quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Uma em cada quatro já foi vitima agressão por companheiros ou ex companheiro

Pesquisa divulgada nesta última quarta-feira (15) revela que 25% das mulheres brasileiras já foram agredidas fisicamente por seu companheiro ou ex-companheiro, totalizando um número de 280 mil agressões. A pesquisa foi realizada entre os meses de setembro de 2008 a setembro de 2009.

A pesquisa também revela que 80,5% dos casos de violência conjugal contra a mulher acontecem dentro de casa. O estudo é baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2009 e visa traçar um perfil sociodemográfico das vítimas de agressão no país.

domingo, 5 de dezembro de 2010

1 De Dezembro Dia Mundial De Combate a AIDS

“Combate ao Preconceito e ao Estigma”

Transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi uma decisão da Assembléia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com apoio da Organização das Nações Unidas - ONU. A data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/Aids. A escolha dessa data seguiu critérios próprios das Nações Unidas. No Brasil, a data passou a ser adotada a partir de 1988.

O preconceito e a discriminação contra as pessoas vivendo com HIV/Aids são as maiores barreiras no combate à epidemia, ao adequado apoio, à assistência e ao tratamento da Aids e ao seu diagnóstico. Os estigmas são desencadeados por motivos que incluem a falta de conhecimento, mitos e medos. Ao discutir preconceito e discriminação, o Ministério da Saúde espera aliviar o impacto da Aids no País. O principal objetivo é prevenir, reduzir e eliminar o preconceito e a discriminação associados à Aids. O Brasil já encontrou um modelo de tratamento para a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, que hoje é considerado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) uma referência para o mundo. Agora nós, brasileiros, precisamos encontrar uma forma de quebrarmos os preconceitos contra a doença e seus portadores e sermos mais solidários do que somos por natureza. Acabar com o preconceito e aumentar a prevenção devem se tornar hábitos diários de nossas vidas.

O que é Aids

Uma deficiência no sistema imunológico, associada com a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana HIV – (Human Immunodeficiency Virus), provocando aumento na susceptibilidade a infecções oportunísticas e câncer.

Transmissão:
- o vírus HIV pode ser transmitido pelo sangue, sêmen, secreção vaginal, leite materno;
- relações sexuais homo ou heterossexuais, com penetração vaginal, oral ou anal, sem proteção da camisinha, transmitem a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis e alguns tipos de hepatite;
- compartilhamento de seringas entre usuários de drogas injetáveis;
- transfusão de sangue contaminado;
- instrumentos que cortam ou furam, não esterilizados;
- da mãe infectada para o filho, durante a gravidez, o parto e a amamentação.

Tratamento:
Atualmente a terapia com os chamados “anti-retrovirais” proporciona melhoria da qualidade de vida, redução da ocorrência de infecções oportunísticas, redução da mortalidade e aumento da sobrevida dos pacientes. (Os anti-retrovirais são medicamentos que suprimem agressivamente a replicação do vírus HIV).

Fique sabendo:
A Aids não é transmitida pelo beijo, abraço, toque, compartilhando talheres, utilizando o mesmo banheiro, pela tosse ou espirro, praticando esportes, na piscina, praia e, antes de tudo, não se pega aids dando a mão ao próximo, seja ele ou não soropositivo.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

RACISMO – INTOLERÂNCIA RELIGIOSA VIOLÊNCIA CONTRA MULHER – ABUSO DE AUTORIDADE-TORTURA

Sábado dia vinte e três de outubro de 2010, por volta das 14: 00 hora, um pelotão da Polícia Militar da Bahia, invadiu o assentamento D. Helder Câmara, em Ilhéus, levando a comunidade de trabalhadores e trabalhadoras rurais a viverem um momento de terror, tortura e violência racial.

Os fatos: Ao ser questionado pela coordenadora do assentamento e sacerdotisa (filha de Oxossi) Bernadete Souza, sobre a ilegalidade da presença do pelotão da polícia na área do assentamento, por ser este uma jurisdição do INCRA – Instituto Nacional e Colonização de Reforma Agrária e, portanto a polícia sem justificativa e sem mandato judicial não poderia estar ali. Menos ainda, enquadrando homens, mulheres e crianças, sob mira de metralhadoras, pistolas e fuzil, o que se constitui numa grave violação de direitos humanos. Diante deste questionamento, o comandante alegando “desacato a autoridade” autorizou que Bernadete fosse algemada para ser conduzida à delegacia. Neste momento o orixá Oxossi incorporou a sacerdotisa que algemada foi colocada e mantida pelos PMs Júlio Guedes e seu colega identificado como “Jesus”, num formigueiro onde foi atacada por milhares de formigas provocando graves lesões, enquanto os PMs gritavam que as formigas eram para “afastar satanás”. Quando os membros da comunidade tentaram se aproximar para socorrê-la um dos policiais apontou a pistola para cabeça da sacerdotisa, ameaçado que se alguém da comunidade se aproximasse ele atirava. Spray de pimenta foi atirado contra os trabalhadores. O desespero tomou conta da comunidade, crianças choravam, idosos passavam mal. Enquanto Bernadete (Oxossi) algemada, era arrastada pelos cabelos por quase 500 metros e em seguida jogada na viatura, os policiais numa clara demonstração de racismo e intolerância religiosa, gritavam “fora satanás”! Na delegacia da Polícia Civil para onde foi conduzida, Bernadete ainda incorporada bastante machucada foi colocada algemada em uma cela onde havia homens, enquanto policias riam e ironizavam que tinham chicote para afastar “satanás”, e que os Sem Terras fossem se queixar ao Governador e ao Presidente.

A delegacia foi trancada para impedir o acesso de pessoas solidarias a Bernadete, enquanto os policias regozijavam – se relatando aos presentes que lá no assentamento além dos ataques a Oxossi (incorporado em Bernadete) também empurraram Obaluaê manifestado em outro sacerdote atirando o mesmo nas maquinas de bombear água. Os policias militares registraram na delegacia que a manifestação dos orixás na sacerdotisa Bernadete se tratava de insanidade mental.

A comunidade D. Hélder Câmara exige Justiça e punição rigorosa aos culpados e conclama a todas as Organizações e pessoas comprometidas com a nossa causa.

Contra o racismo, contra a intolerância religiosa, contra a violência policial, contra a violência à mulher, pela reforma agrária e pela paz.

Projeto de Reforma Agrária D. Hélder Câmara

Ylê Axé Odé Omí Uá

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Grupo Jovem Chegou a hora de Fazermos a diferença.

Atenção: Chegou a hora primeira reunião formal do Grupo de Jovens de Terreiro Negros Egbobó, um fato magestral e de importância enorme pras nossas vidas, quero todos estejam lá, com idéias e propostas para colocar-mos em prática em nosso terreiros e fazer-mos a diferença como líderes jovens que somos em nossas comunidades. A reunião acontecerá as 14:00h e provavelmente irá até umas 18:00h, no dia 24/10/2010 em um domingo abençoado, os principais questionamentos serão os que tivemos no DIDA ARÁ encontro nacional de matriz africana e saúde, e como vamos fazer pra nos organizar. Estão todos convocados e avisados.

sábado, 16 de outubro de 2010

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Racismo estampado !!

Venho atravez deste texto informar um ato terrível que ocorreu nesta
segunda feira
Tusilé e Guilherme são jovens negros em media de idade entre 15 e 16 anos .
o fato é que os dois jovens estavam fazendo compras em uma padaria e
não encontraram a mercadoria desejada com isso pagaram o que compraram
e foram em outro estabelecimento lá o Guilherme espera a Tusilé fora
do estabelecimento devido as sacolas e ela vai ver se encontra o que
desejava mais não tinha ela sai e ao estarem na metade da rua alguns
homens que estavam junto com o dono do comercio começam a gritar
chamando os dois para voltarem eles mandam os dois pararem pois querem
ravistalos e chamam os jovens eu poderia não escrever aqui mais como é
uma denuncia eles falam"Negr@ suja macho e viado maloqueros mulheques
" e também agridem o rapaz ameaçando fisicamente e mais coisas que se
descrever aqui é muito coisas muito piores como os dois jovens não
tinha feito nada voltaram com todo aberto casaco bolsa e a carteira
Tusilé mostra a carteira e lá tem varias notas de dinheiro de grande
valor e fala a dona que não tem necessidade de roubar e mostra as
compras do outro estabelecimento eles pedem desculpa mais os dois
falam em chamar a policia eles se assustam e começam a pedir perdão
que eles não sabiam .
Os dois ligam para a policia relatam o caso de preconceito e racismo
mais a policia diz que não pode fazer nada .
Nos como jovens negros viemos fazer esta denuncia para todos e
gosta rimos que todos divulgarem .

Tusilé Soares Pinto
Guilherme Nunes
coordenação
Movimento de Meninas feministas
Rio Grande Do Sul

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Associações, entidades e movimentos sociais lançam plataforma para legalização do aborto no Brasil neste 28 de setembro.

Associações, entidades e movimentos sociais lançam plataforma para legalização do aborto no Brasil neste 28 de setembro.

O grupo Impulsor da FRENTE NACIONAL CONTRA CRIMINALIZAÇÃO DAS MULHERES E PELA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO lança, nesta semana, Plataforma para a Legalização do Aborto no Brasil com diversas prioridades e propostas para garantir o direito ao aborto no Brasil e dar um basta na criminalização das mulheres.

A iniciativa marca a semana final do processo eleitoral e o Dia Latino Americano e Caribenho pela Despenalização do Aborto (28 de setembro).

A proposta da Plataforma para a Legalização do Aborto no Brasil deverá circular amplamente nos próximos meses pelas diversas organizações nacionais e locais que integram esta Frente, colhendo contribuições e revisões criticas.

A expectativa é que em 2011 a Frente possa ter construído um amplo e forte consenso sobre os pontos em tornos dos quais será pautada a luta em defesa da vida das mulheres.

Fundamentada na noção de direitos reprodutivos, a Plataforma considera as questões relativa à saúde pública e atenção à saúde reprodutiva das mulheres, as políticas e direitos coletivos necessários ao livre exercício da maternidade e o princípio de auto-determinação reprodutiva das mulheres.

A proposta se sustenta no reconhecimento de que os métodos contraceptivos falham e os serviços de planejamento familiar também falham, por isto, "nenhuma mulher deve ser presa, punida, maltratada ou humilhada por ter feito um aborto" e o Estado, de forma solidária e criteriosa, deve
garantir o direito ao aborto para todas as mulheres sem discriminação de raça ou classe.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

DIDA ARÀ


aconteceu com muito sucesso e o MMF estava lá participando das atividades e a coordenadora Tusilé Soares coordenadora nacional MMF entrou para a coordenação de interlocução geral da Juventude de TErreiro do estado do RS.
informativo MMF

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

25 de setembro festa de titulação do Quilombo Silva as 20h00
todos lá...

