sábado, 31 de julho de 2010

Convite para o Seminário Estadual: Política de Assistência Técnica e as Relações de Gênero

Vimos através do presente, convidá-lo (a) para o Seminário Seminário Estadual: Política de Assistência Técnica e as Relações de Gênero que será realizado numa parceria entre a SOF ( Sempreviva Organização Feminista ) e a Delegacia Federal do MDA/RS. Esse Seminário faz parte das atividades do convênio 700427/2008 firmado entre a Sempreviva Organização Feminista e o Ministério do Desenvolvimento Agrário que tem como objetivo realizar capacitação, monitoramento e articulação das políticas públicas do MDA para as mulheres nos territórios da cidadania.
Os objetivos específicos do seminário são:
- Apresentar a Lei de ATER e sanar dúvidas e questões a respeito de sua implementação;
- Promover um processo de reflexão sobre ATER/ATES voltada para as mulheres, a partir da problematização da Lei de ATER;
- Qualificar a demanda de ATER/ATES das mulheres nos TCs e demais regiões do estado;
- Realizar um processo de diálogo e sensibilização com os/as técnicas a partir das demandas concretas;


JUSTIFICATIVAS
As mulheres rurais, negras, quilombolas, indígenas, ribeirinhas e pescadoras representam quase a metade da população do campo no Brasil, (PNAD 2006). Nas últimas décadas elas construíram lutas coletivas que, dentre outros avanços, tem qualificado a forma do estado implementar as políticas públicas para a igualdade entre homens e mulheres
O Ministério de Desenvolvimento Agrário – MDA através da Assessoria Especial de Gênero Raça e Etnia – AEGRE, em diálogo permanente com os movimentos de mulheres rurais e para atender às demandas, criou um conjunto de Políticas Públicas que visam garantir os direitos econômicos e de cidadania plena para as mulheres.
Mesmo com estas iniciativas, muitas mulheres ainda não têm acesso à assistência técnica rural, ao crédito, incentivo para produzir e comercializar. Para mudar este quadro de desigualdades é preciso articular a formação, informação e fortalecer a auto-organização das mulheres.


Este é um convite ao debate e a sua presença contribuirá para fortalecer a ação das mulheres rurais e potencializar o alcance das políticas públicas para a igualdade de gênero.


Período: 09 a 11 de agosto de 2010, sendo os técnicos e gestores ligados à prestação de serviço de ATER-ATES convidados a participar nos dias 10 e 11 de agosto.
Local: Capuchinhos Convento - Rua Paulino Chaves, 29, Bairro Santo Antônio - Porto Alegre/RS - Fone: 51 32232800
Vagas: 30 para mulheres rurais, negras, quilombolas, indígenas, ribeirinhas e pescadoras; 20 vagas para técnicas e técnicos da prestação de serviço de ATER-ATES.
Observação: para técnicas e técnicos ligados à EMATER é necessário confirmar a participação até dia 30/07 para que possamos providenciar o pagamento das despesas/diárias através do MDA.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

SAIA de SAIA...

Data: sexta feira 13 de novembro
Local: pelo Brasil
Traje: saia (como quiser)

Queridas,

Sinal de que há ainda muito por dizer e fazer. Muito pouco do que as mulheres
pretendem foi alcançado, no que diz respeito às mentalidades e
representações. O feminismo ainda faz sentido, os espaços de liberdade não
estão assegurados e nem ao menos sabemos como analisar esse fenômeno cíclico
a que chamamos feminino, que vai e vem, que nos deu o voto e o direito à
educação; a algumas deu o direito ao seu corpo, a outras um pouco de
dignidade ou a consciência de ser. E a todas, talvez, a única satisfação de
reconhecer-nos numa experiência ao mesmo tempo diferente e comum de viver no
feminino.

...então, na sexta-feira 13 novembro de 2009



... pra sair, sair da rotina, sair de casa, sair da casinha, pra vestir uma
saia e dançar, pra sair como quiser!


Neide M. Zanon
51 9939-0653
Sem a participação igualitária das mulheres não há socialismo!

segunda-feira, 26 de julho de 2010


RS realiza o I Seminário Estadual da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde

O evento é uma promoção da Secretaria Estadual de Saúde e da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde / Núcleo-RS. Os objetivos são fomentar a Rede de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde no Estado, dar visibilidade aos saberes tradicionais dos terreiros, levantar as ações de prevenção e promoção de saúde realizada pelos terreiros no que tange ao combate ao HIV/AIDS e propor a construção de estratégias de interlocução entre terreiros e SUS.

