobilizações da Cúpula. O dia começou muito cedo, às 7 horas, quando mais de 2.000 mulheres dos movimentos sociais que estão alojados no Sambódromo do Rio de Janeiro saíram em marcha até o MAM – Museu de Arte Moderno, no Aterro do Flamengo. No caminho, estimuladas pela Batucada Feminista da Marcha Mundial das Mulheres, elas denunciaram a economia verde, às corporações multinacionais e às instituições multilaterais como o Banco Mundial e o FMI, responsáveis pela crise mundial que vivenciamos hoje e pelo incremento da violência e a pobreza entre as mulheres. No MAM, militantes de outros movimentos feministas de América Latina e do mundo que estavam na inauguração da tenda “Território Global das Mulheres” se somaram às demais e partiram em direção ao Largo da Carioca onde aconteceu um ato público final da manifestação de denúncia do modelo capitalista, patriarcal, homofóbico, racista e destruidor da natureza.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

freedom of the words

feminist girls fighting for a fairer and more egalitarian libertarian free labels stereotypes and phobias .... we have the power to change the world ....

Veta tudo Dilma Vez

A presidenta Dilma Rousseff decidiu vetar 12 itens do Código Florestal e fazer 32 modificações no texto aprovado pela Câmara dos Deputados no fim de abril. O governo vai editar uma medida provisória (MP) para regulamentar os pontos que sofreram intervenção da presidenta. Os vetos e a MP serão publicados na edição de segunda-feira (28) do Diário Oficial da União. “Foram 12 vetos e 32 modificações, das quais 14 recuperam o texto do Senado, cinco correspondem a dispositivos novos e 13 são ajustes ou adequações de conteúdo”, resumiu o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, ao anunciar as decisões. Entre os pontos vetados está o artigo que trata da consolidação de atividades rurais e da recuperação de áreas de preservação permanente (APPs). O texto aprovado pelos deputados só exigia a recuperação da vegetação das áreas de preservação permanente (APPs) nas margens de rios de até 10 metros de largura. E não previa nenhuma obrigatoriedade de recuperação dessas APPs nas margens de rios mais largos. Os vetos estão sendo apresentados pelos ministros do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, da Agricultura, Mendes Ribeiro, do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, e pelo advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, no Palácio do Planalto. O texto, aprovado pela Câmara no fim de abril, deixou de fora pontos que haviam sido negociados pelo governo durante a tramitação no Senado. Os vetos presidenciais podem ser derrubados pelo Congresso Nacional, desde que tenham o apoio da maioria absoluta das duas Casas – Senado e Câmara – em votação secreta. Por Agência Brasil

sexta-feira, 25 de maio de 2012

25 DE MAIO É DIA DA ÁFRICA!.

No dia 25 de maio de 1963, 32 chefes de Estado africanos se reuniam contra a colonização e subordinação a que todo um continente repetidamente foi submetido durante séculos. Colonialismo, neocolonialismo, "partilha da África". Os termos mudaram ao longo do tempo, mas os africanos viam suas riquezas naturais e humanas sendo roubadas por povos que se consideravam superiores. Na reunião de 1963, em Adis Abeba, capital da Etiópia, esses líderes criaram a OUA (Organização da Unidade Africana), hoje a União Africana. Dada a importância daquele momento, o 25 de maio foi instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1972, Dia da Libertação da África. Simboliza a luta e combate dos povos do continente africano pela sua independência e emancipação. Representa a memória coletiva dos seus povos e o objetivo comum de unidade e solidariedade na luta p
ara o dese
nvolvimento econômico do continente.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Mortalidade infantil cai quase pela metade em dez anos, aponta IBGE

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (27) mostram que a mortalidade infantil caiu quase pela metade no país entre 2000 e 2010. Os resultados gerais da Amostra do Censo 2010 constatam que o número de óbitos de crianças menores de 1 ano passou de 29,7 para 15,6 em cada mil nascidas vivas, uma queda de 47,6%. Entre as regiões do país, o Nordeste registra a queda mais expressiva da mortalidade infantil. No período, o índice passou de 44,7 para 18,5 óbitos para cada mil crianças. Porém, ainda é o nível mais alto no país. O menor índice, de 12,6 mortes a cada mil crianças, é na região Sul. De acordo com a pesquisa, os principais fatores responsáveis pela queda do indicador são as políticas de medicina preventiva, curativa, saneamento básico, programas de saúde materna e infantil, além da valorização do salário mínimo e dos programas de transferência de renda. O IBGE também destaca que a queda da mortalidade infantil está ligada ao aumento da escolaridade materna e à diminuição do número de filhos por mulher, observada desde a década de 1960. Entre 2000 e 2010, a taxa de fecundidade registrou queda e passou de 2,38 crianças por mãe para 1,9. A menor taxa é a do Sudeste (1,7 filho por mulher) e a maior, no Norte, 2,47. Segundo o órgão, dessa forma, a taxa de fecundidade no Brasil está abaixo do chamado nível de reposição (2,1 filhos por mulher), que garante substituição das gerações na população. Com informações da Agência Brasil Fonte Sul21