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Grito dos Excluidos

> Grito dos Excluídos
>
> Dia: 7 de setembro;
>
> Concentração: 8h30m no Largo Glênio Peres;
>
> Trajeto: Borges de Medeiros, Demétrio Ribeiro, Escola Parobé, Perimetral, Paulo da Gama;
>
> Encerramento: Ato na Redenção (Espelho D’água)
>
> Dinâmica: ocorrerão 4 paradas.
>
> 1ª Parada: (Esquina Democrática)
>
> · Tema: Plebiscito Limite da Terra
>
> · 2ª Parada: (INSS)
>
> · Tema: Mundo do Trabalho
>
> · 3ª Parada: (Rua Demétrio Ribeiro, antes de entrar na Perimetral)
>
> · Tema: Extermínio da Juventude
>
> · 4ª Parada: Encerramento (Redenção – Espelho D’água)
>
> · Tema: Projeto Popular Eleições 2010
>
> ·

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

ATO CONTRA O RACISMO INSTITUCIONAL

- ATO CONTRA O RACISMO INSTITUCIONAL, TORTURA, EXTERMÍNIO DA JUVENTUDE NEGRA, VIOLÊNCIA DE ESTADO E POLICIAL, CONTRA O ESTADO DE SÍTIO EM NOSSAS COMUNIDADES E NAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS, PELA TITULAÇÃO IMEDIATA DAS TERRAS DE QUILOMBO, PELA REFORMA AGRÁRIA, POR REPARAÇÕES JÁ.

DIA : 09 DE SETEMBRO DE 2010
CONCENTRAÇÃO: NO INCRA /RS ÁS 14H, APÓS, CAMINHADA ATÉ PRAÇA DA MATRIZ COM ATO ÁS 17H.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Militares entram no Quilombo Silva em Porto Alegre

Quilombo da Familia Silva em Porto Alegre Rs foi envadido pela brigada MILITAR no dia 26 de agosto os moradores sofreram agressão fisica e moral e psicologica onde um dos moradores ficou gravemente firido porque foi agredido com pauladas,chutes,socos e após isso foi conduzido até a delegacia .
Esta sendo organizado um grande ato dia 9 de Setembro em frente ao INCRA
em Porto Alegre.
CONTAMOS COM TODOS OS MOVIMENTOS DE LUTA PELA IGUALDADE DE DIREITOS


Tusilé Soares
coordenadora nacinal do Movimento de Meninas Feministas
Porto Alegre Rs

para mais informaçoes
mmf.ewaobinrym@gmail.com
tusilenegra@gmail.com

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Nova sensação do MMF


Criss mas mais conhecida como Xoco e uma menina feminista cantora e compositora de diversos generos musicais e tambem e representante do MMF Parána a pouco tempo.
Ela tem 19 anos e tem muita historia para conta.
e com solidariedade feminista estamos divulgando a arte dela a mais nova revelação da musica.
para ver o trabalho de la tem videos no You Tube:
http://www.youtube.com/watch?v=mX7oV-jm-Ls

informativo MMF
comunicaçao feminista

terça-feira, 17 de agosto de 2010

19 a 21 de agosto de 2010 - Oficinas e Espaços de Articulação de Gênero Raça e Etnia no 34º Congresso Nacional dos Jornalistas - Porto Alegre/RS


--------------------------------------------------------------------------------

As Oficinas e Espaços de Articulação de Gênero, Raça e Etnia são uma contribuição do Núcleo de Jornalistas Afro-brasileiros do Sindjors e da Fenaj, em parceria com o UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher – parte da ONU Mulheres), ao público participante do 34º Congresso Nacional dos Jornalistas. Marcam a parceria estratégica entre a Fenaj e o UNIFEM-ONU Mulheres em prol da promoção da igualdade de gênero, raça e etnia.

As atividades objetivam gerar reflexões sobre os desafios do papel social do jornalismo e seu compromisso para o enfrentamento do racismo e das desigualdades de gênero. Criam oportunidades para ampliar o debate sobre os novos caminhos para a atuação das jornalistas e dos jornalistas a serviço da sociedade brasileira.

Programação

Oficina de Gênero, Raça e Etnia – 19 de agosto de 2010
Relações de gênero, raça e etnia na comunicação
Valor-notícia: A importância do jornalismo para a equidade de gênero, raça e etnia

Oficina de Gênero, Raça e Etnia – 20 de agosto de 2010
Gênero no noticiário
Imprensa e combate ao racismo
Caminhos possíveis para a pluralidade no noticiário

Especialização da Imprensa – 21 de agosto de 2010
O compromisso do jornalismo com o enfrentamento do racismo e das desigualdades de gênero
Apresentação de casos de comunicação ONU: PNUD, UNFPA e UNIFEM

segunda-feira, 16 de agosto de 2010


o MMF estára lá presente junco com as gurias da Liga.

domingo, 15 de agosto de 2010

Neste sabado o MMF realizou junto com a LBL e a prof Ana uma atividade na EMEF Maria do Carmo na Restinga poa Rs com pais e mestres abordamos temas sociais direitos humanos sobre diversos temas como violencia etc...
nesse decorrente dia na escola estava acontecendo uma ativide cultural com palestras,dança,canto...

Executiva MMF
Imformativo

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

MMF e LBL

O MMF esta junto com a LBL para apoia a II jornada lesbica do Rs.
E 14 DE AGOSTO estaremos realizando uma atividade na EMEF Nossa Senhora do Carmo na Restinga.
Banca da Diversidade - as 14hs
Conversando com os jovens sobre homofobia,direitos e respeito e sociedade.
informativo MMF.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Seminario

Diversidade Sexual

Construindo Direitos no Rio Grande do Sul e no Brasil

Data: 18 de agosto de 2010
Local: Auditório da PRT/4ª Região (Ramiro Barcelos, nº 104)
Programação
9h – Abertura – Encaminhamento de Protocolo de Intenções
Silvana Ribeiro Martins – Procuradora-Chefe da PRT/4ª Região
Maria Helena Camargo Dorneles – Secretária-Geral Adjunta da OAB/RS
Roselaine Dias da Silva – Articuladora Regional da LBL/RS

9h 30min – I Painel – O Reconhecimento da Diversidade Sexual e a Construção de Direitos Civis e Trabalhistas
Márcia Medeiros de Farias – Procuradora do Trabalho do MPT/4ª Região
Maria Berenice Dias – Advogada e Vice-Presidente da Comissão de Diversidade da OAB/RS

10h 30min - debates
12h – intervalo para almoço

14h – II Painel – A Experiência na Construção e no Reconhecimento de Direitos no Rio Grande do Sul
Rui Portanova – Desembagador do TJ-RS
Conrado Paulino da Rosa – Advogado especializado em direitos Homoafetivos
Roselaine Dias da Silva – Liga Brasileira de Lésbicas
Ana Naiara Malavolta – Servidora do TRT/4ª Região e Diretora de Base do Sintrajufe-RS

15h 20min – debates
15h 50min – intervalo

16h 10min – III Painel – A Experiência na Construção e no Reconhecimento de Direitos no Brasil
Paulo Gilberto Cogo Leivas – Procurador Regional da República da PPR/4ª Região
Carolina Hostyn Gralha – Juíza do Trabalho e Diretora Administrativa da AMATRA4
Roger Raupp Rios – Juiz Federal da 4ª Região
Denise Falkenberg Corrêa – Diretora da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras/RS (FETRAFI)

17h 30min – debates
18h 30min – encerramento

Promoção:
Liga Brasileira de Lésbicas
Ministério Público do Trabalho
Ordem dos Advogados do Brasil

sábado, 7 de agosto de 2010

Ponto Final convida para o Seminário Pelo Fim da Violência Contra a Mulher

Ponto Final convida para o Seminário Pelo Fim da Violência Contra a Mulher

13 de agosto, sexta-feira

13h30min às 18 horas

Escola Superior de Magistratura

Rua Celeste Gobatto, 229 - Bairro Centro - Porto Alegre/RS



Mais informações:

Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos - 51 32.12.06.30 e 51 98.13.58.83


Themis Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero - 51 32.12.01.04


Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher - Porto Alegre/RS 51 32.10.65.00



CLADEM/Brasil, Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher - 51 96.64.55.24

E-mail: campanhapontofinal@gmail.com

Seminário Municipal sobre a Lei Maria da Penha: 4 anos de avanços e desafios.

Seminário Municipal sobre a Lei Maria da Penha: 4 anos de avanços e desafios.


Data: 11 de agosto de 2010

Local: Plenarinho da Câmara Municipal de Cachoeirinha

Rua Manatá, 565 – Bairro Jardim Colinas

Fone: 51-3470-8800



Programação:


13h – 13h30min – Credenciamento

13h30min – Abertura Oficial

13h45min – Palestra: Lei Maria da Penha – visão nacional

Palestrante: a confirmar

Coordenação: Coordenadoria Políticas Públicas para Mulher

14h30min – Debates

14h45min – Intervalo


15h – Mesa Redonda – Lei Maria da Penha – visão municipal

Palestrantes: Secretaria Municipal de Segurança, Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social, Secretaria Municipal de Saúde, Conselho Tutelar, Brigada Militar, Delegacia de Polícia, Ministério Público e Juizado

Coordenação:COMDIM

17h– Debates

17h30min- Encerramento


COMDIM e Coordenadoria da Mulher

sábado, 31 de julho de 2010

Convite para o Seminário Estadual: Política de Assistência Técnica e as Relações de Gênero

Vimos através do presente, convidá-lo (a) para o Seminário Seminário Estadual: Política de Assistência Técnica e as Relações de Gênero que será realizado numa parceria entre a SOF ( Sempreviva Organização Feminista ) e a Delegacia Federal do MDA/RS. Esse Seminário faz parte das atividades do convênio 700427/2008 firmado entre a Sempreviva Organização Feminista e o Ministério do Desenvolvimento Agrário que tem como objetivo realizar capacitação, monitoramento e articulação das políticas públicas do MDA para as mulheres nos territórios da cidadania.
Os objetivos específicos do seminário são:
- Apresentar a Lei de ATER e sanar dúvidas e questões a respeito de sua implementação;
- Promover um processo de reflexão sobre ATER/ATES voltada para as mulheres, a partir da problematização da Lei de ATER;
- Qualificar a demanda de ATER/ATES das mulheres nos TCs e demais regiões do estado;
- Realizar um processo de diálogo e sensibilização com os/as técnicas a partir das demandas concretas;


JUSTIFICATIVAS
As mulheres rurais, negras, quilombolas, indígenas, ribeirinhas e pescadoras representam quase a metade da população do campo no Brasil, (PNAD 2006). Nas últimas décadas elas construíram lutas coletivas que, dentre outros avanços, tem qualificado a forma do estado implementar as políticas públicas para a igualdade entre homens e mulheres
O Ministério de Desenvolvimento Agrário – MDA através da Assessoria Especial de Gênero Raça e Etnia – AEGRE, em diálogo permanente com os movimentos de mulheres rurais e para atender às demandas, criou um conjunto de Políticas Públicas que visam garantir os direitos econômicos e de cidadania plena para as mulheres.
Mesmo com estas iniciativas, muitas mulheres ainda não têm acesso à assistência técnica rural, ao crédito, incentivo para produzir e comercializar. Para mudar este quadro de desigualdades é preciso articular a formação, informação e fortalecer a auto-organização das mulheres.


Este é um convite ao debate e a sua presença contribuirá para fortalecer a ação das mulheres rurais e potencializar o alcance das políticas públicas para a igualdade de gênero.


Período: 09 a 11 de agosto de 2010, sendo os técnicos e gestores ligados à prestação de serviço de ATER-ATES convidados a participar nos dias 10 e 11 de agosto.
Local: Capuchinhos Convento - Rua Paulino Chaves, 29, Bairro Santo Antônio - Porto Alegre/RS - Fone: 51 32232800
Vagas: 30 para mulheres rurais, negras, quilombolas, indígenas, ribeirinhas e pescadoras; 20 vagas para técnicas e técnicos da prestação de serviço de ATER-ATES.
Observação: para técnicas e técnicos ligados à EMATER é necessário confirmar a participação até dia 30/07 para que possamos providenciar o pagamento das despesas/diárias através do MDA.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

SAIA de SAIA...