O seminário contará com a presença de lideranças e vivenciadores de religiões de matriz africana do estado e do país, militantes de movimentos sociais, conselheiros de saúde, gestores e trabalhadores em saúde, estudantes e pesquisadores de todo o estado do Rio Grande do Sul.

Os conhecimentos socializados e produzidos no seminário, além de darem visibilidade acadêmica às práticas tradicionais de matriz africana em saúde, instigam o diálogo entre conhecimento tradicional e conhecimento científico traduzindo, portanto, sua relevância, complexidade e contemporaneidade.

INSCRIÇÕES: para fazer sua Pré-inscrição CLIQUE AQUI.

ACESSE O BLOG: renafrosaude.blogspot.com/


Atenção!!! Vagas Limitadas.

domingo, 25 de julho de 2010

SOMOS promove laboratórios culturais para jovens LGBT

O Grupo SOMOS Comunicação, Saúde e Sexualidade dará início, a partir do próximo dia 7 de agosto, a três oficinas culturais utilizando as linguagens de Teatro, Cinema e Dança. As oficinas são dirigidas especialmente para jovens LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), com idades entre 14 e 21 anos, visando tornar os jovens protagonistas das ações de saúde e de cidadania, através destas expressões artísticas.
As oficinas são gratuitas e serão desenvolvidas entre os meses de agosto a novembro. Todos os jovens selecionados (15 em cada oficina) receberão uma ajuda de custo, tendo em vista o apoio do Ministério da Cultura e da Fundação Schorer, da Holanda.
Cada oficina terá 8 encontros de 3h, sempre aos sábados à tarde, das 15h às 18h. Elas serão ministradas por profissionais conhecidos em suas áreas de atuação, como Heinz Limaverde (Teatro), Nilton Junior (Dança) e Marcio Reolon (Cinema).

As oficinas têm vagas limitadas e as inscrições devem ser feitas somente pelo e-mail oficinas@somos.org.br .
Serviço dos Laboratórios Culturais LGBT:
1ª Oficina - Teatro (com Heinz Limaverde)

A Oficina tem o foco a criação de personagens, improvisação e linguagem cênica, com referências na Cultura LGBT, no âmbito do drama, caricatura e humor. De 7 de agosto a 25 de setembro, sábados, das 15h às 18h
2ª Oficina - Cinema (com Marcio Reolon)
A Oficina apresentará noções básicas de roteiro, direção, produção, fotografia, arte, montagem e som no cinema, além de uma passagem pelo universo LGBT no audiovisual.

De 4 de setembro a 30 de outubro, sábados, das 15h às 18h



3ª Oficina - Dança (com Nilton Jr.)
A Oficina explorará através da Dança, elementos da Cultura LGBT e do Universo Pop, em linguagens coreográficas que utilizam o corpo como recurso performático.
De 2 de outubro a 27 de novembro, sábados, das 15h às 18h

Inscrições: através do e-mail: oficinas@somos.org.br
Quanto custa: Grátis e os selecionados irão receber ajuda de custo.
Vagas limitadas - apenas 15 pessoas

Informações: pelo fone 3233 8423 e através do e-mail oficinas@somos.org.br


Quem são os oficineiros:
Heinz Limaverde
Heinz é ator de teatro e cinema. Atuou nos espetáculos: O Pagador de Promessas, Sonho de uma Noite de Verão e O Hipnotizador de Jacarés, sendo premiado como Melhor Ator pelo Prêmio Açorianos de Teatro (2006) e Prêmio Brasken/POA em Cena (2006).


Márcio Reolon

Márcio é produtor, diretor e roteirista de Cinema. Dirigiu os filmes: Carnaval (2010), Depois da Pele (2010), Por Uma Noite Apenas (2009), entre outros. Participou de diversas mostras e festivais nacionais e internacionais, sendo premiado no Edital Nacional FICTV, do Ministério da Cultura (2009).
Nilton Jr.