quinta-feira, 26 de abril de 2012

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Liberdade de expressaõ

Maioria dos ministros do STF vota por permitir aborto de anencéfalos

"Se os homens engravidassem, a interrupção da gravidez de anencéfalo estaria autorizada desde sempre", disse o ministro Ayres Britto em seu pronunciamento durante o julgamento da descriminalização do aborto de fetos anencéfalos no Brasil. Mesmo que a sessão, iniciada ainda na quarta-feira (11), ainda não tenha sido concluída, o voto favorável de Ayres Brito deu maioria absoluta para a permissão às mulheres interromperem a gravidez deste tipo sem precisar recorrer à Justiça. Até agora seis ministros já se posicionaram a favor do aborto de anencéfalos enquanto apenas o ministro Ricardo Lewandowski votou contra.

Os ministros que já votaram podem alterar seus votos até a conclusão da análise do caso. Ainda faltam se manifestar os ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello e o presidente do STF, Cezar Peluso. Por ter atuado como advogado-geral da União no processo, o ministro Dias Toffoli se declarou impedido e não participa do julgamento.

Assim como os demais magistrados, ele ressaltou que o entendimento por ora majoritário da Corte em favor do aborto de anencéfalos não significa uma imposição às gestantes cujos fetos têm a anomalia. "Quem quiser assumir a gravidez até as últimas consequências que o faça. Ninguém está proibindo", disse. "O grau de civilização de uma sociedade se mede pelo grau de liberdade da mulher", completou Britto.

Britto sustentou a tese que não pode ser suprimido da mulher o direito de querer interromper gravidez desse tipo, espécie "de encontro com a morte" e de tortura. " O direito da mulher de interromper uma gravidez, que trai até mesmo a idade, força que exprime a locução dar à luz. Dar à luz é dar à vida, não à morte", alegou Britto. "Levar esse martírio contra vontade da mulher corresponde à tortura", acrescentou.

O Código Penal autoriza a interrupção de gestações apenas no caso de estupro ou de claro risco à vida da mulher. Nas demais hipóteses, a prática é crime, passível de penas de até três anos de reclusão para a grávida e de até quatro anos para o profissional de saúde. Porém, de acordo com a CNTS, o Código Penal, de 1940, só não cita a interrupção de gravidez de anencéfalos como prática não punível porque na época da edição da lei "a tecnologia existente não possibilitava o diagnóstico preciso de anomalias fetais incompatíveis com a vida".

http://sul21.com.br/jornal/2012/04/maioria-dos-ministros-do-stf-vota-a-favor-de-aborto-de-anencefalos/