Data: sexta feira 13 de novembro
Local: pelo Brasil
Traje: saia (como quiser)

Queridas,

Sinal de que há ainda muito por dizer e fazer. Muito pouco do que as mulheres
pretendem foi alcançado, no que diz respeito às mentalidades e
representações. O feminismo ainda faz sentido, os espaços de liberdade não
estão assegurados e nem ao menos sabemos como analisar esse fenômeno cíclico
a que chamamos feminino, que vai e vem, que nos deu o voto e o direito à
educação; a algumas deu o direito ao seu corpo, a outras um pouco de
dignidade ou a consciência de ser. E a todas, talvez, a única satisfação de
reconhecer-nos numa experiência ao mesmo tempo diferente e comum de viver no
feminino.

...então, na sexta-feira 13 novembro de 2009



... pra sair, sair da rotina, sair de casa, sair da casinha, pra vestir uma
saia e dançar, pra sair como quiser!


Neide M. Zanon
51 9939-0653
Sem a participação igualitária das mulheres não há socialismo!

segunda-feira, 26 de julho de 2010


RS realiza o I Seminário Estadual da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde

O evento é uma promoção da Secretaria Estadual de Saúde e da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde / Núcleo-RS. Os objetivos são fomentar a Rede de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde no Estado, dar visibilidade aos saberes tradicionais dos terreiros, levantar as ações de prevenção e promoção de saúde realizada pelos terreiros no que tange ao combate ao HIV/AIDS e propor a construção de estratégias de interlocução entre terreiros e SUS.

O seminário contará com a presença de lideranças e vivenciadores de religiões de matriz africana do estado e do país, militantes de movimentos sociais, conselheiros de saúde, gestores e trabalhadores em saúde, estudantes e pesquisadores de todo o estado do Rio Grande do Sul.

Os conhecimentos socializados e produzidos no seminário, além de darem visibilidade acadêmica às práticas tradicionais de matriz africana em saúde, instigam o diálogo entre conhecimento tradicional e conhecimento científico traduzindo, portanto, sua relevância, complexidade e contemporaneidade.

INSCRIÇÕES: para fazer sua Pré-inscrição CLIQUE AQUI.

ACESSE O BLOG: renafrosaude.blogspot.com/


Atenção!!! Vagas Limitadas.

domingo, 25 de julho de 2010

SOMOS promove laboratórios culturais para jovens LGBT

O Grupo SOMOS Comunicação, Saúde e Sexualidade dará início, a partir do próximo dia 7 de agosto, a três oficinas culturais utilizando as linguagens de Teatro, Cinema e Dança. As oficinas são dirigidas especialmente para jovens LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), com idades entre 14 e 21 anos, visando tornar os jovens protagonistas das ações de saúde e de cidadania, através destas expressões artísticas.
As oficinas são gratuitas e serão desenvolvidas entre os meses de agosto a novembro. Todos os jovens selecionados (15 em cada oficina) receberão uma ajuda de custo, tendo em vista o apoio do Ministério da Cultura e da Fundação Schorer, da Holanda.
Cada oficina terá 8 encontros de 3h, sempre aos sábados à tarde, das 15h às 18h. Elas serão ministradas por profissionais conhecidos em suas áreas de atuação, como Heinz Limaverde (Teatro), Nilton Junior (Dança) e Marcio Reolon (Cinema).

As oficinas têm vagas limitadas e as inscrições devem ser feitas somente pelo e-mail oficinas@somos.org.br .
Serviço dos Laboratórios Culturais LGBT:
1ª Oficina - Teatro (com Heinz Limaverde)

A Oficina tem o foco a criação de personagens, improvisação e linguagem cênica, com referências na Cultura LGBT, no âmbito do drama, caricatura e humor. De 7 de agosto a 25 de setembro, sábados, das 15h às 18h
2ª Oficina - Cinema (com Marcio Reolon)
A Oficina apresentará noções básicas de roteiro, direção, produção, fotografia, arte, montagem e som no cinema, além de uma passagem pelo universo LGBT no audiovisual.

De 4 de setembro a 30 de outubro, sábados, das 15h às 18h



3ª Oficina - Dança (com Nilton Jr.)
A Oficina explorará através da Dança, elementos da Cultura LGBT e do Universo Pop, em linguagens coreográficas que utilizam o corpo como recurso performático.
De 2 de outubro a 27 de novembro, sábados, das 15h às 18h

Inscrições: através do e-mail: oficinas@somos.org.br
Quanto custa: Grátis e os selecionados irão receber ajuda de custo.
Vagas limitadas - apenas 15 pessoas

Informações: pelo fone 3233 8423 e através do e-mail oficinas@somos.org.br


Quem são os oficineiros:
Heinz Limaverde
Heinz é ator de teatro e cinema. Atuou nos espetáculos: O Pagador de Promessas, Sonho de uma Noite de Verão e O Hipnotizador de Jacarés, sendo premiado como Melhor Ator pelo Prêmio Açorianos de Teatro (2006) e Prêmio Brasken/POA em Cena (2006).


Márcio Reolon

Márcio é produtor, diretor e roteirista de Cinema. Dirigiu os filmes: Carnaval (2010), Depois da Pele (2010), Por Uma Noite Apenas (2009), entre outros. Participou de diversas mostras e festivais nacionais e internacionais, sendo premiado no Edital Nacional FICTV, do Ministério da Cultura (2009).
Nilton Jr.

Júnior é bailarino, ator e intérprete da dragqueen Cassandra Calabouço. Participou de várias montagens, recebendo o Prêmio Açorianos de Dança – Melhor Bailarino (2010), pelo espetáculo Abobrinhas Recheadas.Sandro Ka
Coordenador de Cultura
SOMOS Pontão de Cultura LGBT
SOMOS Comunicação, Saúde e Sexualidade
Rua Jacinto Gomes, 378 - Santana - Porto Alegre | RS 90040-270
51. 3233 8423
www.somos.org.br
_______________________________________________

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O caso Eliza e a violência de uma sociedade patriarcal

O caso Eliza e a violência de uma sociedade patriarcal

Por: Mayara Melo

Publicado em: http://mayroses.wordpress.com/

Nos últimos dias, os noticiários foram tomados pelo caso Eliza Samudio. Uma história envolvendo sexo, sangue e um jogador de futebol é nitroglicerina pura – prato cheio para a imprensa entreter o público após a saída da seleção brasileira da Copa. Um espetáculo lamentável e digno de repulsa, não só pela espetacularização do crime e pela crueldade com a qual foi cometido, como também pelas reações das pessoas.

O caso me provocou indignação profunda. Mas, igualmente indignantes foram os absurdos que ouvi – tanto de pessoas conhecidas quanto pela internet. É assustador ouvir alguém dizer “poxa, mas o cara acabou com a vida dele”. Esse tipo de comentário tem a mesma raiz de outros que encontrei amplamente na internet: “Trouxa, você fez filho pra pegar pensão? Então cala a boca! Puta é isso. Mulher que faz filho pra mamar dinheiro dos outros, seja quem for! Vagabunda se ferrou!” ou “Estou triste pelo jovem Bruno, um homem realizado na vida profissional e financeira e acabar tudo por causa de um envolvimento com mulher de programa, filho é feito em mulher decente e de honra que isso sirva de exemplo para os homens”.

Ainda há aqueles que disparam, sob moderado pudor: “Era uma aproveitadora, mas ninguém tem o direito de tirar a vida de outra pessoa, por pior que ela seja.” Essa é uma pequena amostra dos inúmeros comentários que estão pipocando na rede, nos bares, ruas e lares nesse momento. Chego a tremer de indignação ao pensar na amplitude que esse comportamento tem e confirmar que, infelizmente, ainda estamos muito longe de dar um fim à violência contra as mulheres.

Eliza Samudio vem sendo julgada e muitas vezes culpabilizada pela própria morte. A mídia expõe o caso em doses diárias de espetáculo nos telejornais, e a cobertura é pobre, pois não é capaz de trazer uma informação contextualizada que provoque uma reflexão sobre a violência e a desigualdade de gênero.

É o tipo de cobertura que paralisa telespectadores e telespectadoras. Ao se concentrar em mostrar detalhes da vida de Eliza, de Bruno e até de familiares de ambos, a mídia esvazia as possibilidades de reflexão e colabora com a anestesia do público. Este, de tão acostumado com a narrativa folhetinesca, passa a acompanhar o caso como se fosse mais uma novela das oito.

Nesse sentido, as pessoas imediatamente procuram identificar mocinhos/as e bandidos/as. – Bom, mas o bandido precisar ser o assassino, né? É aí que a trama enrola a cabeça do público, pois Eliza – para nossa sociedade machista e patriarcal – não cabe bem no papel de mocinha. Como poderia uma mocinha participar de orgias, de filmes pornôs, tornar-se amante de um famoso esportista e engravidar dele nessa condição?

Para a maioria das pessoas, Eliza não passava de uma simples “Maria chuteira vagabunda”. No entendimento de muitos e muitas, ela cumpriu o fim previsível para mulheres “desse tipo”. E aí o folhetim volta a ter coerência, com a narrativa carregando sua “moral da história”.

No entanto, a moral que devemos questionar é aquela dos que lamentam que o goleiro “tenha acabado com sua carreira”. Possivelmente, é a mesma dos inquisidores que queimavam “bruxas”. É a moral de quem acha natural que homens usem o corpo das mulheres como objeto em orgias, mas que taxam essas mesmas mulheres de vagabundas aproveitadoras – como se os homens não tivessem tirando proveito do corpo delas. A moral de quem se delicia com a indústria pornográfica, mas coloca as mulheres que participam dela no rol das vadias aproveitadoras.

É também a moral de quem chama de aproveitadora uma mulher que engravida em uma transa fortuita, mas não chama de aproveitador o homem que submete uma mulher a transar sem camisinha. A mesma moral de quem acha absurdo que uma mulher exija o direito de abortar, mas acha que, se essa mulher pedir pagamento de pensão, é uma aproveitadora.

Nesse contexto, Eliza Samudio não teria como ser vista de outra forma que não a de uma aproveitadora. Diante disso, eu pergunto – e quem dispôs (e desfez) do corpo dela é o que?

Em “A Dominação Masculina”, Pierre Bourdieu observa que a dominação de gênero é uma ação corporificada, ou seja, o corpo é o lugar em que as disputas de poder se inscrevem. Trago o corpo para essa reflexão por duas razões. A primeira é para afirmar que o corpo feminino sempre foi o espaço no qual os homens exerceram poder sobre as mulheres. A segunda é pela história de Eliza ser uma sucessão de referências ao exercício do poder masculino sobre o corpo das mulheres.

Ficamos sabendo que a mãe de Eliza a abandonou com apenas três anos de idades para fugir das agressões do marido. Depois descobrimos que o pai de Eliza foi condenado por estuprar uma criança de 10 anos de idade (segundo as notícias, filha dele com uma ex-cunhada). Só aí temos dois exemplos fortes de submissão do corpo feminino que devem ter marcado a vida de Eliza.