Júnior é bailarino, ator e intérprete da dragqueen Cassandra Calabouço. Participou de várias montagens, recebendo o Prêmio Açorianos de Dança – Melhor Bailarino (2010), pelo espetáculo Abobrinhas Recheadas.Sandro Ka
Coordenador de Cultura
SOMOS Pontão de Cultura LGBT
SOMOS Comunicação, Saúde e Sexualidade
Rua Jacinto Gomes, 378 - Santana - Porto Alegre | RS 90040-270
51. 3233 8423
www.somos.org.br
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sexta-feira, 23 de julho de 2010

O caso Eliza e a violência de uma sociedade patriarcal

O caso Eliza e a violência de uma sociedade patriarcal

Por: Mayara Melo

Publicado em: http://mayroses.wordpress.com/

Nos últimos dias, os noticiários foram tomados pelo caso Eliza Samudio. Uma história envolvendo sexo, sangue e um jogador de futebol é nitroglicerina pura – prato cheio para a imprensa entreter o público após a saída da seleção brasileira da Copa. Um espetáculo lamentável e digno de repulsa, não só pela espetacularização do crime e pela crueldade com a qual foi cometido, como também pelas reações das pessoas.

O caso me provocou indignação profunda. Mas, igualmente indignantes foram os absurdos que ouvi – tanto de pessoas conhecidas quanto pela internet. É assustador ouvir alguém dizer “poxa, mas o cara acabou com a vida dele”. Esse tipo de comentário tem a mesma raiz de outros que encontrei amplamente na internet: “Trouxa, você fez filho pra pegar pensão? Então cala a boca! Puta é isso. Mulher que faz filho pra mamar dinheiro dos outros, seja quem for! Vagabunda se ferrou!” ou “Estou triste pelo jovem Bruno, um homem realizado na vida profissional e financeira e acabar tudo por causa de um envolvimento com mulher de programa, filho é feito em mulher decente e de honra que isso sirva de exemplo para os homens”.

Ainda há aqueles que disparam, sob moderado pudor: “Era uma aproveitadora, mas ninguém tem o direito de tirar a vida de outra pessoa, por pior que ela seja.” Essa é uma pequena amostra dos inúmeros comentários que estão pipocando na rede, nos bares, ruas e lares nesse momento. Chego a tremer de indignação ao pensar na amplitude que esse comportamento tem e confirmar que, infelizmente, ainda estamos muito longe de dar um fim à violência contra as mulheres.

Eliza Samudio vem sendo julgada e muitas vezes culpabilizada pela própria morte. A mídia expõe o caso em doses diárias de espetáculo nos telejornais, e a cobertura é pobre, pois não é capaz de trazer uma informação contextualizada que provoque uma reflexão sobre a violência e a desigualdade de gênero.

É o tipo de cobertura que paralisa telespectadores e telespectadoras. Ao se concentrar em mostrar detalhes da vida de Eliza, de Bruno e até de familiares de ambos, a mídia esvazia as possibilidades de reflexão e colabora com a anestesia do público. Este, de tão acostumado com a narrativa folhetinesca, passa a acompanhar o caso como se fosse mais uma novela das oito.

Nesse sentido, as pessoas imediatamente procuram identificar mocinhos/as e bandidos/as. – Bom, mas o bandido precisar ser o assassino, né? É aí que a trama enrola a cabeça do público, pois Eliza – para nossa sociedade machista e patriarcal – não cabe bem no papel de mocinha. Como poderia uma mocinha participar de orgias, de filmes pornôs, tornar-se amante de um famoso esportista e engravidar dele nessa condição?

Para a maioria das pessoas, Eliza não passava de uma simples “Maria chuteira vagabunda”. No entendimento de muitos e muitas, ela cumpriu o fim previsível para mulheres “desse tipo”. E aí o folhetim volta a ter coerência, com a narrativa carregando sua “moral da história”.

No entanto, a moral que devemos questionar é aquela dos que lamentam que o goleiro “tenha acabado com sua carreira”. Possivelmente, é a mesma dos inquisidores que queimavam “bruxas”. É a moral de quem acha natural que homens usem o corpo das mulheres como objeto em orgias, mas que taxam essas mesmas mulheres de vagabundas aproveitadoras – como se os homens não tivessem tirando proveito do corpo delas. A moral de quem se delicia com a indústria pornográfica, mas coloca as mulheres que participam dela no rol das vadias aproveitadoras.

É também a moral de quem chama de aproveitadora uma mulher que engravida em uma transa fortuita, mas não chama de aproveitador o homem que submete uma mulher a transar sem camisinha. A mesma moral de quem acha absurdo que uma mulher exija o direito de abortar, mas acha que, se essa mulher pedir pagamento de pensão, é uma aproveitadora.