quarta-feira, 11 de abril de 2012

PGR: decisão sobre antecipação do parto cabe à mulher

PGR: decisão sobre antecipação do parto cabe à mulher

Durante sua manifestação no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 54, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, defendeu que a própria gestante tenha autonomia para decidir sobre a antecipação do parto nos casos de fetos anencéfalos. Na opinião de Gurgel, nessa questão extremamente delicada, cabe à mulher decidir com sua própria consciência sobre a interrupção da gravidez, e essa decisão não pode ser proibida ou criminalizada pelo Estado.
“A antecipação terapêutica do parto na anencefalia constitui exercício de direito fundamental da gestante. Com isso, não se está afirmando que as mulheres devem ser obrigadas a interromper a gestação nesta hipótese, o que seria uma terrível violência para aquelas que, em decisão livre, preferissem levar sua gravidez até o final. O que se está sustentando é que a escolha sobre o que fazer, nessa difícil situação, tem de competir à gestante, que deve julgar de acordo com os seus valores e a sua consciência, e não ao Estado. A este cabe apenas garantir os meios materiais necessários para que a vontade da mulher possa ser cumprida, num ou noutro sentido”, sustentou.
Dois pareceres
Ao firmar esse posicionamento, o procurador-geral ratificou o parecer assinado anteriormente (2009) pela vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, que defendeu a total procedência da ADPF 54. Em sentido contrário, houve também um parecer assinado, em 2004, pelo então chefe do Ministério Público, Claudio Fonteles.
De acordo com Gurgel, sua opinião no julgamento de hoje foi formada a partir do exame cuidadoso do volumoso material reunido nos dois sentidos propostos e, acima de tudo, baseada em muita reflexão.
“Essa convicção se lastreia na conjugação de fundamentos científicos e fundamentos jurídicos, notadamente constitucionais”, afirmou.
Dados científicos
Ao destacar dados científicos tratados no próprio pedido inicial da ADPF 54, o procurador-geral ressaltou que cerca de 65% dos fetos anencéfalos morrem no período intrauterino. Aqueles que chegam até o final da gestação, sobrevivem apenas algumas horas ou minutos após o parto.
Gurgel ainda destacou que depois de diagnosticada a ancenfalia não há nada que a ciência médica possa fazer para salvar o feto e que a continuação da gravidez é potencialmente perigosa, colocando em risco a vida da gestante. Também ressaltou que esse julgamento não pressupõe o debate acerca do aborto e de sua criminalização no Brasil, pois a hipótese tratada é mais simples, na medida em que a antecipação do parto situa-se no campo da medicina, quando não há qualquer possibilidade de vida extrauterina.
Conduta atípica
Ao defender a descriminalização da antecipação do parto de anencéfalos, o procurador-geral destacou que a prática “não lesa os bens jurídicos tutelados pelos artigos 124 a 128 do Código Penal”. Isso porque o bem jurídico protegido pelas normas que tipificam o aborto é a vida do feto. E, na interrupção de gravidez de feto anencefálico, não é a ação da gestante ou de profissionais da saúde que impede o seu nascimento com vida.
“O anencéfalo é um natimorto cerebral e, portanto, o tipo não se caracteriza”, destacou Gurgel ao defender a procedência integral da APDF 54.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Jovens se mobilizam para participar de Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente

Estão sendo realizadas com apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) as Conferências Estaduais dos Direitos da Criança e do Adolescente, que definirão os delegados da 9ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, que acontece em Brasília de 11 a 14 de julho de 2012. Os adolescentes deverão ser escolhidos, durante as conferências livres, as conferências municipais e estaduais, considerando a diversidade étnico-racial, religiosa, territorial (urbano/rural), gênero, em situação de rua, em conflito com a lei, em abrigamento e orientação sexual.

As Conferências dos Direitos da Criança e do Adolescente são encontros realizados a cada dois anos nos Estados e municípios do Brasil inteiro e terminam em uma Conferência Nacional em Brasília, que é o espaço legítimo e deliberativo para que governo, sociedade civil, adolescentes e outros atores do Sistema de Garantia de Direitos se reúnam e, em um processo democrático, discutam e definam a política da infância e da adolescência no País. Em 2012, as Conferências servirão para elaborar um documento final de orientação para implementação da política e do plano decenal de direitos humanos de crianças e adolescentes nos Estados, Distrito Federal e municípios.


Fonte: ONU Brasil

quarta-feira, 28 de março de 2012

Mulheres em espaços de poder - seminário na UFRGS encerra mês de mulher

Por que as mulheres não se candidatam? Por que as mulheres não se elegem? Por que, apesar do avanço feminino os partidos não apostam em suas filiadas? Ainda é tempo de queimar sutiãs? Para buscar respostas a estas e outras questões, acontece nesta sexta-feira, dia 30 de março, às 13h30min, evento de encerramento do mês da mulher em Porto Alegre denominado "Os 80 anos do voto feminino". O seminário ocorrerá na UFRGS, promovido pelo Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre a Mulher e Gênero da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a ONG Coletivo Feminino Plural, com apoio do Fórum de Mulheres de Porto Alegre e Rede Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos.
O deputado federal Henrique Fontana, relator da Comissão Especial da Reforma Política, vai debater sobre as propostas e os impasses em torno deste tema no Congresso Nacional. O seminário ouvirá também mulheres que há várias campanhas buscam cadeiras no legislativo e no executivo e integraram estudo realizado na universidade. Coordenam o seminário a professora Jussara Reis Prá e a jornalista Telia Negrão, ambas pesquisadoras do Núcleo Interdisciplinar. Elas vão apresentar estudos e dados de relatórios internacionais sobre a ocupação de espaços de poder e decisão pelas mulheres, entre os quais as Recomendações da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação à Mulher - Cedaw.
O evento será no Auditório Pantheon do IFCH/UFRGS, que se localiza fica na Avenida Bento Gonçalves 9500, Prédio C2. Destinado a estudantes da UFRGS, é aberto a todos ao público em geral ou interessados/as e fornecerá certificados. Informações e inscrições prévias pelos fones 3221 5298 (à tarde) e 3308 6884 (à tarde) ou pelos emails coletivofemininoplural@gmail.com e nucleomulher@yahoo.com.br.