Além disso, ficamos sabendo que ela participava de orgias organizadas para jogadores de futebol e que trabalhou em filmes pornôs. Aí a gente pega esse elemento e junta ao fato de ela ter se envolvido com um indivíduo que, meses atrás, ao comentar o caso do jogador Adriano, acusado de agredir sua namorada, declarou “Qual de vocês aí, que são casados, nunca brigou com a mulher, nunca discutiu ou nunca até saiu na mão com a mulher? É normal isso aí” mostrando o quanto achava natural agredir uma mulher que se comportasse fora dos seus desejos.

Eliza ousou desafiá-lo e Bruno se viu no direito de “sair na mão com ela”. Fez ameaças, tentou dominar mais uma vez seu corpo ao obrigá-la a realizar um aborto. Não conseguindo, optou por dar fim à vida de Eliza, mostrando, mais uma vez, o quanto o corpo pode ser espaço de exercício do poder.

Dessa forma, situo o caso de Eliza na lista de feminicídios, ou seja, um crime que é subproduto de uma sociedade patriarcal, na qual valores e atitudes conferem aos homens posição de poder e controle do corpo e dos desejos femininos. Nessa posição, muitos homens acreditam possuir o direito de punir as mulheres que se oponham ao controle dos seus corpos.

Por isso, ao invés de assistirmos passivamente a essa trágica história, devemos pensar sobre a nossa parcela de responsabilidade na violência contra as mulheres. Ela é fruto de uma sociedade patriarcal que naturaliza a submissão do corpo feminino e que reproduz cotidianamente discursos e práticas machistas que perpetuam essa situação. Assim, foram violentos os assassinos de Eliza, mas também foi violento o Estado que lhe negou proteção, a mídia que transformou sua morte em espetáculo e todos e todas que passivamente assistem ao desenrolar da história se achando no direito de condená-la por ser mulher.

Verônica da C. Silveira
LBL-SP

segunda-feira, 19 de julho de 2010

MULHER NEGRA EM FOCO

PROGRAMAÇÃO 22/07 -

13:30 – Mesa de Abertura com Autoridades

14:00 – Painéis:

Mulher Negra: Comunidade e Geração de Renda: Ivanete Pereira – Integrante da Central Única de Favelas – CUFA

Mulher Negra e Violência: Maria Noelci Homero – ONG Maria Mulher

Saúde da Mulher Negra : Maria Letícia Garcia – Presidente do Conselho Municipal de Saúde de Porto Alegre

Mulher Negra e a Mídia: Eloa Muniz – Consultora em Comunicação Estratégica

Mulher Negra e Espaço de Poder: Profª Dra. Maria da Graça Paiva – Mestre em Lingüística Aplicada/PUC-SP, Doutora em Educação – Ensino e Formação de Educadores/PUC-RS

A Mulher Negra Quilombola: Profª Maria Marques – Remanescente quilombola



16:30 – Intervenções

17:00 – Coffee Break e encerramento



LOCAL: Auditório do Banco Central (Rua Sete de Setembro, 586)
Promoção: CMM - Coordenação Municipal da Mulher - entrada franca!

domingo, 18 de julho de 2010

Seminario Comunicacao Social e Diversidades

20 DE AGOSTO: Debate "Comunicação Social e Diversidade" com o Movimento de Meninas Feministas" - MMF, no Sindisprev.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

1 X 0 PARA ARGENTINA

1 X 0 PARA ARGENTINA

Rusgas do futebol de lado, a nossa vizinha Argentina marcou um verdadeiro gol de placa na manhã desta quinta-feira (15), quando aprovou no senado a lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A Argentina passa a ser o primeiro país da América Latina a legalizar o casamento homossexual. Essa é uma vitória que deve ser muito comemorada entre os militantes LGBT’s e os milhares de casais homossexuais argentinos, que esperavam ansiosamente para ter seus direitos reconhecidos.
Certamente a aprovação desta lei produzirá um efeito cascata nos demais países da América Latina. No Brasil, há mais de uma década circulam projetos com este tema. Já esta na hora de aprovarmos aqui também esta lei. Será um ato de cidadania e garantia dos diretos a uma classe que luta há muito para ser reconhecida.
Os argumentos que o campo mais conservador da sociedade utiliza para repudiar as uniões homossexuais já não se sustentam mais. Ninguém mais acredita que os homossexuais têm algum tipo de distúrbio ou que essas uniões seriam o fim da família brasileira. São águas passadas. Está mais do que comprovado que os casais homossexuais podem constituir família e levar uma vida normal. O bom senso é o que anda prevalecendo na opinião da maioria. Temos como exemplo a luta das mulheres, que há menos de um século não tinham direito ao voto. Era impensável que elas um dia seriam independentes. Hoje elas governam cidades, estados e até países. Isto só aconteceu porque elas brigaram e lutaram para ter seus direitos garantidos, assim como os homossexuais estão fazendo.


Leandro Consoni
Militante LGBT

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Estupro de menina por três rapazes menores,

Estupro de menina por três rapazes menores, entre eles o filho do dono de uma rede de TV da Capital, ainda não virou notícia na RBS. Sr. Sérgio Sirotsky o que o senhor acha desse crime?


Filho de Sérgio Sirotsky estupra menina de 14 anos
Caros leitores,

Estamos nos dirigindo a vocês, por ser nosso único meio de comunicação ainda livre de controle da informação falada e escrita, especialmente para o nosso caso de Florianópolis onde o domínio é total pela RBS que controla tudo.
Somos um grupo de mães do tradicional Colégio Catarinense de Florianópolis. É de conhecimento geral de que se trata de um colégio no qual estudam os filhos das famílias mais tradicionais, influentes e ricas de nossa Cidade, ou seja, a chamada “elite” Florianopolitana. Neste momento em que escrevemos isso estamos profundamente envergonhadas, pois este colégio está se tornando uma escola formadora de alunos pedantes, arrogantes, sem escrúpulos, sem noção do que é certo ou errado, pois esta escola está travestida de uma impunidade para os atos de seus alunos e de pais influentes.
- Já não bastassem que há anos existam drogas circulando pelas dependências da escola, trazidas e servidas por filhos de pais influentes;
- Já não bastassem que há anos acontece de tudo nas dependências da escola, como cheirar, fumar todos os tipos de fumo, transar, bater e intimidar os mais fracos;
- Já não bastassem as gangues famosas do Catarinense ameaçando os próprios alunos que não fazem parte, ou andando pela cidade ameaçando alunos de outras escolas, ou nas baladas cantando de galos, ou lutando entre si até sangrarem como já apareceu na TV;
Como se isso não bastasse, sem que nós pais, pouco ou nada pudéssemos fazer junto a Direção do Colégio, para que tomassem uma atitude com essa permissividade absurda que estava crescendo nas dependências da escola, principalmente em relação a esses filhos dessa elite maldita de nossa Cidade, agora temos um estupro de uma de nossas adolescentes. Isso mesmo, uma aluna do Colégio Catarinense foi brutalmente estuprada por três colegas, igualmente com 14 anos cada e colegas do mesmo colégio.
Tomamos essa medida de contar esta história que aconteceu há poucos dias (hoje é 28/06/2010), mas que está sendo abafada pela imprensa, porque um dos alunos estupradores é o filho de 14 anos do Sr. Sérgio Sirotsky, um dos Diretores da RBS TV e o outro é o Bruno, filho de um Delegado de Polícia da Cidade. O outro aluno ainda não conseguimos levantar. Quanto ao nome da adolescente, não divulgaremos a pedido da família que está em choque. O que podemos divulgar é que a garota fez o exame de corpo de delito e o processo esta correndo em sigilo (o sigilo não foi pedido pelos pais da garota e sim pelo Delegado e pelo Sr. Sérgio Sirotsky pra preservar os delinqüentes e estupradores de seus filhos).
O caso ocorreu porque a menina terminou o namoro com o filho do Delegado, aí os amigos resolveram se vingar da garota. Encontraram com ela no Shopping Beira Mar, colocaram alguma droga na sua bebida (parece que foi a droga Boa Noite Cinderela) e a levaram para o apartamento da Mãe do filho do Sérgio Sirotsky que fica bem próximo ao Shopping Beira Mar. No quarto do garoto, os três estupraram a garota de todas as maneiras possíveis, até introduziram um controle remoto na vagina. Quando estavam estrangulando a garota, a mãe (ex mulher do Sérgio Sirotsky) entrou no quarto.
Disseram que em princípio - e acreditamos que sim, pois deve ter sido uma cena grotesca e inimaginável para qualquer pai ou mãe - teve um ataque e bateu muito nos garotos e principalmente no filho. Porém passado o choque inicial, ela deve ter pensado nas conseqüências terríveis do ato de seu filho e resolveu protegê-lo. A garota ainda estava desacordada, então ela vestiu a menina, enrolou um cachecol em volta de seu pescoço para esconder as marcas e ligou para a mãe da menina dizendo: “Venham buscar sua filha, pois sabe como são esses adolescentes, fizeram uma festinha aqui em casa na minha ausência, andaram bebendo e se passando, ela está meio bêbada e caindo pelas tabelas.” Os pais foram buscá-la e a levaram para casa desacordada, porém aos poucos ela foi acordando e começou um choro desesperado e a falar coisas desconexas beirando ao histerismo. A mãe apavorada com o comportamento da filha, tentando acalma-la, ao tirar o cachecol, viu as marcas no pescoço da filha e em choque sem saber o que pensar ou dizer, levaram imediatamente a filha ao médico e lá chegando o mundo foi caindo para esta família. Depois do médico, foram orientados a ir a Polícia e a fazer o exame de corpo e delito.
Desnecessário dizer que os pais da garota receberam o telefonema do todo poderoso da RBS para que resolvessem esse “problema” e forma discreta, pois a final era o futuro de “seus” filhos que estava em jogo.

Pergunta: Qual futuro está em jogo???? Da garota estuprada ou dos garotos estupradores?????
Resposta: A garota irá sofrer muito com certeza e juntamente com toda a sua família, mas irá superar porque o mal não está com ela. Agora, esses garotos estupradores e quase assassinos, porque se a mãe não tivesse chegado a tempo eles teriam matado a menina, esses não têm mais jeito, esses estão marcados pro resto da vida têm que ser punidos, pois se não forem continuarão a fazer isso com outras meninas respaldados por essa impunidade garantida pelos seus pais poderosos.
Divulguem isso por favor, nos ajude a impedir que mais essa aberração desses garotos passe impune. Que aliás não é a primeira vez que esses garotos aprontam, são uns delinquentes, prodígios de bandidos.
Assinado: Mães indignadas do Colégio Catarinense

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Mulheres ganham menos e trabalham mais do que homens

Apesar do aumento da participação das mulheres na atividade econômica na América Latina, elas continuam ganhando menos e trabalhando mais que os homens. É o que revela pesquisa divulgada pela Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e Caribe).

Segundo o estudo, entre 90 e 2008, a população economicamente ativa feminina cresceu de 42% para 52% no continente.

Na média calculada pela Cepal, em 2009, o salário das mulheres era 21% menor que o dos homens. Mas a diferença tem diminuído. Em 2008, elas recebiam 28% a menos.

O Brasil puxa o incremento da participação feminina na economia, com um avanço de 52% no período. As brasileiras, contudo, acumulam mais horas de trabalho não-remunerado.

De acordo com a pesquisa, as mulheres não ganham por 21,8% das horas semanais que trabalham em serviços domésticos. Os homens trabalham 9,1% sem receber. As mulheres recebem por 34,8% das horas trabalhadas na semana, e os homens, 42,9%. No total, elas trabalham 4,6% a mais.