Nesse contexto, Eliza Samudio não teria como ser vista de outra forma que não a de uma aproveitadora. Diante disso, eu pergunto – e quem dispôs (e desfez) do corpo dela é o que?

Em “A Dominação Masculina”, Pierre Bourdieu observa que a dominação de gênero é uma ação corporificada, ou seja, o corpo é o lugar em que as disputas de poder se inscrevem. Trago o corpo para essa reflexão por duas razões. A primeira é para afirmar que o corpo feminino sempre foi o espaço no qual os homens exerceram poder sobre as mulheres. A segunda é pela história de Eliza ser uma sucessão de referências ao exercício do poder masculino sobre o corpo das mulheres.

Ficamos sabendo que a mãe de Eliza a abandonou com apenas três anos de idades para fugir das agressões do marido. Depois descobrimos que o pai de Eliza foi condenado por estuprar uma criança de 10 anos de idade (segundo as notícias, filha dele com uma ex-cunhada). Só aí temos dois exemplos fortes de submissão do corpo feminino que devem ter marcado a vida de Eliza.

Além disso, ficamos sabendo que ela participava de orgias organizadas para jogadores de futebol e que trabalhou em filmes pornôs. Aí a gente pega esse elemento e junta ao fato de ela ter se envolvido com um indivíduo que, meses atrás, ao comentar o caso do jogador Adriano, acusado de agredir sua namorada, declarou “Qual de vocês aí, que são casados, nunca brigou com a mulher, nunca discutiu ou nunca até saiu na mão com a mulher? É normal isso aí” mostrando o quanto achava natural agredir uma mulher que se comportasse fora dos seus desejos.

Eliza ousou desafiá-lo e Bruno se viu no direito de “sair na mão com ela”. Fez ameaças, tentou dominar mais uma vez seu corpo ao obrigá-la a realizar um aborto. Não conseguindo, optou por dar fim à vida de Eliza, mostrando, mais uma vez, o quanto o corpo pode ser espaço de exercício do poder.

Dessa forma, situo o caso de Eliza na lista de feminicídios, ou seja, um crime que é subproduto de uma sociedade patriarcal, na qual valores e atitudes conferem aos homens posição de poder e controle do corpo e dos desejos femininos. Nessa posição, muitos homens acreditam possuir o direito de punir as mulheres que se oponham ao controle dos seus corpos.

Por isso, ao invés de assistirmos passivamente a essa trágica história, devemos pensar sobre a nossa parcela de responsabilidade na violência contra as mulheres. Ela é fruto de uma sociedade patriarcal que naturaliza a submissão do corpo feminino e que reproduz cotidianamente discursos e práticas machistas que perpetuam essa situação. Assim, foram violentos os assassinos de Eliza, mas também foi violento o Estado que lhe negou proteção, a mídia que transformou sua morte em espetáculo e todos e todas que passivamente assistem ao desenrolar da história se achando no direito de condená-la por ser mulher.

Verônica da C. Silveira
LBL-SP

segunda-feira, 19 de julho de 2010

MULHER NEGRA EM FOCO

PROGRAMAÇÃO 22/07 -

13:30 – Mesa de Abertura com Autoridades

14:00 – Painéis:

Mulher Negra: Comunidade e Geração de Renda: Ivanete Pereira – Integrante da Central Única de Favelas – CUFA

Mulher Negra e Violência: Maria Noelci Homero – ONG Maria Mulher

Saúde da Mulher Negra : Maria Letícia Garcia – Presidente do Conselho Municipal de Saúde de Porto Alegre

Mulher Negra e a Mídia: Eloa Muniz – Consultora em Comunicação Estratégica

Mulher Negra e Espaço de Poder: Profª Dra. Maria da Graça Paiva – Mestre em Lingüística Aplicada/PUC-SP, Doutora em Educação – Ensino e Formação de Educadores/PUC-RS

A Mulher Negra Quilombola: Profª Maria Marques – Remanescente quilombola



16:30 – Intervenções

17:00 – Coffee Break e encerramento



LOCAL: Auditório do Banco Central (Rua Sete de Setembro, 586)
Promoção: CMM - Coordenação Municipal da Mulher - entrada franca!