terça-feira, 20 de março de 2012

Assembleia pelo Estado Laico acontece nesta quinta-feira (22/3)

O Fórum Democrático, no piso térreo da Assembleia Legislativa do RS, recebe nesta quinta-feira (22/3) a Assembleia dos Movimentos Sociais pelo Estado Laico, organizada e convocada por movimentos e diversos segmentos sociais. Na ocasião, será assinada a carta do RS pelos Direitos Laicos, que será adiciona aos processos administrativos que tramitam no Executivo Estadual, Assembleia Legislativa do RS e Câmara de Vereadores para retirada dos crucifixos dos ambientes públicos e instituirá a assembleia como fórum permanente de discussão do tema.
O movimento, capitaneado pela Liga Brasileira de Lésbicas, Marcha Mundial de Mulheres, Somos, Themis, Nuances, Rede Feminista de Saúde, argumenta que a Constituição Federal, símbolo máximo da redemocratização do estado brasileiro, garante o Estado Laico, e citam o artigo 19, I: "estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma de lei, a colaboração de interesse público". “Sendo assim, não há razão para que sejam ostentados em suas dependências, crucifixos como a imposição de um Deus a permear as decisões ali tomadas”, diz nota da Marcha Mundial de Mulheres.
Além disso, o movimento ressalta a necessidade de um Estado efetivamente laico, imparcial, baseado na igualdade, no respeito das escolhas individuais, na concretização de direitos, sem a interferência de crenças religiosas.

quinta-feira, 8 de março de 2012

8 de Março Dia das MENINAS das MULHERES

O MMM sauda a todas neste dia de Luta ...
e que a revoluçao continue
porque muitas lutaram e nos nao podemos parar ...
Dia Das meninas dia Das Mulheres ...
dia da VIDA !!!
MMF
2012

Desigualdade de gênero é estupidez econômica, diz Banco Mundial Relatório

lançado nesta terça (6) aponta que quando as mulheres que operam na
agricultura têm acesso a insumos e fertilizantes como os homens, o produto
agrícola do país aumenta até 4%. Mostra, também, que a eliminação da
segregação no emprego aumenta a produtividade em até 25%. Demonstra, ainda,
que a participação das mulheres na vida política do país melhora a
qualidade das políticas públicas.

Najla Passos
*Brasília* - Investir em políticas de redução das desigualdades de gênero
favorece o crescimento dos países, com efeitos diretos na aceleração da
economia. Esta é uma das conclusões do relatório sobre o desenvolvimento
mundial de 2012, lançado nesta terça (6), pelo Banco Mundial, durante as
comemorações dos 80 anos do voto feminino no Brasil.

“Além de moralmente condenável, manter a desigualdade de gênero é uma
estupidez econômica”, afirmou o vice-presidente do Departamento de Redução
da Pobreza e Gestão Econômica do Banco Mundial, Otaviano Canuto.

O relatório aponta, por exemplo, quando as mulheres que operam na
agricultura têm acesso a insumos e fertilizantes como os homens, o produto
agrícola do país aumenta até 4%. Mostra, também, que a eliminação da
segregação no emprego aumenta a produtividade em até 25%.

Demonstra, ainda, que a participação das mulheres na vida política do país
melhora a qualidade das políticas públicas. “Nos Estados Unidos, o direito
ao voto das mulheres reduziu a mortalidade infantil de 8% a 15%”,
exemplificou o vice-presidente.

Segundo ele, desde que o banco passou a editar o relatório, há 30 anos,
esta é a primeira vez que a publicação é dedicada ao tema da desigualdade
de gêneros. E os resultados são reveladores. “Há um paradoxo em relação ao
combate às desigualdades de gênero no mundo. Em algumas áreas, há
progressos relativamente rápidos. Em outras, esse progresso é lento ou
mesmo inexistente”, disse.

Entre as áreas em que foi verificado um avanço significativo, o destaque
fica com a educação. O estudo aponta que, em 20 anos, a taxa de mulheres
matriculadas nas universidades aumentou sete vezes, contra apenas quatro
vezes dos homens.