Outro dado da pesquisa: as casas comandadas por mulheres são mais pobres que as chefiadas por homens, apesar de a participação feminina na economia ter ajudado no combate à pobreza na região.

Das mulheres com mais de 15 anos em zonas urbanas da América Latina, 43% não tinham renda própria em 1994 (contra 11% de homens). Em 2008, esse número caiu para 32% do lado das mulheres (e 10% do lado dos homens).

Fonte: Folha Online, 13 de julho de 2010. Na base de dados do site www.endividado.com.br

terça-feira, 13 de julho de 2010

sexta-feira, 9 de julho de 2010

I Encontro de Jovens de Religião de Matriz Africana

I Encontro de Jovens de Religião de Matriz Africana
reúne mais de 60 participantes

Mais de 60 pessoas marcaram presença no 1° Encontro de Juventude de Religião de Matriz Africana em Caxias do Sul. Ato que ocorreu na Câmara de Vereadores e contou com a presença da coordenação estadual do Movimento Negro Unificado (MNU), que além de prestigiar o evento idealizado por Anderson Augusto Cambraia Prates, estarão realizando em Porto Alegre um 1° encontro de juventude de religiões afro, a exemplo de Caxias do Sul.
O objetivo deste encontro é de unificar os jovens de religiões afro de nossa cidade, para estarem inseridos na sociedade discutindo não só questões sobre a religião, mas também políticas de juventude, desde inclusão social à preservação do meio ambiente.
No encontro, foi lançado o cartaz da campanha nacional ''Quem é de axé diz que é !'', promovida por entidades nacionais em defesa das religiões afro. O objetivo da campanha é incentivar que os praticantes de religiões de matriz africana informem isso no Censo 2010, para que se tenha a real porcentagem da população que faz parte de religiões afros no Brasil. Além disso, está promovendo a busca de valores com o rompimento do preconceito.
O encontro contou com a presença de personalidades políticas, como a deputada estadual Marisa Formolo-PT, integrante da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, a jovem vereadora Denise Pessôa-PT, vice presidente da Liga Carnavalesca de Caxias do Sul, o vereador Édio Elói Frizzo-PSB, presidente da Liga Carnavalesca de Caxias do Sul, Mestre Brazil, coordenador de Promoção da Igualdade Racial da prefeitura de Caxias do Sul e Saul de Medeiros, presidente da Associação de Umbanda de Caxias do Sul. Proferiram as palestras os senhores Sérgio Ubirajara, Juçara de Quadros e o professor de história Lucas Caregnato, que abordaram temas como a introdução, o sincretismo e a marginalização de religiões de matriz africana no Brasil.
Uma coordenação de jovens foi constituída no encontro, para abordar questões voltadas ao tema e a juventude, sendo eles: Aline Balestrim, Anderson Cambraia, Catiane Marques, Cleber Silva, Gerson Monteiro, Henry Luz de Mello, Juliano Berti , Luis Dornelles Alves e Michele de Sousa.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

17ª FEICOOP


6ª FEIRA DE ECONOMIA SOLIDÁRIA DOS PAÍSES DO MERCOSUL
17ª FEICOOP – Feira Estadual do Cooperativismo Alternativo
9ª FEIRA NACIONAL DE ECONOMIA SOLIDÁRIA
10ª Mostra da Biodiversidade e Feira da Agricultura Familiar
6º SEMINÁRIO LATINO AMERICANO DE ECONOMIA SOLIDÁRIA
6ª CAMINHADA ECUMÊNICA E INTERNACIONAL PELA PAZ e JUSTIÇA SOCIAL
6º LEVANTE DA JUVENTUDE URBANA E RURAL DO RS

Acesse a programação completa AQUI.

Data: 09 a 11 de Julho de 2010

TERRITÓRIO DA 6ª FEIRA DE ECONOMIA SOLIDÁRIA DO MERCOSUL e 17ª FEICOOP
Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter – Rua Heitor Campos, s/nº ao lado do Colégio Irmão José Otão e fundos do Santuário da Medianeira – Bairro Medianeira – Santa Maria – RS – Brasil – Fone: 55 3222 6152 (local dos Eventos)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Reportagem do MMF para a campanha ponto final




Meninas feministas nas oficinas de comunicação digital
Elas são negras. Uma é adolescente, tem 15 anos. A outra é uma jovem de 24 anos. Em comum a militância no movimento social negro e a preocupação com os problemas que afetam sensivelmente os adolescente e a juventude afrobrasileira, entre os quais a violência contra mulheres e meninas.

Tusilé Soares e Tatiane Oliveira souberam da campanha Ponto Final Na Violência Contra Mulheres e Meninas quando se mobilizavam para participarem da marcha das mulheres em São Paulo, evento realizado em março último, comemorativo ao centenário do Dia Internacional da Mulher. Enquanto marchavam foram construindo idéias de engajamento à Campanha.

Conhecedora das atividades e ações da Rede Feminista de Saúde, Tusilé foi a primeira a bater à porta da articulação nacional. Transitando pelos movimentos negro e feminista desde a infância, acompanhando os pais, ela veio oferecer uma proposta de integração ao projeto. A essa participação voluntária se agregou a companheira de luta e amiga, Tatiane, moradora do Partenon e vizinha da Associação Comunitária Campo da Tuca - ACCAT, onde a Campanha vem sendo realizada. Ambas integram o Movimento de Meninas Feministas.


A dupla, representando o Movimento, inicialmente procurou o Ponto de Cultura da ACCAT oferecendo um projeto voltado para a comunidade, em especial o público adolescente e jovem, que vai trabalhar a comunicação através de fotos, vídeos, teatro e dança e a inserção digital nos conteúdos da cultura, saúde e educação focando a temática da campanha. Foram recebidas pelo coordenador do Ponto de Cultura, Antonio Matos e pela coordenadora técnica da ACCAT, Ângela Maria Lemes. Durante o encontro o projeto foi ajustado às demandas da Associação, bem como aos objetivos da Campanha Ponto Final.

“Serão oficinas temáticas que atingirão crianças de 10 a 14 anos e um público na faixa etária de 15 a 24 anos, tendo a violência contra mulheres e meninas como ponto principal de nossas discussões”, acentua Tatiane. A proposta vai atingir os freqüentadores do Ponto de Cultura da ACCAT.

As duas jovens lideranças consideram esta promoção da Rede Feminista de Saúde muito importante para a mudança de comportamento das meninas e dos adolescentes. “É a primeira vez que vejo uma campanha que fala da violência preocupada em dialogar com meninas, antes nós só víamos materiais falando para as mulheres agredidas. Para mim, a prevenção e a proposta de mudança de comportamento é o grande destaque desta campanha”, salienta Tusilé Soares.

Encontro da Juventude da Religião de Matriz Africana

Seminario Estadual Políticas em Saude População Negra e direito ao SUS

O Centro de Apoio Operacional de Direitos Humanos Ministério Público Estadual – CAO-DH, SEAUD-RS-DENASUS/ CGDNCT/SGEP/MS, Instituto de Assessoria as Comunidades Remanescentes de Quilombo – IACOREQ e Grupo Hospitalar Conceição – MS/CEPPIR-GHC, promotores do “Seminário Estadual Políticas Afirmativas em Saúde da População Negra e Participação Popular em Defesa do SUS: Dignidade Humana, Igualdade de Sujeitos de Direitos no SUS”, que ocorrerá nos 19 e 20/07/2010, no Auditório do Ministério Público Estadual, na Av. Aureliano de Figueiredo Pinto, 80 Bairro Praia de Belas – Centro – Porto Alegre – RS.

O seminário tem como objetivo Sensibilizar todos os sujeitos que interagem na gestão do SUS para a necessidade da efetivação da Política Nacional Integral de Saúde da População Negra.

Educação Popular com Software Livre

Palestra:

Cultura Digital: um movimento livre de educação popular e tecnologias sociais


Programa completo do evento:
Primeira sessão:

Roda inicial de reconhecimento
Apresentações dos projetos de cultura digital dos participantes (articulação de projetos)
Levantamento dos temas e assuntos que o grupo quer oferecer para o diálogo

Proposta de documentação colaborativa das atividades culturais do fisl 11 pelos educadores populares envolvidos ou construção colaborativa de tutoriais sobre: Produção de conteúdos, documentação, semântica web, upload, download e mIXLOAD, gestão de ambiente multimídia e aplicativos livres.


Segunda sessão

Oficina panorâmica de documentação:
Produção de conteúdos, documentação, semântica web, upload, gestão de ambiente multimídia e aplicativos livres.
Programação de Interações de atividades e diálogos.


Resumo da programação*

Encontro de coletivos
Barcamp sobre cultura digital e educação popular
Interação de conhecimentos livres

quinta-feira, 24 de junho de 2010

V Lai Lai Apejo


A Associacao Cultural de Mulheres Negras de Porto Alegre e a Rede Nacional Apejo: Populacao Negra e HIV/Aids realizam nos dias 28, 29 e 30 de junho o VLai Lai Seminario Nacional Lai Lai Apejo que tem como objetivo refletir sobre os principais desafios enfrentados pela populacao negra frente a epidemia de HIV/Aids e avaliar as acoes emprendidas pelo governo das tres esferas da gestao para dar respostas a epidemia nesse segmento da populacao brasileira.
O evento pretende reunir ativistas do movimento negro, liderancas afro-religiosas, gestores e tecnicos da saude, conselheiros de saude e integrantes do Forum Ong Aids durante tres dias com a finalidade de estabelecer um dialogo entre sociedade civil e governo que permita avancos e possibilitem novas estrategias de enfrentamento da epidemia junto a populacao negra.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Estatuto da Igualdade Racial

O Senado Federal aprovou no último dia 16 de junho a versão demostiniana do Estatuto da Igualdade Racial. Trata-se de um texto indigesto apenas palatável para aquela fatia minúscula do movimento negro que, protegida pelo manto clerical ou de olho em alguns dividendos para as eleições 2010, se submete (e a todos nós) a um constrangimento histórico. Depois de dez anos de luta, e para salvar algumas plataformas político-partidárias no apagar das luzes, um acórdão retirou as propostas mais substanciais do documento como: a reserva de vagas nas universidades públicas, as políticas de saúde específicas para a comunidade negra e a demarcação das terras quilombolas. Os três tópicos em si já representam a bandeira de lutas mais significativa do movimento negro porque elas são resultado de um acumulado histórico de reivindicações. Em nome de quem a meia dúzia de gatos pingados falando em nome do movimento negro endossou tão indecente proposta? A quem interessa um Estatuto que já nasce morto? O que a aprovação do Estatuto light tem a nos dizer sobre os processos de submissão política negra nos últimos anos? Por que a pressa em aprovar um Estatuto vazio de propostas?
Sem querer generalizar a experiência pessoal para o conjunto dos movimentos negros, aqui vai um palpite: nos últimos oito anos, militando em um modelo de movimento onguista ‘particular’ em São Paulo, “aprendi” que agora é hora de negociar, que a história chegou ao fim, que já não há espaço para sustentar um projeto radical de transformação social, de que a palavra de ordem agora é ocupar menos a rua e fazer mais lobby político nos bastidores do poder, que ao invés das ruas, devemos ocupar a ponte aérea, os gabinetes. Aprendi que a palavra ‘raça’ deve ser retirada do vocabulário e ser substituída pelo eufemismo ‘diversidade’, que a palavra ‘reparação’ ou ‘justiça racial’ dever ser substituída pela mais palatável ‘igualdade racial’.
É neste contexto de pobreza da imaginação política que a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial deve ser entendida. A palavra “radical” em certos círculos tomou uma conotação tão estranha e tão vazia de significados que soa com a mesma intensidade da palavra comunista no período da guerra-fria. Isso para não falar na palavra “utopia”, utopia negra, vista como um sacrilégio. E olhe que não falo de utopia como ideal irrealizável, mas como sonho e luta de transformação radical para deslocar as bases de poder tradicionais na nossa sociedade.
Pois bem, da maneira como foi aprovado, o Estatuto representa uma carta de intenções genéricas que diz pouco ou quase nada sobre a luta do povo negro, mas que diz muito sobre o momento histórico em que vivemos. No entanto, o que mais me angustia no Estatuto aprovado não é o corte do senador Demóstenes Torres (ex-PFL-GO). O senador fala de um lugar racialmente privilegiado. Está defendendo os interesses do seu grupo. E disso não há duvida!
O que assusta é que, em um momento de refluxo da luta social, em um momento em que os movimentos sociais da cidade e do campo sofrem uma aprofunda criminalização, quando se intensifica o massacre da juventude negra nas periferias urbanas, algumas ‘lideranças’ – supostamente inspiradas por Zumbi e pelo espírito santo – endossam uma proposta indecente como a que agora temos. Admito que talvez eu esteja deprimido e admito que estar deprimido é um privilégio quando tantos estão sobrevivendo no inferno. Mas talvez devêssemos nos perguntar: por que a recusa fatalista da utopia negra? Em nome de quem o Estatuto foi negociado? Não em meu nome!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