domingo, 18 de julho de 2010

Seminario Comunicacao Social e Diversidades

20 DE AGOSTO: Debate "Comunicação Social e Diversidade" com o Movimento de Meninas Feministas" - MMF, no Sindisprev.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

1 X 0 PARA ARGENTINA

1 X 0 PARA ARGENTINA

Rusgas do futebol de lado, a nossa vizinha Argentina marcou um verdadeiro gol de placa na manhã desta quinta-feira (15), quando aprovou no senado a lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A Argentina passa a ser o primeiro país da América Latina a legalizar o casamento homossexual. Essa é uma vitória que deve ser muito comemorada entre os militantes LGBT’s e os milhares de casais homossexuais argentinos, que esperavam ansiosamente para ter seus direitos reconhecidos.
Certamente a aprovação desta lei produzirá um efeito cascata nos demais países da América Latina. No Brasil, há mais de uma década circulam projetos com este tema. Já esta na hora de aprovarmos aqui também esta lei. Será um ato de cidadania e garantia dos diretos a uma classe que luta há muito para ser reconhecida.
Os argumentos que o campo mais conservador da sociedade utiliza para repudiar as uniões homossexuais já não se sustentam mais. Ninguém mais acredita que os homossexuais têm algum tipo de distúrbio ou que essas uniões seriam o fim da família brasileira. São águas passadas. Está mais do que comprovado que os casais homossexuais podem constituir família e levar uma vida normal. O bom senso é o que anda prevalecendo na opinião da maioria. Temos como exemplo a luta das mulheres, que há menos de um século não tinham direito ao voto. Era impensável que elas um dia seriam independentes. Hoje elas governam cidades, estados e até países. Isto só aconteceu porque elas brigaram e lutaram para ter seus direitos garantidos, assim como os homossexuais estão fazendo.


Leandro Consoni
Militante LGBT

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Estupro de menina por três rapazes menores,

Estupro de menina por três rapazes menores, entre eles o filho do dono de uma rede de TV da Capital, ainda não virou notícia na RBS. Sr. Sérgio Sirotsky o que o senhor acha desse crime?