Mesmo assim, 35 milhões de mulheres que deveriam estar nos bancos escolares
ainda estão alijadas do ensino superior. Essas mulheres estão concentradas,
principalmente, na África e no sul da Ásia. E dois terços delas pertencem a
minorias étnicas.

Em relação à expectativa de vida, também houve avanço. De 1960 para cá, as
mulheres estão vivendo, em média, 20 anos a mais. Entretanto, 4 milhões
ainda morrem precocemente, principalmente em países pobres, onde o acesso à
alimentação é priorizado para os homens e os índices de mortalidade materna
continuam alarmantes.

A inclusão das mulheres no mercado de trabalho apresentou melhoras
significativas. Em 30 anos, 552 milhões de trabalhadoras conquistaram um
posto de trabalho. Só na América Latina e Caribe, foram 70 milhões. O
Brasil contribuiu muito acima da média para estes números, com incremento
de 22% no percentual, contra apenas 2% da média mundial.

Os salários, porém, continuam inferiores aos dos homens que ocupam os
mesmos postos de trabalho. “Uma mulher ganha, em média, US$ 0,80, enquanto
um homem, na mesma função, recebe US$ 1”, afirma Canuto. No Brasil, a
diferença é ainda maior: os salários pagos às mulheres correspondem a 73%
dos pagos aos homens.

Em relação ao empoderamento, a desvantagem continua absurda. Em todo o
mundo, apenas 20% da representação parlamentar é feminina. Mesmo no Brasil
que elegeu sua primeira presidenta, o percentual de mulheres com cargo
eletivo é irrisório. A bancada feminina na Câmara ocupa apenas 45 das 513
vagas. No Senado, são 12 mulheres dentre as 81 cadeiras. No ranking geral,
o Brasil é o 116º país em representação feminina.

A questão da violência de gênero, porém, é a que mais preocupa. O relatório
estima que 510 milhões de mulheres sofrem abuso sexual, de seus parceiros
ou não, pelo menos uma vez na vida.

*Soluções apontadas*
Para o Banco Mundial, combater a desigualdade de gênero significa,
basicamente, facilitar o acesso das mulheres à educação, crédito, capital e
terra, proporcionar que elas exerçam atividades de alta produtividade e
garantir sua maior representação e voz nas esferas políticas. “O
crescimento econômico de um país pode ser maior se for acompanhado de
políticas de eliminação das desigualdades de gênero, reitera Canuto.

Segundo ele, o relatório do Banco Mundial é peça importante no diálogo com
as equipes econômicas dos países e, por isso, pode impactar favoravelmente
na luta por mais verbas para as políticas para as mulheres. Entretanto,
destaca que, para operar as mudanças necessárias, o preponderante é
garantir a vontade política em nível nacional.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Seminário para homenagear o Dia Internacional da Mulher

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até a próxima sexta-feira (02/03) através do email secretaria@apergs.org.br.
Confira a Programação:
8h20min – 8h50min - Credenciamento:
8h55min- Abertura: Manifestação do Presidente da APERGS, Procurador do Estado Telmo Lemos Filho

Conferência de Abertura:
9h –Políticas de Promoção à Equidade de Gênero e suas Interfaces para o Enfrentamento das Desigualdades Sociais
Luis Fujiwara – Coordenador do Programa Interagencial das Nações Unidas Gênero, Raça e Etnia
9h40min-9h55min - Debates

10h - Mulheres na Política: buscando a ampliação da representatividade de gênero na política brasileira
Profª Drª Jussara Prá – Departamento de Ciência Política (UFRGS)
Procuradora do Estado Fabiana Azevedo da Cunha Barth - Vice-Presidente para Assuntos Institucionais e Políticos da APERGS
Mediação: Amanda Santos Machado (NIEM/UFRGS)
10h50min - 11h - Debates

11h05min – Mulheres pelo Direito à Saúde no Feminino: gênero, saúde e direito ao corpo Profª Drª Dagmar Meyer – Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Conselheira Diretora da Rede Feminista de Saúde e da ONG Maria Mulher – Organização de Mulheres Negras, Maria Noelci Teixeira Homero
Mediação: Defensora Pública Federal Fernanda Hahn (Ofício de Direitos Humanos e Tutela Coletiva /DPU/RS)
11h55min - 12h05min - Debates

*** Intervalo para almoço ***

13h30min – Mulheres na Mídia: por um outro olhar para a questão de gênero Jornalista Ieda Risco (Rádio Guaíba)
Jornalista Sátira Machado (Secretaria de Política para as Mulheres/RS)
Mediação: Giancarla Brunetto – Liga dos Direitos Humanos da UFRGS
14h30min – 14h45min - Debates