I JOÃO CÂNDIDO HOJE

A trajetória de João Cândido Felisberto como inspiração para os atuais desafios da comunidade negra em busca da igualdade plena

Dia 26 de junho de 2010 (sábado), às 19 horas

Cômite Latino Americano(Rua Vieira de Castro,133)

Entrada franca

19:00 exposição de vídeos

19:15 painel: A trajetória de João Cândido e sua importância para a comunidade afro-brasileira nos dias atuais

21:00 jantar (R$ 7,00) confirmar reserva até 24.06

21:30 apresentações musicais

Participantes:

José Antônio dos Santos – historiador

Luiz Alberto da Silva – advogado e presidente do Clube Floresta Aurora

Lúcia Regina Brito Pereira – historiadora e coordenadora da Maria Mulher – Org. de Mulheres Negras

Coral do Cecune (Centro Ecumênico de Cultura Negra)

Alan Barcelos (Grupo Cambatuque)

Grupo Afluentes

2010 – 130 anos do nascimento de João Cândido

100 anos da Revolta da Chibata

segunda-feira, 14 de junho de 2010

V Lai Lai Apejo debate DST/Aids em Porto Alegre

Saúde da população negra é tema principal de seminário nacional realizado na capital gaúcha em junho.

A Associação Cultural de Mulheres Negras (ACMUN) juntamente com a Rede Nacional Lai Lai Apejo: População Negra e HIV/Aids realizam nos dias 28, 29 e 30 de junho o V Seminário Nacional Lai Lai Apejo, no Hotel Continental, Largo Vespasiano Julio Veppo, número 77, próximo a estação rodoviária de Porto Alegre.

O evento, que significa “Encontro Para Sempre” em expressão iorubá, tem como objetivo principal refletir os desafios enfrentados pela população negra frente à epidemia de HIV/Aids. Lai Lai Apejo pretende reunir ativistas do movimento negro, lideranças afro-religiosas, gestores e técnicos de saúde, conselheiros de saúde e integrantes do Fórum Ong Aids durantes os três dias com finalidade de estabelecer um diálogo entre Sociedade Civil e Governo.


A programação consiste em debates, palestras, mini-conferências e apresentações culturais. Os temas abordados durante o seminário serão sobre “Análise de Conjuntura: Políticas Públicas de Saúde no Brasil e no Mundo”, além de “Produção de Conhecimento Científico – População Negra e HIV/Aids”, “Homens que fazem sexo com homens” e “Experiências em HIV/Aids e População Negra”.


Lai Lai Apejo é um encontro estratégico que tem como foco principal debater temas sobre a saúde da população negra. Promovido, inicialmente pela ACMUN, da cidade de Porto Alegre/RS, desde 2002, se torna um marco na história da capital gaúcha. Esta iniciativa propicia troca de experiências e saberes entre os participantes e prevê a luta em defesa da equidade de gênero e raça/etnia. O encontro em si, já reuniu centenas de pessoas desde sua criação, que através de troca de experiências procuram encontrar soluções para os problemas existentes na sociedade.


As fichas de inscrições para o V Lai Lai Apejo podem ser encaminhadas para o e-mail inscricoeslailaiv@yahoo.com.br. A taxa é de R$ 25,00 e deverá ser paga no ato do credenciamento.

Serviço:

O Quê: V Seminário Nacional Lai Lai Apejo

Onde: Hotel Continental, Largo Vespasiano Julio Veppo, número 77, próximo a estação rodoviária de Porto Alegre.

Quando: 28, 29 e 30 de junho.

Quanto: R$ 25,00

sexta-feira, 11 de junho de 2010

MNLM

Integrantes do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) ocuparam a sede da prefeitura de Porto Alegre na manhã desta terça-feira. Houve princípio de tumulto entre os manifestantes e a Guarda Municipal.

Três manifestantes teriam entrado na sede do Executivo municipal alegando precisar de informações. Minutos depois, cerca de 50 outros vieram atrás e tomaram conta do saguão principal do prédio, que fica no Centro da Capital. Entre os manifestantes haviam mulheres e crianças.

Conforme o membro da coordenação estadual do MNLM Ezequiel Morais, a ocupação foi motivada por três reivindicações. A primeira delas é o reassentamento de 20 famílias da Ocupação 20 de Novembro retiradas do prédio na rua Caldas Júnior esquina com a Mauá, que em 2006 foi usado por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Essas famílias hoje estão vivendo na avenida Padre Cacique, 1345, mas temem ser desalojadas devido as obras para a Copa do Mundo que iniciam em breve.

A segunda reivindicação dos manifestantes é que o município agilize o envio do cadastro de 150 famílias que vivem com renda entre zero e três salários mínimos para a Caixa Econômica Federal, para que essas pessoas passem a integrar o programa “Minha Casa, Minha Vida" do Governo Federal. A terceira diz respeito à promessa de reassentamento definitivo de 34 famílias da Ocupação Santa Mônica que foram retiradas do bairro Chapéu do Sol e encontram-se assentadas provisoriamente em área do município há 5 anos.

Uma comissão foi recebida à tarde pelo diretor do Departamento Municipal de Habitação e representante da secretaria de governança. O diretor Goulart comprometeu- se em entregar à Caixa na próxima quinta feira os cadastros das 150 famílias do MNLM que organizam-se na Restinga. Também ficou agendada uma reunião na segunda-feira com a secretaria de governança para tratar de projetos definitivos de assentamentos das famílias das ocupações 20 de Novembro e Santa Mônica.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Projeto pretende igualar salários de homens e mulheres com mesma função

A Câmara Federal pretende corrigir um erro histórico entre homens e mulheres por meio do Projeto de Lei 7016/10, da deputada Luciana Genro (Psol-RS). Segundo o texto original, fica proibido que o pagamento de salários diferenciados para homens e mulheres que exercem funções ou cargos iguais.


Ainda de acordo com o projeto, a empresa que descumprir a determinação deverá pagar à funcionária discriminada um valor equivalente a dez vezes a diferença salarial acumulada, tudo com atualização monetária, e as contribuições previdenciárias correspondentes.

Em relação a fiscalização das empresas, o texto prevê que a ação fique por conta da Receita Federal do Brasil e do Ministério do Trabalho. A Receita Federal terá que desenvolver um aplicativo para consultar essas informações e fiscalizar todas as empresas em tempo real. O texto base da matéria prevê também que serão indicados nas guias de recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e da Previdência Social a qualificação do empregado, a carga horária de trabalho e o sexo do funcionário.

O projeto que tramita em caráter conclusivo, ou seja, não precisa ser votado pelo Plenário, aguarda apenas a analise das comissões designadas para estudá-lo. Após a analise, o projeto irá a Plenário e logo em seguida será examinado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

sábado, 5 de junho de 2010

Polícia Federal despeja quilombolas de terras que tradicionalmente ocupam

Polícia Federal despeja quilombolas de terras que tradicionalmente ocupam
Na manhã do dia 26 de maio, a comunidade quilombola de Barra do Parateca, no município de Carinhanha, localizado à 900 km de Salvador na região Sudoeste da Bahia, sofreu a intervenção da Polícia Federal, que destruiu casas, roças de abóbora, feijão, milho, mandioca, batata, melancia e expulsou animais em área ocupada pela comunidade, com 250 famílias, há mais de cem anos.
A operação ocorreu por ordem do Juiz da Vara Federal de Guanambi, que deferiu liminar de reintegração de posse em favor de João Batista Pereira Pinto, Juiz Estadual do mesmo município.
Em nota pública, a Associação Agropastoril Quilombola de Barra do Parateca, a CPT Centro-Oeste da Bahia, a Associação dos Advogados dos Trabalhadores Rurais da Bahia, e o Movimento dos Trabalhadores Assentados, Acampados e Quilombolas - CETA denunciam esta decisão da Justiça Federal e a ação da Polícia Federal nas terras tradicionais do quilombo. Confira a seguir a nota na íntegra:
"Na manhã de ontem, a Comunidade Quilombola de Barra do Parateca, município de Carinhanha, Bahia, foi surpreendida por uma operação violenta da Polícia Federal. Dez 10 homens, fortemente armados, destruíram casas, roças de abóbora, feijão, milho, mandioca, batata, melancia e expulsaram animais em área ocupada pela comunidade, com 250 famílias, há mais de cem anos
A operação ocorreu por ordem do Juiz da Vara Federal de Guanambi, que deferiu liminar de reintegração de posse em favor de João Batista Pereira Pinto, Juiz Estadual do mesmo município. O beneficiário da decisão nunca comprovou a posse da área em litígio, mas vem cercando terras tradicionalmente utilizadas por quilombolas e extrativistas da região do Médio São Francisco.
Essas terras integram a Reserva Legal do Projeto de Colonização de Serra do Ramalho, de propriedade do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA, e também fazem parte da área a ser titulada em nome da comunidade através do procedimento em curso na referida autarquia, por serem terras ocupadas por remanescentes de quilombos (art. 68 do ADCT da Constituição Federal).
O cumprimento desta decisão judicial aconteceu em plena greve dos servidores federais do Poder Judiciário, onde nenhum ato com implicações processuais poderia estar sendo realizado, por configurar claro cerceamento de defesa, haja vista a impossibilidade de reversão do ato pelos quilombolas e o INCRA.
No direito brasileiro a concessão de liminares em ações de reintegração de posse deve ser uma medida excepcional, de urgência, a ser conferida somente em favor de quem comprova ser posseiro e cumpridor da função social da posse e da propriedade, conforme a Constituição. Isto tem que ser muito bem justificado e comprovado, o que não vem sendo exigido pelos juízes quando as partes são fazendeiros poderosos.
Na Bahia, é recorrente a emissão de decisões judiciais que ignoram tais exigências da Constituição, liminares são concedidas de modo arbitrário explicitando posições ideológicas da magistratura cujas raízes são bem conhecidas em nossa história.
Resultado: ao invés de agir em prol da realização de direitos fundamentais, o Poder Judiciário, fiel a uma mentalidade patrimonialista, viola os direitos das populações camponesas que cumprem, efetivamente, a função social da terra.
Em pleno século XXI, quando a humanidade vê-se perplexa diante da fome, da ameaça de destruição do meio ambiente, da guerra, dos horrores do processo de colonização racista, o Poder Judiciário continua operando como uma máquina de construção da miséria. A opção pela destruição de alimentos e casas, realizando cotidianamente despejos forçados de multidões de posseiros, trabalhadores e comunidades negras rurais que resistem e lutam para tirar seus direitos do papel é irracional.
Salvador, 27 de maio de 2010
Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais no Estado da Bahia – AATR-BA
Associação Agropastoril Quilombola de Barra do Parateca
Movimento dos Trabalhadores Assentados, Acampados e Quilombolas - CETA
Comissão Pastoral da Terra – CPT/Centro Oeste da Bahia"

27 de Mai de 2010
Escrito por Assessoria de Comunicação CPT Bahia

terça-feira, 1 de junho de 2010

Convite

O GABINATE DE POLÍTICAS PÚBLICAS DO POVO NEGRO - GPN, DA PREFEITURA DE PORTO ALEGRE, promoverá no dia 05 de junho de 2010, das 9h às 12h, o Seminário Preparatório da XX Semana da Consciência Negra 2010 – SECON, no Auditório da Secretária Municipal de Administração, sito a rua Siqueira Campos, 1300 – 14° andar, no Centro Histórico de Porto Alegre.