Filho de Sérgio Sirotsky estupra menina de 14 anos
Caros leitores,

Estamos nos dirigindo a vocês, por ser nosso único meio de comunicação ainda livre de controle da informação falada e escrita, especialmente para o nosso caso de Florianópolis onde o domínio é total pela RBS que controla tudo.
Somos um grupo de mães do tradicional Colégio Catarinense de Florianópolis. É de conhecimento geral de que se trata de um colégio no qual estudam os filhos das famílias mais tradicionais, influentes e ricas de nossa Cidade, ou seja, a chamada “elite” Florianopolitana. Neste momento em que escrevemos isso estamos profundamente envergonhadas, pois este colégio está se tornando uma escola formadora de alunos pedantes, arrogantes, sem escrúpulos, sem noção do que é certo ou errado, pois esta escola está travestida de uma impunidade para os atos de seus alunos e de pais influentes.
- Já não bastassem que há anos existam drogas circulando pelas dependências da escola, trazidas e servidas por filhos de pais influentes;
- Já não bastassem que há anos acontece de tudo nas dependências da escola, como cheirar, fumar todos os tipos de fumo, transar, bater e intimidar os mais fracos;
- Já não bastassem as gangues famosas do Catarinense ameaçando os próprios alunos que não fazem parte, ou andando pela cidade ameaçando alunos de outras escolas, ou nas baladas cantando de galos, ou lutando entre si até sangrarem como já apareceu na TV;
Como se isso não bastasse, sem que nós pais, pouco ou nada pudéssemos fazer junto a Direção do Colégio, para que tomassem uma atitude com essa permissividade absurda que estava crescendo nas dependências da escola, principalmente em relação a esses filhos dessa elite maldita de nossa Cidade, agora temos um estupro de uma de nossas adolescentes. Isso mesmo, uma aluna do Colégio Catarinense foi brutalmente estuprada por três colegas, igualmente com 14 anos cada e colegas do mesmo colégio.
Tomamos essa medida de contar esta história que aconteceu há poucos dias (hoje é 28/06/2010), mas que está sendo abafada pela imprensa, porque um dos alunos estupradores é o filho de 14 anos do Sr. Sérgio Sirotsky, um dos Diretores da RBS TV e o outro é o Bruno, filho de um Delegado de Polícia da Cidade. O outro aluno ainda não conseguimos levantar. Quanto ao nome da adolescente, não divulgaremos a pedido da família que está em choque. O que podemos divulgar é que a garota fez o exame de corpo de delito e o processo esta correndo em sigilo (o sigilo não foi pedido pelos pais da garota e sim pelo Delegado e pelo Sr. Sérgio Sirotsky pra preservar os delinqüentes e estupradores de seus filhos).
O caso ocorreu porque a menina terminou o namoro com o filho do Delegado, aí os amigos resolveram se vingar da garota. Encontraram com ela no Shopping Beira Mar, colocaram alguma droga na sua bebida (parece que foi a droga Boa Noite Cinderela) e a levaram para o apartamento da Mãe do filho do Sérgio Sirotsky que fica bem próximo ao Shopping Beira Mar. No quarto do garoto, os três estupraram a garota de todas as maneiras possíveis, até introduziram um controle remoto na vagina. Quando estavam estrangulando a garota, a mãe (ex mulher do Sérgio Sirotsky) entrou no quarto.
Disseram que em princípio - e acreditamos que sim, pois deve ter sido uma cena grotesca e inimaginável para qualquer pai ou mãe - teve um ataque e bateu muito nos garotos e principalmente no filho. Porém passado o choque inicial, ela deve ter pensado nas conseqüências terríveis do ato de seu filho e resolveu protegê-lo. A garota ainda estava desacordada, então ela vestiu a menina, enrolou um cachecol em volta de seu pescoço para esconder as marcas e ligou para a mãe da menina dizendo: “Venham buscar sua filha, pois sabe como são esses adolescentes, fizeram uma festinha aqui em casa na minha ausência, andaram bebendo e se passando, ela está meio bêbada e caindo pelas tabelas.” Os pais foram buscá-la e a levaram para casa desacordada, porém aos poucos ela foi acordando e começou um choro desesperado e a falar coisas desconexas beirando ao histerismo. A mãe apavorada com o comportamento da filha, tentando acalma-la, ao tirar o cachecol, viu as marcas no pescoço da filha e em choque sem saber o que pensar ou dizer, levaram imediatamente a filha ao médico e lá chegando o mundo foi caindo para esta família. Depois do médico, foram orientados a ir a Polícia e a fazer o exame de corpo e delito.
Desnecessário dizer que os pais da garota receberam o telefonema do todo poderoso da RBS para que resolvessem esse “problema” e forma discreta, pois a final era o futuro de “seus” filhos que estava em jogo.

Pergunta: Qual futuro está em jogo???? Da garota estuprada ou dos garotos estupradores?????
Resposta: A garota irá sofrer muito com certeza e juntamente com toda a sua família, mas irá superar porque o mal não está com ela. Agora, esses garotos estupradores e quase assassinos, porque se a mãe não tivesse chegado a tempo eles teriam matado a menina, esses não têm mais jeito, esses estão marcados pro resto da vida têm que ser punidos, pois se não forem continuarão a fazer isso com outras meninas respaldados por essa impunidade garantida pelos seus pais poderosos.
Divulguem isso por favor, nos ajude a impedir que mais essa aberração desses garotos passe impune. Que aliás não é a primeira vez que esses garotos aprontam, são uns delinquentes, prodígios de bandidos.
Assinado: Mães indignadas do Colégio Catarinense

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Mulheres ganham menos e trabalham mais do que homens

Apesar do aumento da participação das mulheres na atividade econômica na América Latina, elas continuam ganhando menos e trabalhando mais que os homens. É o que revela pesquisa divulgada pela Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e Caribe).

Segundo o estudo, entre 90 e 2008, a população economicamente ativa feminina cresceu de 42% para 52% no continente.

Na média calculada pela Cepal, em 2009, o salário das mulheres era 21% menor que o dos homens. Mas a diferença tem diminuído. Em 2008, elas recebiam 28% a menos.

O Brasil puxa o incremento da participação feminina na economia, com um avanço de 52% no período. As brasileiras, contudo, acumulam mais horas de trabalho não-remunerado.

De acordo com a pesquisa, as mulheres não ganham por 21,8% das horas semanais que trabalham em serviços domésticos. Os homens trabalham 9,1% sem receber. As mulheres recebem por 34,8% das horas trabalhadas na semana, e os homens, 42,9%. No total, elas trabalham 4,6% a mais.

Outro dado da pesquisa: as casas comandadas por mulheres são mais pobres que as chefiadas por homens, apesar de a participação feminina na economia ter ajudado no combate à pobreza na região.