14h50min - Lutas Sociais pelo Enfrentamento das Violências Contra a Mulher
Profº Drº José Vicente Tavares dos Santos – Departamento de Sociologia (UFRGS)
Carmen Hein de Campos, Coordenadora Nacional do Comitê da América Latina e do Caribe para Defesa dos Direitos da Mulher/Brasil
Mediação: Procurador Jorge Terra (Diretor de Direitos Humanos da APERGS)
15h50min – 16h - Debates

16h05min – Sessão Especial:
A Efetivação da Lei Maria da Penha: um balanço apóscinco anos de aplicação
Telia Negrão, Jornalista e Secretária Executiva da Rede Nacional Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, membro do Comitê da América Latina e do Caribe para Defesa dos Direitos da Mulher/Brasil
Defensora Pública do Estado Sandra Regina Falceta da Silveira, Núcleo Especializado de Atendimento de Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar da DPE/RS
Delegada Nadine Anflor, Delegacia da Mulher de Porto Alegre
Juiz de Direito Roberto Arriada Lorea, Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Porto Alegre
Promotor Luís Felipe de Aguiar Tesheiner, Núcleo de Apoio ao Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (MPE/RS)
Mediação: Socióloga Laura Zacher – Defensoria Pública da União/RS
17h20min – 17h35min - Debates

17h40min - Encerramento


Fonte: Ascom

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

80 anos da conquista do voto pelas mulheres

Em 24 de fevereiro de 1932 as mulheres conquistaram o direito de votar. Este pioneirismo foi liderado por BERTHA MARIA JULIA LUTZ (1894-1976) que se destacou na luta sufragista no Brasil. Mas a conquista expressava uma série de limites: o Código Eleitoral Provisório permitia apenas que mulheres casadas - desde que com autorização do marido-, viúvas e solteiras com renda própria pudessem votar. Estas restrições ao pleno exercício do voto só foram eliminadas no Código Eleitoral de 1934. Ainda assim, o código não tornava obrigatório o voto das mulheres, o que só efetivamente ocorreu em 1946.

Foi no Estado do Rio Grande do Norte, em 1927, que pela primeira vez se concretizou essa conquista, tendo sido a professora CELINA GUIMARÃES – de Mossoró (RN) – a primeira brasileira a realizar o alistamento eleitoral. Foi também no Rio Grande do Norte que ALZIRA SORIANO foi escolhida para ocupar o cargo eletivo de prefeita, na cidade de Lajes, em 1928, pelo Partido Republicano. Contudo, não terminou o mandato, pois a Comissão de Poderes do Senado determinou a anulação dos votos de todas as mulheres.

A primeira deputada federal eleita, em 1933, foi CARLOTA PEREIRA DE QUEIROZ (1892-1982), que participou ativamente da Assembléia Nacional Constituinte, tendo assinado a Constituição Federal de 1934. Ainda que a história brasileira tenha sido recortada por períodos de retrocessos na consolidação do processo democrático, as mulheres nunca deixaram de lutar pelos seus direitos e pela democracia. Mas foi apenas com o processo de redemocratização, cujo ápice se deu com a Constituição Federal de 1988, que o Estado Democrático de Direito passou a ter como base de legitimação os direitos fundamentais – individuais, sociais, econômicos e políticos-, e, com isso, a luta das mulheres foi também incorporada ao pacto social que inaugurava um novo período da história brasileira.

Hoje se comemora 80 anos da conquista do voto pelas mulheres. Entretanto, a presença feminina no cenário político nacional ainda é desproporcional a sua contribuição nos processos econômico, político e cultural do país. Na eleição de 2010 foram eleitas apenas 8,8% de mulheres para as vagas da Câmara dos Deputados e 14,8% para o Senado Federal. Para os cargos executivos a realidade não é diferente. Nas eleições de 2010, 7,4% dos/as eleitos/as governadores/as eram mulheres, enquanto que na última eleição para os governos municipais, cujo pleito ocorreu em 2008, 9,1% eram mulheres.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Uma Outra Imagem é Possivel


todas nos podemos nos expirar em uma personagem basta elá ser igual a nos.
é nos jovens negras temos alguma?
Não. Então nosso papel e CRIAR assim.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Eleonora Menicucci de Oliveira, nova Ministra da Mulher

Com a troca de Iriny, Dilma completa a primeira fase da reforma ministerial, dedicada a substituir os ministros que vão disputar as eleições municipais deste ano. Antes de Iriny, Dilma trocou Fernando Haddad, que disputará a prefeitura de São Paulo, por Aloizio Mercadante no Ministério da Educação.