As inscrições devem ser realizadas no local do evento.

O objetivo do seminário é definir o calendário das atividades da SECON 2010, tais como: formação da Comissão Organizadora, local dos eventos, metodologia de trabalho, entre outros assuntos.

Instituída pela Lei 6.986, de 27 de dezembro de 1991, a Semana da Consciência Negra prevê uma programação de eventos que ocorrerá entre os dias 14 a 22 de novembro.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

CoMuNiCaçÃo FeMiNiStA

FESTA CULTURAL AFRO 15 ANOS DA TUSILÉ

MOVIMENTO DE MENINAS FEMINISTAS PROMOVE

FESTA CULTURAL AFRO
15 ANOS DA TUSILÉ
VARIAS ATRAÇÕES...

CARDAPIO: PRATOS TIPICOS DA CULINARIA AFRO BRASILEIRA

CONVITE R$ 15,00
DIA 17.07.2010 AS 20:00
LOCAL : CHURRASCARIA CLUBE ZEQUINHA CASA DO GAÚCHO AV ASSIS BRASIL 1204 PASSO D”AREIA PORTO ALEGRE RS
CONTATO (51)33661029 81547861 92847332 TUSILENEGRA@GMAIL.COM MMF.EWAOBINRYM@GMAIL.COM


CONTAMOS COM VOCÊ




MOVIMENTO DE MENINAS FEMINISTAS PROMOVE

FESTA CULTURAL AFRO
15 ANOS DA TUSILÉ
VARIAS ATRAÇÕES...

CARDAPIO: PRATOS TIPICOS DA CULINARIA AFRO BRASILEIRA

CONVITE R$ 15,00
DIA 17.07.2010 AS 20:00
LOCAL : CHURRASCARIA CLUBE ZEQUINHA CASA DO GAÚCHO AV ASSIS BRASIL 1204 PASSO D”AREIA PORTO ALEGRE RS
CONTATO (51)33661029 81547861 92847332 TUSILENEGRA@GMAIL.COM MMF.EWAOBINRYM@GMAIL.COM

CONTAMOS COM VOCÊ

O FÓRUM DE MULHERES DO MERCOSUL – Capítulo Brasil,

O FÓRUM DE MULHERES DO MERCOSUL – Capítulo Brasil,
têm a honra de contar com a sua presença no Seminario Internacional

“Na Fronteira dos Ventos: O Poder das Mulheres”,

que ocorrerá nos dias 12 e 13 de junho de 2010, durante o

“XIV Encontro Regional do Fórum de Mulheres do MERCOSUL”,

na CÂMARA MUNICIPAL de
Sant’Ana do Livramento – Rio Grande do Sul – Brasil.
Solicitamos confirmação até 01/06/2010.
seminariofmm@gmail.comEste endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.
(51) 3239 9213 – (51) 9819 2866 - Porto Alegre/RS – Brasil
(55) 3244 5527 – Sant’Ana do Livramento/RS – Brasil

fisl11 vai ocorrer no período das férias escolares entre os dias 21 e 24 de julho

A 11ª edição do Fórum Internacional Software Livre (fisl11) vai acontecer entre os dias 21 e 24 de julho de 2010, no Centro de Eventos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

Felizmente no período de férias escolares, o que proporcionará a participação de muitas pessoas que em outras ocasiões não tinham como vir a Porto Alegre.

Considerado o maior encontro de comunidades de software livre da América Latina e um dos maiores do mundo é um grande ponto de encontro daqueles que cotidianamente se relacionam pela Internet, trabalham, compartilham conhecimentos e ideias.

O primeiro dia do fisl11 será destinado aos pré-eventos, que são os encontros organizados pela comunidade software livre e grupos de usuários para debater os projetos da área.

A Associação Software Livre (ASL), organizadora do evento, em breve estará divulgando o período para inscrições de papers, palestras e para a participação dos usuarios, valores e outras informações.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Estudante africana é hospitalizada após ser agredida dentro da UFPB

A estudante de Letras Kadija Tu, africana de 23 anos e natural de Guiné Bissau, foi vítima nesta segunda-feira (24) de agressões físicas e verbais e de ofensas racistas dentro do Campus I da Universidade Federal da Paraíba. Ela estuda em João Pessoa dentro de um convênio estudantil entre o Brasil e o seu país natal e o incidente foi tão grave que ela precisou ser levada para o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena. Já o agressor, ainda não identificado, foi detido pela Polícia Militar e levado para a 4ª Delegacia Distrital do Geisel.
Segundo testemunhas, Kadija andava por um dos corredores do Centro de Educação do campus quando foi abordado por um homem (que segundo informações extra-oficiais vendia cartões de crédito). Em determinado momento, ele teria dado uma cantada na estudante e depois feito alguns gestos obscenos contra ela.
Quando Kadija exigiu respeito e se indignou, ele teria partido para agressões verbais e xingamentos racistas que culminaram na agressão física. Estudantes intervieram e acionaram o setor de segurança da UFPB. Kadija foi levada para o Hospital de Trauma e lá deu entrada em estado regular. A assessoria de imprensa do hospital diz que ela levou vários chutes no abdômen e permanece em observação. Mas destaca que ela chegou consciente no local.
O homem, por sua vez, foi levado para a 4ª DD por policiais militares, onde prestou depoimento e foi liberado em seguida. A reportagem telefonou para a delegacia e foi informada que o agressor ainda continua detido. E que amigos da vítima também estão no local prestando depoimento e oficializando uma denúncia contra o agressor.
Em frente ao Trauma, outros estudantes africanos fazem vigília a espera de notícias sobre a amiga. Sergi Katembera, que tem 24 anos e é do Congo, explicou que por não serem familiares da jovem os colegas não tiveram acesso ao interior do hospital, mas ele lembra que Katija não tem nenhum familiar no Brasil.
Sergi disse também que já amanhã a comunidade africana na UFPB, em companhia de colegas brasileiros, vão decidir que tipo de protesto farão para denunciar o caso. “Não podemos admitir que atos como este se repitam. É uma vergonha”, lamentou.

Convite – Audiência Pública da Juventude

A Comissão de Cidadania e de Direitos Humanos junto da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia da Assembléia Legislativa do Estado do RS convidam toda a juventude, as organizações da juventude, os estudantes e todos os interessados a participar da Audiência Pública da Juventude.
Neste espaço será firmado o Pacto da Juventude Gaúcha, documento construído por organizações da juventude de diversos setores, com as principais reivindicações de políticas públicas para a juventude.
O evento acontecerá no dia 28 de maio de 2010, no auditório Dante Barone da Assembléia Legislativa.
A Audiência iniciará às 9h com show do Mano Oxi e o encerramento está previsto para as 11h30.

terça-feira, 25 de maio de 2010



O lançamento, na sede da Associação Comunitária Campo da Tuca, terá a presença de Aparecida Gonçalves, Secretária de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da SPM, entre outras autoridades convidadas. Na ocasião, o ato será marcado pela apresentação de dados que relacionam a violência com impactos na saúde integral. A violência contra mulheres é um sério problema de direitos humanos e de saúde pública no Brasil e nos países da América Latina e no Caribe. Desnaturalizar a violência contra as mulheres é o foco diferencial e ousado desta campanha.

A Ponto Final tem a coordenação geral constituída pela Rede de Homens pela Equidade de Gênero – RHEG, Agende - Ações de Gênero, Cidadania e Desenvolvimento e Coletivo Feminino Plural. A Rede Feminista de Saúde é responsável pela coordenação executiva dessa iniciativa no país, liderada na América Latina e no Caribe pela Rede de Saúde das Mulheres Latinoamericanas e do Caribe – RSMLAC, resultante de parceria com a Oxfam-Novib. Trata-se de uma experiência já desenvolvida em vários países da Ásia e África que foi adequada ao contexto latino americano e caribenho e ocorre, simultaneamente, na Bolívia, Brasil, Guatemala e Haiti.

Além de Aparecida Gonçalves, o evento de lançamento contará com a presença de Jorge Lyra e Benedito Medrado, do Instituto Papai e da Rede de Homens pela Equidade de Gênero – RHEG. Os convidados estarão participando, neste mesmo dia, do Seminário Chega de Silêncios - enfrentamento às violências contra as mulheres promovido pela Themis Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero no auditório da Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul - Federasul. A atividade está integrada à Campanha Ponto Final.
O Conselho Nacional de Saúde – CNS- também estará representado no evento através da médica Maria do Espírito Santos Tavares dos Santos. Santinha, como é conhecida no ativismo feminista é conselheira nacional eleita para representar a Rede Feminista de Saúde na instância máxima do Controle Social das políticas de saúde no país e coordena a Comissão Intersetorial da Saúde da Mulher - CISMU.

PROGRAMAÇÃO
• Oficinas para educadores sobre metodologia de trabalhos sobre a violência com homens
• Lançamento da Campanha
• Apresentação do Grupo Alenka
• Apresentação dos projetos oficinas de comunicação digital pelo Movimento das Meninas Femininistas

sábado, 22 de maio de 2010

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Ato contra Homofobia

Dia 19 de maio acontece em Porto Alegre um ato público contra as declarações homofóbicas do arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings. O ato será realizado em frente à Catedral Metropolitana de Porto Alegre, a partir das 12 horas. No mesmo dia, será realizado em Brasília um ato em defesa da aprovação do PL 122 que prevê a criminalização da homofobia.

IV Festa da Biodiversidade

IV Festa da Biodiversidade

uma semana para festejar a luta pela biodiversidade

Porto Alegre - RS



Feira da Biodiversidade

Quinta-feira 20.mai.2010

Largo Glênio Peres

06:00h - Café de manhã coletivo e moNTagem da geOdéSica

10:00h - TaMboReada com os Mestres Griôs e Meninas percussionistas do Afrosul.

12:00h - eSpeTácUlo teatral Caravana da Ilusão, com grupo o Povo da Rua.

14:00h - maTeAda em Movimentos

17:00h - Oficina de saMBa de rOda com o Mestre Renato

19:00h - Roda de capOeiRa Angola.