Das mulheres com mais de 15 anos em zonas urbanas da América Latina, 43% não tinham renda própria em 1994 (contra 11% de homens). Em 2008, esse número caiu para 32% do lado das mulheres (e 10% do lado dos homens).

Fonte: Folha Online, 13 de julho de 2010. Na base de dados do site www.endividado.com.br

terça-feira, 13 de julho de 2010

sexta-feira, 9 de julho de 2010

I Encontro de Jovens de Religião de Matriz Africana

I Encontro de Jovens de Religião de Matriz Africana
reúne mais de 60 participantes

Mais de 60 pessoas marcaram presença no 1° Encontro de Juventude de Religião de Matriz Africana em Caxias do Sul. Ato que ocorreu na Câmara de Vereadores e contou com a presença da coordenação estadual do Movimento Negro Unificado (MNU), que além de prestigiar o evento idealizado por Anderson Augusto Cambraia Prates, estarão realizando em Porto Alegre um 1° encontro de juventude de religiões afro, a exemplo de Caxias do Sul.
O objetivo deste encontro é de unificar os jovens de religiões afro de nossa cidade, para estarem inseridos na sociedade discutindo não só questões sobre a religião, mas também políticas de juventude, desde inclusão social à preservação do meio ambiente.
No encontro, foi lançado o cartaz da campanha nacional ''Quem é de axé diz que é !'', promovida por entidades nacionais em defesa das religiões afro. O objetivo da campanha é incentivar que os praticantes de religiões de matriz africana informem isso no Censo 2010, para que se tenha a real porcentagem da população que faz parte de religiões afros no Brasil. Além disso, está promovendo a busca de valores com o rompimento do preconceito.
O encontro contou com a presença de personalidades políticas, como a deputada estadual Marisa Formolo-PT, integrante da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, a jovem vereadora Denise Pessôa-PT, vice presidente da Liga Carnavalesca de Caxias do Sul, o vereador Édio Elói Frizzo-PSB, presidente da Liga Carnavalesca de Caxias do Sul, Mestre Brazil, coordenador de Promoção da Igualdade Racial da prefeitura de Caxias do Sul e Saul de Medeiros, presidente da Associação de Umbanda de Caxias do Sul. Proferiram as palestras os senhores Sérgio Ubirajara, Juçara de Quadros e o professor de história Lucas Caregnato, que abordaram temas como a introdução, o sincretismo e a marginalização de religiões de matriz africana no Brasil.
Uma coordenação de jovens foi constituída no encontro, para abordar questões voltadas ao tema e a juventude, sendo eles: Aline Balestrim, Anderson Cambraia, Catiane Marques, Cleber Silva, Gerson Monteiro, Henry Luz de Mello, Juliano Berti , Luis Dornelles Alves e Michele de Sousa.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

17ª FEICOOP


6ª FEIRA DE ECONOMIA SOLIDÁRIA DOS PAÍSES DO MERCOSUL
17ª FEICOOP – Feira Estadual do Cooperativismo Alternativo
9ª FEIRA NACIONAL DE ECONOMIA SOLIDÁRIA
10ª Mostra da Biodiversidade e Feira da Agricultura Familiar
6º SEMINÁRIO LATINO AMERICANO DE ECONOMIA SOLIDÁRIA
6ª CAMINHADA ECUMÊNICA E INTERNACIONAL PELA PAZ e JUSTIÇA SOCIAL
6º LEVANTE DA JUVENTUDE URBANA E RURAL DO RS

Acesse a programação completa AQUI.

Data: 09 a 11 de Julho de 2010

TERRITÓRIO DA 6ª FEIRA DE ECONOMIA SOLIDÁRIA DO MERCOSUL e 17ª FEICOOP
Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter – Rua Heitor Campos, s/nº ao lado do Colégio Irmão José Otão e fundos do Santuário da Medianeira – Bairro Medianeira – Santa Maria – RS – Brasil – Fone: 55 3222 6152 (local dos Eventos)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Reportagem do MMF para a campanha ponto final




Meninas feministas nas oficinas de comunicação digital
Elas são negras. Uma é adolescente, tem 15 anos. A outra é uma jovem de 24 anos. Em comum a militância no movimento social negro e a preocupação com os problemas que afetam sensivelmente os adolescente e a juventude afrobrasileira, entre os quais a violência contra mulheres e meninas.