Pró-reitora da Unifesp, socióloga e professora de saúde coletiva na universidade, Eleonora é amiga de Dilma desde a década de 1960. Ambas nasceram em Belo Horizonte. Ex-diretora da União Nacional dos Estudantes, a nova ministra foi companheira de Dilma no presídio Tiradentes, em São Paulo, onde ficavam as presa políticas condenadas pela ditadura militar (1965-1985).


Jovem participou da Marcha de Abertura do FST 2012. Ao lado, foto registrada por ele logo após a agressão | Foto: Reprodução / Daniela Bitencourt

"Tudo que aconteceu comigo é reversível. O que permanecerá em mim é a lembrança da tragédia. Esta eu levarei para o resto da vida", disse ao Sul21 o jovem Willian dos Santos, vítima de agressão por homofobia no último domingo (5), em Porto Alegre. Com dificuldades na fala, em razão da perda de quatro dentes e deslocamento da mandíbula, por conta da violência sofrida ao sair do cinema no bairro Cidade Baixa, o estudante de 20 anos está disposto a não deixar o caso passar em branco. "O que aconteceu comigo, aconteceu com outras pessoas e pode acontecer de novo. Estou a disposição do estado para novos esclarecimentos", disse.

Com voz e jeito de rapaz muito humilde, William conta que embarca no próximo domingo (12) para Natal (RN) onde dará continuidade na faculdade de Relações Internacionais que cursava no Rio Grande do Sul. "Eu não estou indo embora por causa da agressão, já tinha esta oportunidade. Vou sentido em deixar os amigos, ainda mais nesta hora que todos estão me apoiando pelo que me aconteceu", fala. O jovem chegou a aparecer no Sul21 dias antes da agressão, por conta de sua participação na marcha de abertura do Fórum Social Temático.O coordenador do Grupo Somos, Alexandre Boer, foi procurado pelo jovem no dia da agressão e conta que ele já prestou trabalhos voluntários na ONG. "Ele é muito espontâneo, agilizado. Ele é daqueles que podemos dizer que tem o jeito de 'bichinha'. Mas para tu seres agredido no Brasil hoje nem precisa ter cara de gay. Qualquer um confundido com homossexual está apanhando na rua", comenta.

Willian mora com um amigo em Novo Hamburgo e ao deixar a última sessão do cinema no último domingo voltava sozinho em direção ao Centro de Porto Alegre. Na Rua Sarmento Leite, próximo a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), ele foi agredido verbalmente por dois homens. Os agressores, ambos jovens, um branco e outro negro, atacaram fisicamente William sem ele ter manifestado qualquer reação ao xingamento de "veado".

"Achei que fosse pela minha forma comportamental ou vestimenta. Mas, neste dia eu estava 'fantasiado de heterossexual', como eu costumo dizer. Ainda estou costurado por dentro e por fora da boca. Minha gengiva ainda sangra. Também levei quatro pontos na testa e outros no supercílio. Mas os edemas e o inchaço estão passando. O dano estético eu vou poder recuperar", afirma o jovem que saiu da sedação e voltou a comer apenas nesta quarta-feira (08)

"Ele chegou a ficar desacordado e ao retomar a consciência conseguiu ligar para amigos que o levaram ao HPS. Os homens levaram alguns bens pessoais e a bolsa dele, deixando o celular dele no bolso", conta Alexandre Boer.

Assim que retomou a consciência, Willian fez uma foto da própria face. "Eu não queria parecer nojento. Foi a forma que encontrei de mostrar para as pessoas o que tinha me acontecido. Eu tentei abordar policiais na rua naquela hora, mas, com todo o sangue que eu tinha, eles não me deram bola. Acho que pensaram que eu era um bêbado qualquer", revela.

No dia seguinte, com auxílio da ONG Somos e da Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos, Willian fez o registro da ocorrência. "Levei ele no Palácio da Polícia porque lá já fazem o exame de corpo de delito. Como homofobia não é crime, o registro vai da sensibilidade da polícia. E no boletim dele o atendente percebeu que era caso de homofobia. Agrediram só o rosto dele e deixaram o telefone pra ele. Foi uma agressão gratuita", defende o coordenador da Somos.De acordo com a diretora estadual de Direitos Humanos, Tâmara Biolo Soares, que foi avisada do caso na noite de domingo e realizou o transporte da vítima para o registro do boletim de ocorrência, infelizmente a agressão de Willian é mais comum do que se divulga. "Vamos publicar uma nota de repúdio, com base neste episódio, contra este tipo de violência, que tem acontecido como muita frequencia em Porto Alegre e aumentado a incidência também no interior do estado", lamenta.