20:30h - BatUcadÃo Coletivo

terça-feira, 11 de maio de 2010

Aberto seminário sobre racismo e sexismo institucionais, em Brasília

Evento ocorre no âmbito do seminário “Identificação e Abordagem do Racismo e do Sexismo Institucionais”, que será realizado em Brasília entre os dias 10 e 12 de maio


Brasília (Brasil) - A discussão dos temas racismo e sexismo institucionais nas esferas governamentais é marco essencial da Política para as Mulheres e da Política de Promoção da Igualdade Racial. Ambos assuntos estarão em debate no Seminário e Oficina para Gestoras e Gestores de Promoção da Igualdade Racial e Políticas para as Mulheres, que se inicia nesta segunda-feira (10/5), às 19h, em Brasília. A solenidade de abertura terá as presenças do coordenador residente das Nações Unidas no Brasil, Jorge Chediek, da ministra Nilcéa Freire, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, e do ministro Eloi Ferreira de Araújo, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

O evento conta com a participação de gestoras, gestores e especialistas em políticas públicas de gênero e raça de todos os estados do Brasil, incluindo Distrito Federal. No encontro, serão discutidos a identificação e abordagem do racismo e do sexismo institucionais na administração pública e as oportunidades de interface das dimensões de gênero e raça no processo de gestão das políticas públicas.

A oficina tem o objetivo de contribuir no debate para a redução das desigualdades sociais provocadas pelas questões de gênero e raça e também ajudar a população a ter um melhor atendimento das suas necessidades nas políticas públicas, considerando a diversidade entre as mulheres nas regiões do país, nos estados e municípios.

Por essa razão, pretende definir uma agenda de integração de gênero e raça para ampliar os resultados dos Planos Nacionais de Políticas para as Mulheres - PNPM e de Promoção da Igualdade Racial – PLANAPIR na esfera estadual. No cenário internacional, o Brasil é referência na institucionalização de organismos governamentais de políticas para as mulheres e igualdade racial, criando oportunidades para a concretização dos direitos humanos das mulheres e das populações negra e indígena.

Objetivos do Milênio
O Seminário e Oficina para Gestoras e Gestores de Promoção da Igualdade Racial e Políticas para as Mulheres integra uma das linhas estratégicas do Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia para transparência e inovação da gestão pública e aperfeiçoamento da transversalidade de gênero, raça e etnia nas políticas, programas e serviços públicos.

Iniciativa pioneira no Brasil, o Programa reúne equipes técnicas de seis agências das Nações Unidas (UNIFEM, UNICEF, UNFPA, ONU-HABITAT, PNUD e OIT), organismos do governo brasileiro na esfera federal, SPM (Secretaria de Políticas para as Mulheres) e SEPPIR (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), e tem financiamento do governo espanhol através do Fundo das Nações Unidas para o Alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Seminário e Oficina “Identificação e Abordagem do Racismo e do Sexismo Institucionais”
Data: 10 a 12 de maio de 2010
Horário: abertura no dia 10/5, às 19h
Local: Academia de Tênis (SCES Trecho 4 Conjunto 5 Lote 1/B) – Brasília/DF


PROGRAMAÇÃO
Seminário e Oficina “Identificação e Abordagem do Racismo e do Sexismo Institucionais”

Dia 10 de maio de 2010
17h30 às 18h30 Credenciamento
19h00 às 20h30 Cerimônia de abertura
20h45 às 22h00 Coquetel

Dia 11 de maio de 2010
9h00 às 10h00 Identificação e abordagem do racismo e sexismo institucionais
10h00 às 10h15 Intervalo
10h15 às 11h15 Políticas públicas pró-equidade e interseccionalidades de gênero e raça
11h15 às 11h45 Comentários
11h45 às 12h30 Debate

OFICINA
Dia 11 de maio de 2010
14h00 às 15h30 Enfrentamento do racismo e sexismo institucionais e políticas públicas pró-equidade de gênero e raça
15h30 às 17h00 Informação para a tomada de decisão
17h00 às 18h30 Comunicação para o enfrentamento do racismo e do sexismo institucionais

Dia 12 de maio de 2010
9h00 às 10h15 Agenda de ações integradas e intersetoriais: orientações para o trabalho em grupo
10h15 às 10h30 Intervalo
10h30 às 12h30 Definição da agenda de ações integradas e intersetoriais – grupos de trabalho
12h30 às 14h00 Almoço
14h00 às 16h00 Definição da agenda de ações integradas e intersetoriais – grupos de trabalho, continuação
16h00 às 17h30 Socialização das agendas de ações integradas e intersetoriais – plenária
17h30 às 17h45 Informes sobre os próximos passos – agenda de monitoramento das ações integradas e intersetoriais
17h45 às 18h30 Avaliação e encerramento

Texto Saude e sus

A Caixa Econômica Federal está realizando estudos para oferecer planos de saúde à população de baixa renda. Embora, segundo a Assessoria de Comunicação do banco, ainda esteja no campo das intenções, sem nenhuma possibilidade concreta, esse ‘projeto' retoma a discussão sobre os investimentos na universalidade do SUS. Para Gastão Wagner, médico e professor da Unicamp, essa e muitas outras ações, como os planos de saúde de servidores públicos, mostram que o país precisa debater se de fato quer ter uma cobertura de saúde pública universal, como existe em outros países. E completa: "Há a ideia equivocada de que o SUS é um plano para pobre ou para ações estratégicas de alta complexidade", diz.



A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que é responsável pela regulamentação dos planos de saúde, divulgou que o setor faturou em 2009, R$ 63 milhões. A cobertura aumentou 4,9%, índice mais baixo, entretanto, que em 2008, quando foi verificado um aumento de 5,4%.

Para Gastão, a expansão dos planos de saúde revela a falta de políticas públicas para transformar o SUS, de fato, em um sistema universal. "As autoridades, até o momento, falam nos discursos que apóiam o SUS, mas na prática não vejo esforços efetivos. O que vemos é um subfinanciamento, uma política de pessoal muito ruim, expansão muito heterogênea. O SUS está na lei, mas não se consegue implementá-lo. Nenhum presidente até hoje assumiu a defesa do SUS", critica. O professor lembra que o próprio presidente Lula, no discurso de posse em 2003, declarou que ao final de seu mandato todos teriam um plano de saúde. "O SUS não ganhou a classe média e nem os trabalhadores, que nunca o apoiaram de fato. Sempre colocam na negociação coletiva a questão do plano de saúde. Não houve um momento em que o país debateu essa questão", opina.

A médica e professora Ligia Bahia, do Laboratório de Economia da Saúde da Universidade Federal do Rio de Janeiro, também aponta a contradição existente nas políticas públicas do país com relação à saúde. Para ela, não é possível que saúde privada e pública coexistam com investimento público. "Se nós estamos tornando o fluxo de recursos muito mais favorável para subsidiar plano de saúde fica difícil encontrar recursos para financiar o SUS, porque na realidade são as mesmas fontes. Nenhuma sociedade tem um grande sistema público e um grande sistema privado financiados com recursos públicos", observa.

Ela lembra o projeto de lei 194/2009, de autoria do Senador César Borges (PR-BA), já aprovado no Senado e enviado para tramitação na Câmara dos Deputados, que propõe a dedução fiscal do imposto de renda para os patrões que pagarem planos de saúde aos empregados domésticos. Para ela, políticas como esta, que estratificam o atendimento, já que empregados domésticos terão um plano muito pior do que os patrões, impedem a efetivação do direito universal ao SUS. "É uma proposta completamente diferente do sistema universal no qual as pessoas não são discriminadas em função da maior ou menor capacidade de pagamento", assegura.

Como funciona em outros países

O professor-pesquisador da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio/Fiocruz, Gustavo Matta, explica que atualmente, em todo o mundo, três países possuem um sistema de saúde com a perspectiva do atendimento universal como um direito - Reino Unido, Canadá e Cuba. "Essas experiências acontecem de forma igual ao Brasil, o que não significa que não exista medicina privada na Inglaterra, mas é completamente residual, só para determinados serviços que o sistema de saúde não cobriria. Por exemplo, uma cirurgia plástica que não é restauradora, mas estética", pontua.

O professor relata que no caso do Reino Unido e Canadá, é permitida a existência do sistema privado, mas que em nenhum dos dois casos ela é tão sistemática quanto no Brasil. Isso sem considerar a prestação de serviço para o setor público, como acontece também aqui, mas sem que signifique custo para a população.

Gustavo lembra que na Assembléia Nacional Constituinte de 1988 houve um impasse quando se discutiu se o SUS deveria ser complementado pelo privado ou não."Mas no jogo de forças e no acerto para que se fizesse avançar o texto constitucional essas emendas [de complementação do sistema público pelo privado] passaram. Então, se alterou inclusive o projeto original, que era o da 8ª Conferência Nacional de Saúde, de 1986", recorda.

Reverter a privatização

Ainda sobre os sistemas de saúde na Europa, Gustavo Matta conta que após a reforma Tatcher [implementada pela primeira ministra britânica Margaret Tatcher] alguns serviços de saúde que antes eram públicos foram privatizados, em função da política neoliberal. Entretanto, o modelo privatizante não ganhou força. "O sistema de proteção do Reino Unido era tão forte que ela [Margaret Tatcher] não conseguiu nem fazer cosquinha. A sociedade britânica tinha uma grande identidade com o sistema de saúde e se sentia protegida por ele".

No caso do Brasil, Matta afirma que uma grande dificuldade é que as pessoas não se sentem protegidas pelo SUS. "Qual é a confiança que nossos usuários de SUS têm de serem imediatamente atendidos em suas necessidades? Nas grandes metrópoles isso é praticamente inexistente, você vai encontrar filas, falta de pessoal, marcação de consulta com senhas, necessidade de se chegar de madrugada", reflete.

Ligia Bahia destaca que o Brasil está caminhando no sentido inverso ao dos Estados Unidos, que, com a recente proposta de reforma da saúde, tenta reverter a grande participação dos planos e incrementar o sistema público. "A reforma Obama se baseou nos problemas de negação de cobertura dos planos de saúde. Porque não basta ter o plano: é só ver o que acontece nos EUA, que é o país com o maior consumo de planos do mundo. Há uma ideia completamente errônea de que este tipo de consumo significa boa saúde", afirma.

Para a professora, a existência de planos de saúde é uma "proposta atrasada do ponto de vista da modernidade". E, inclusive, já foi rechaçada por muitos países capitalistas por eles entenderem que a saúde é um campo complexo, no qual é preciso que o Estado atue fortemente na regulação tanto do lado da demanda quanto do lado da oferta.

Ligia acrescenta que é preciso que os profissionais da saúde e pessoas envolvidas com o tema sejam mais veementes na defesa do sistema público e contra os planos, para que a saúde não seja encarada como mais um bem de consumo. E convida à reflexão sobre o modelo consumista que reforça a existência de classes sociais: "Os trabalhadores são consentidores passivos desta agenda da transformação dos brasileiros em consumidores de baixo impacto. São consumidores de geladeira, de automóveis, de planos de saúde baratos...É importante que o poder de consumo aumente. Mas de qual consumo estamos falando? Do relacionado a melhores condições de saúde ou daquele relacionado à inserção do Brasil como apêndice periférico da economia mundial? Para onde esse modelo nos leva? Vamos ter um país que é poluído, onde as pessoas compram geladeiras, mas não têm lazer, um país que continua com altíssimos índices de violência e uma imensa desigualdade", conclui.