Tusilé Soares e Tatiane Oliveira souberam da campanha Ponto Final Na Violência Contra Mulheres e Meninas quando se mobilizavam para participarem da marcha das mulheres em São Paulo, evento realizado em março último, comemorativo ao centenário do Dia Internacional da Mulher. Enquanto marchavam foram construindo idéias de engajamento à Campanha.

Conhecedora das atividades e ações da Rede Feminista de Saúde, Tusilé foi a primeira a bater à porta da articulação nacional. Transitando pelos movimentos negro e feminista desde a infância, acompanhando os pais, ela veio oferecer uma proposta de integração ao projeto. A essa participação voluntária se agregou a companheira de luta e amiga, Tatiane, moradora do Partenon e vizinha da Associação Comunitária Campo da Tuca - ACCAT, onde a Campanha vem sendo realizada. Ambas integram o Movimento de Meninas Feministas.


A dupla, representando o Movimento, inicialmente procurou o Ponto de Cultura da ACCAT oferecendo um projeto voltado para a comunidade, em especial o público adolescente e jovem, que vai trabalhar a comunicação através de fotos, vídeos, teatro e dança e a inserção digital nos conteúdos da cultura, saúde e educação focando a temática da campanha. Foram recebidas pelo coordenador do Ponto de Cultura, Antonio Matos e pela coordenadora técnica da ACCAT, Ângela Maria Lemes. Durante o encontro o projeto foi ajustado às demandas da Associação, bem como aos objetivos da Campanha Ponto Final.

“Serão oficinas temáticas que atingirão crianças de 10 a 14 anos e um público na faixa etária de 15 a 24 anos, tendo a violência contra mulheres e meninas como ponto principal de nossas discussões”, acentua Tatiane. A proposta vai atingir os freqüentadores do Ponto de Cultura da ACCAT.

As duas jovens lideranças consideram esta promoção da Rede Feminista de Saúde muito importante para a mudança de comportamento das meninas e dos adolescentes. “É a primeira vez que vejo uma campanha que fala da violência preocupada em dialogar com meninas, antes nós só víamos materiais falando para as mulheres agredidas. Para mim, a prevenção e a proposta de mudança de comportamento é o grande destaque desta campanha”, salienta Tusilé Soares.

Encontro da Juventude da Religião de Matriz Africana

Seminario Estadual Políticas em Saude População Negra e direito ao SUS

O Centro de Apoio Operacional de Direitos Humanos Ministério Público Estadual – CAO-DH, SEAUD-RS-DENASUS/ CGDNCT/SGEP/MS, Instituto de Assessoria as Comunidades Remanescentes de Quilombo – IACOREQ e Grupo Hospitalar Conceição – MS/CEPPIR-GHC, promotores do “Seminário Estadual Políticas Afirmativas em Saúde da População Negra e Participação Popular em Defesa do SUS: Dignidade Humana, Igualdade de Sujeitos de Direitos no SUS”, que ocorrerá nos 19 e 20/07/2010, no Auditório do Ministério Público Estadual, na Av. Aureliano de Figueiredo Pinto, 80 Bairro Praia de Belas – Centro – Porto Alegre – RS.

O seminário tem como objetivo Sensibilizar todos os sujeitos que interagem na gestão do SUS para a necessidade da efetivação da Política Nacional Integral de Saúde da População Negra.

Educação Popular com Software Livre

Palestra:

Cultura Digital: um movimento livre de educação popular e tecnologias sociais


Programa completo do evento:
Primeira sessão:

Roda inicial de reconhecimento
Apresentações dos projetos de cultura digital dos participantes (articulação de projetos)
Levantamento dos temas e assuntos que o grupo quer oferecer para o diálogo

Proposta de documentação colaborativa das atividades culturais do fisl 11 pelos educadores populares envolvidos ou construção colaborativa de tutoriais sobre: Produção de conteúdos, documentação, semântica web, upload, download e mIXLOAD, gestão de ambiente multimídia e aplicativos livres.


Segunda sessão

Oficina panorâmica de documentação:
Produção de conteúdos, documentação, semântica web, upload, gestão de ambiente multimídia e aplicativos livres.
Programação de Interações de atividades e diálogos.


Resumo da programação*

Encontro de coletivos
Barcamp sobre cultura digital e educação popular
Interação de conhecimentos livres