Segundo Tâmara, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos está atenta aos desdobramentos judiciais que serão dados ao caso de Willian. "Registramos a queixa na Ouvidoria de Segurança Pública que abriu inquérito para identificar os agressores e entrar com processo judicial no Ministério Público. Estamos acompanhando também as investigações do delegado que está com o caso", explica.

"As pessoas não fazem o tipo de registro por constrangimento, por isso que parece que só acontecem casos fora do RS. Eles muitas vezes dizem que foi só roubo. Os índices estão crescentes e assustadores e esta população está cada vez mais vulnerável, além de estar sendo impedida de usufruir o direito de ir e vir livremente. Por isso que defendemos o projeto de criminalização da homofobia", defende o coordenador da Somos, Alexandre Boer.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

MMF no Fórum Social Tematico 2012


Oficina do movimento que abordava mídia feminismo e juventude oficina que foi das 09:00 com tempo estimado até as 11:00 durou até as 13:00 da tarde realizada na câmara de vereadores de Porto Alegre meninas meninos de vários lugares do Brasil e fora com representação Chilena.
o MMF está lutando porque um novo mundo é NECESSÁRIO.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Oficina sobre comunicação Feminista e juventude no Forum Social Mundial AIJ


O MMF estara realizando uma atividade no AIJ acampamento
intercontinental da juventude no dia 26.01 apartir das 09h00 uma
atividade de dialogos sobre a midia e o feminismo e a juventude.
será uma atividade aberta esperamos por vcs.
Tusilé Soares
Coordenação MMF
acesse nosso blog
movimentodemeninasfeministas.blogspot.com
ou entre em contato pelo tel (51)91257986

"Meninas querem AUTONOMIA !!"

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

III Fórum de Midia Livre mobiliza a comunicação rumo a Porto Alegre

Dias 27 e 28 de janeiro, a Casa de Cultura Mário Quintana, espaço acolhedor do centro da cidade de Porto Alegre, que já foi moradia do poeta gaúcho que deu nome ao lugar, atrairá jornalistas, blogueiros/as, desenvolvedores e usuários de Software Livre e ativistas da comunicação para fazerem juntos o III Fórum de Mídia Livre.

O ambiente será particularmente propício nesses dias. O Fórum compartilhará espaço com o evento Conexões Globais, dedicado a oficinas e práticas de comunicação com uso de internet, e que falará por meio de painéis e webconferências com indignados e indignadas que mundo afora estão utilizando as redes para mudar regimes, contestar políticas autoritárias e defender direitos e democracia direta.

O Fórum de Mídia Livre introduzirá nesse ambiente o debate conceitual e político e as propostas para uma comunicação radicalmente democrática. É a terceira edição promovida pela comunicação brasileira e exibe uma pauta que vai bem longe de um debate corporativo entre pequenos meios. É estratégica. Acena para o direito à comunicação como estruturante dos debates. Para as políticas públicas como condicionantes da regulação, acesso e democratização da mídia. E para a apropriação tecnológica como um dos horizontes imediatos do movimento e também ferramenta de mobilização.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O Acampamento Intercontinental da Juventude do Fórum Social Temático 2012 já tem uma grade de programação de atividades estruturada.

O Grupo de Trabalho da cultura está organizando os inscritos das mais diversas expressões artísticas e distribuindo as apresentações entre 25 e 28 de janeiro.

Em texto de apresentação, o GT afirma que "a programação do espaço foi pensada coletivamente e contou com a colaboração de integrantes de movimentos culturais e estilos diversos".

Até o momento, são mais de 45 atrações musicais previstas, além de oficinas sobre temas variados, que vão dos quadrinhos japoneses (mangás) até fuxico, passando por tear de prego e construção de composteiras.

O movimento Hip-Hop estará presente com apresentações de DJs, MCs, BBoys e BGirls e grafiteiros.

O AIJ também terá espaço dedicado às tradições afro, com oficinas de capoeira, samba de roda e amostras culturais Rastafari.

O teatro também estará presente, com oficinas do teatro do oprimido, apresentações de rua, rodas de causos e teatro de bonecos.

Confira AQUI a programação completa.

Toda a programação está sujeita a alteração.

As inscrições para atividades no Acampamento Intercontinental da Juventude seguem abertas em fstematico2012.org.br.