sexta-feira, 2 de julho de 2010

Reportagem do MMF para a campanha ponto final




Meninas feministas nas oficinas de comunicação digital
Elas são negras. Uma é adolescente, tem 15 anos. A outra é uma jovem de 24 anos. Em comum a militância no movimento social negro e a preocupação com os problemas que afetam sensivelmente os adolescente e a juventude afrobrasileira, entre os quais a violência contra mulheres e meninas.

Tusilé Soares e Tatiane Oliveira souberam da campanha Ponto Final Na Violência Contra Mulheres e Meninas quando se mobilizavam para participarem da marcha das mulheres em São Paulo, evento realizado em março último, comemorativo ao centenário do Dia Internacional da Mulher. Enquanto marchavam foram construindo idéias de engajamento à Campanha.

Conhecedora das atividades e ações da Rede Feminista de Saúde, Tusilé foi a primeira a bater à porta da articulação nacional. Transitando pelos movimentos negro e feminista desde a infância, acompanhando os pais, ela veio oferecer uma proposta de integração ao projeto. A essa participação voluntária se agregou a companheira de luta e amiga, Tatiane, moradora do Partenon e vizinha da Associação Comunitária Campo da Tuca - ACCAT, onde a Campanha vem sendo realizada. Ambas integram o Movimento de Meninas Feministas.


A dupla, representando o Movimento, inicialmente procurou o Ponto de Cultura da ACCAT oferecendo um projeto voltado para a comunidade, em especial o público adolescente e jovem, que vai trabalhar a comunicação através de fotos, vídeos, teatro e dança e a inserção digital nos conteúdos da cultura, saúde e educação focando a temática da campanha. Foram recebidas pelo coordenador do Ponto de Cultura, Antonio Matos e pela coordenadora técnica da ACCAT, Ângela Maria Lemes. Durante o encontro o projeto foi ajustado às demandas da Associação, bem como aos objetivos da Campanha Ponto Final.

“Serão oficinas temáticas que atingirão crianças de 10 a 14 anos e um público na faixa etária de 15 a 24 anos, tendo a violência contra mulheres e meninas como ponto principal de nossas discussões”, acentua Tatiane. A proposta vai atingir os freqüentadores do Ponto de Cultura da ACCAT.

As duas jovens lideranças consideram esta promoção da Rede Feminista de Saúde muito importante para a mudança de comportamento das meninas e dos adolescentes. “É a primeira vez que vejo uma campanha que fala da violência preocupada em dialogar com meninas, antes nós só víamos materiais falando para as mulheres agredidas. Para mim, a prevenção e a proposta de mudança de comportamento é o grande destaque desta campanha”, salienta Tusilé Soares.

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